31/05/2022

O frasco "erlenmeyer"

Ainda ontem aqui escrevi sobre Anders Celsius e Daniel Gabriel Fahrenheit e sobre as escalas de medição da temperatura do ar que criaram nos séculos XVII e XVIII e que são ainda hoje utilizadas. 

De facto, quer Celsius, quer Fahrenheit, talvez tivessem usado, enquanto cientistas, "erlenmeyers".

Talvez. 

Com efeito, o frasco usado actualmente em muitos laboratórios por "esse mundo fora" - o frasco "erlenmeyer", precisamente - deve a sua designação ao químico alemão Emil Erlenmeyer (1825-1909).

30/05/2022

Celsius e Fahrenheit

"Alterações climáticas".

(Quase) todos nós, seres humanos, podemos actualmente constatar a veracidade de tal expressão. 

Ao nível da abundância ou não de precipitação, da maior intensidade do vento ou do aumento da temperatura do ar, por exemplo. 

Em relação à temperatura do ar, precisamente, ela pode ser calculada tendo por base as escalas "Celsius" ou "Fahrenheit".

Ora, Anders Celsius foi um astrónomo sueco que viveu no século XVIII enquanto que Daniel Gabriel Fahrenheit foi um físico que, nascido na Polónia, foi um cidadão dos Países Baixos e viveu 'entre' os séculos XVII e XVIII.



"Post scriptum": a escala "Fahrenheit" é ainda hoje usada nos Estados Unidos da América 

28/05/2022

O Homem: vida, morte e "vida eterna"

Já aqui citei o escritor checo Franz Kafka - "se estou condenado, então estou não só condenado a morrer mas também condenado a lutar até morrer".

Admito que talvez tivesse sido o 'álibi' perfeito para invocar as palavras que o escritor inglês William Somerset Maugham escreveu no primeiro registo do ano 1902 do seu diário: "Os homens, banais e medíocres, não me parecem talhados para enfrentar o feito descomunal da vida eterna. Com as suas pequenas paixões, pequenas virtudes e pequenos vícios, estão bem adaptados ao mundo de todos os dias; mas o conceito de imortalidade é demasiado vasto para seres moldados numa tão pequena escala".


27/05/2022

O Mediterrâneo: o "Nosso Mar"

Está a decorrer, no Mónaco, o "torneio internacional de natação Mare Nostrum".

Ora, nada aqui direi sobre os resultados aí obtidos ou sobre, por exemplo, as virtudes comprovadas cientificamente da prática da natação enquanto "exercício físico".

Direi, sim, sobre a expressão "Mare Nostrum".

Que eram as palavras com que o Império Romano designava o "Mar Mediterrâneo": o espaço marítimo que considerava ser "seu" (que incluía, naturalmente, as 'redes' comerciais aí existentes).

26/05/2022

A consequência da "supremacia"

Lembro-me de, enquanto estudante, me ter sido dito que Adolf Hitler havia sido uma espécie de admirador da teoria da "superioridade da raça Ariana" proposta, no século XIX, pelo nobre francês Joseph Arthur de Gobineau.

Mas só muito mais tarde li que Hitler havia também admirado o trabalho do historiador e jornalista norte-americano Lothrop Stoddard - principalmente, o livro que escrevera "The Rising Tide Of Color Against White World-Supremacy".

Sempre a "supremacia do Homem Branco"...

E o resultado?

25/05/2022

S. Francisco Xavier

Celebram-se em 2022 os quatrocentos anos da canonização de Inácio de Loyola e de Francisco Xavier. 

Aproveito, por isso, para aqui reproduzir um texto que escrevi há alguns anos e que o jornal publicado em Macau "O Clarim" fez o favor de editar com o título "Relembrando o legado de São Francisco Xavier".

 

"Numa altura em que se sentem por todo o mundo as ondas de choque provocadas pela intolerância religiosa – ou alimentadas por ela… – é importante relembrar o papel de São Francisco Xavier no diálogo entre pessoas com culturas e visões de Deus e do mundo completamente diferentes. E de como a sua aproximação não é, de todo, impossível.

Francisco Xavier nasceu no ano de 1506 no Castelo de Xavier, em Navarra, reino ibérico (mais tarde pertencente a Espanha). Celebram-se, por isso, em 2016, 510 anos do seu nascimento.

Oriundo de uma família abastada pôde, pois, estudar na Universidade de Paris e, depois, em Veneza. Tinha frequentado, ainda na capital francesa, o Colégio de Santa Bárbara e aqui conheceu, entre outros, Inácio de Loyola. No contexto da Reforma proposta pelo alemão Martinho Lutero e de uma certa crise identitária da Igreja Católica provocada pela ascensão do Protestantismo, decidem fundar a Companhia de Jesus.

O monarca português de então, D. João III, propôs-lhes que continuassem a sua luta de afirmação espiritual da fé cristã no Oriente. Depois de anuir, o padre Francisco Xavier chegou a Lisboa em 1540 e aí permaneceu cerca de um ano, trabalhando no Hospital Real de Todos os Santos.

Começou em Goa, na Índia, em 1542, o seu “périplo” como grande apóstolo do Oriente tendo sido uma espécie de representante do Papa. Estabelecendo-se no Colégio de São Paulo (nele se educavam jovens vindos de muitas partes do Oriente: por exemplo, um discurso por ocasião da abertura de um ano lectivo chegou a ser traduzido em trinta idiomas…), deu, então, início à sua missão de evangelização.

Após abandonar Goa percorreu o litoral indiano até ao extremo meridional do País, chegando até Malaca e às Molucas e a muitas ilhas da região chegando, depois, ao Japão. Aí voltou a empenhar-se na difusão da Doutrina Cristã: não é sem razão que, ainda hoje, no Japão, se refere ao período de tempo que medeia a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII como o século cristão, nem que, por exemplo, segundo me explicou, há um par de anos, Maho Kinoshita, da embaixada portuguesa em Tóquio, se encontre na cidade de Nobeoka (na ilha de Kyushu) um bairro chamado Mushika (“Música”, em Português), em virtude de Otomo Sorin, daimyo (chefe local) convertido ao Cristianismo, que viveu no século XVI, assim o ter nomeado, pois uma igreja cristã da região ensinava melodias e músicas europeias.

O Cristianismo acabou, no entanto, por ser declarado uma fé “non grata”, tendo sido mesmo acusado de heresia um conjunto de missionários franciscanos e, em consequência, crucificados. Foram, também, posteriormente, martirizadas centenas ou, até, milhares de pessoas que tinham já abraçado a religião cristã.

Os missionários jesuítas acabariam por ser expulsos do País – e da povoação de pescadores doada à Companhia de Jesus em 1580, Nagasaki – em 1614. O padre Francisco Xavier, esse, tinha já falecido em 1552 na China. Foi beatificado em 1605 pelo Papa Paulo V e, depois, canonizado em 1622 por Gregório XV.

Mais do que terminar esta breve evocação de São Francisco Xavier, reafirmando a sua pertença à Companhia de Jesus ou a sua figura enquanto personalidade cimeira da expansão da cultura europeia no mundo (pois que não tendo nascido em terras portuguesas esteve ao serviço de uma causa encabeçada por portugueses), importará vincar a sua luta pela convivência de todos em paz e fraternidade e, também, pela supremacia do espiritualismo sobre o materialismo. Ou seja, um verdadeiro espírito ecuménico".

24/05/2022

A Irlanda e as "Guerras Religiosas"

Há décadas que a "Irlanda do Norte" está dividida: de um "lado" estão aqueles que defendem a reunificação da Irlanda (que são, maioritariamente, fiéis ao Catolicismo) e do "outro lado" estão os defensores da manutenção da actual união política com o Reino Unido (os "unionistas", maioritariamente crentes no Protestantismo).

Recordo que o continente europeu viveu nos séculos XVI, XVII e XVIII as "Guerras Religiosas".

23/05/2022

Adaptações ibéricas

O último texto que aqui escrevi mencionou o casamento de D. Catarina de Bragança com o rei Carlos II de Inglaterra e a tentativa de estabelecimento de uma aliança entre a Inglaterra, Portugal e Espanha. 

Ora, se é uma certeza que o dote que a princesa portuguesa 'apresentou' no referido matrimónio incluiu, por exemplo, o território indiano de "Bombaim" e o território marroquino de "Tânger", é, apenas, uma hipótese que tenha sido D. Catarina a introduzir o hábito do consumo de chá em Inglaterra. 

Mas o que é, também, uma certeza é que a morte do igualmente citado "Sir" Richard Fanshawe não impediu que, durante muito tempo, súbditos leais à dinastia "Stuart" continuassem a visitar Portugal e Espanha com o objectivo de 'mergulhar' nas culturas ibéricas e delas extrair 'elementos' que pudessem adaptar à realidade anglo-saxónica. 

21/05/2022

A tentativa de aliança

Foi no dia 21 de Maio de 1662 que a princesa portuguesa Catarina de Bragança casou com o rei inglês Carlos II.

No entanto, foi a sua mãe - e "rainha de Portugal" -, D. Luísa de Gusmão, quem, enquanto regente de Portugal (recordo que o seu marido, o rei D. João IV, havia falecido em 1656), negociou com a corte inglesa os termos de uma nova aliança entre Portugal e a Inglaterra. 

Tendo esta estipulado, por exemplo, o casamento da princesa Catarina com Carlos II. 

Ainda assim, cerca de quatro anos depois desse matrimónio que uniu novamente os dois reinos - em 1666, portanto -, foi "Sir" Richard Fanshawe quem tentou estabelecer uma aliança tripartida entre Inglaterra, Portugal e Espanha. 

Sem sucesso. 

20/05/2022

Violências há muitas

O argumento fundamental para a condenação generalizada da conduta da Rússia na Ucrânia é a utilização da violência. 

Violência militar, pois. 

Ora, essa "condenação generalizada" sustenta que a Rússia é um país que, politicamente, é uma autocracia - uma "ditadura" - pelo que quaisquer acções violentas (de 'origem' militar ou não) que empreenda são "naturais" e "absolutamente compreensíveis". Mas "condenáveis" e "abjectas".

É, portanto, uma espécie de duelo entre concepções opostas acerca do mundo e da vida. 

No entanto, também os países governados pela "democracia liberal" defendem os "valores democráticos" através da... violência. 

"Legítima defesa"?

19/05/2022

Burke e a cautela

"Por favor Senhor, mover-me-ei cautelosamente sempre que não estiver em condições de poder ver nitidamente o caminho que irei percorrer".


Edmund Burke (1729-1797), político e filósofo irlandês 

18/05/2022

Conselho rotativo

Ainda há dias aqui me referi ao "direito de veto" dos países-membros com assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

No entanto, também integram o mencionado "Conselho de Segurança" dez países que são eleitos por dois anos - "lugares rotativos", pois - mas que não têm "direito de veto".

17/05/2022

A "união ibérica" e os "extranjeros"

Reproduzo, seguidamente, um excerto de um decreto assinado pelo rei "Filipe II" ("Filipe II" em Espanha mas, em Portugal, "Filipe I") em 1596:



"Declaramos por extranjeros de los reinos de las Indias, y de sus costas, puertos, e islas adyacentes para no poder estar, ni residir em ellas a los que no fueren naturales de estos reinos.

[] Y mandamos que com todos los demás se entiendam, y practiquem las composiciones, y las penas impuestas, si no se efectuaren, y asimismo declaramos por extranjeros a los portugueses".

16/05/2022

"McDonald's": ontem e hoje

Li há pouco que a "cadeia" norte-americana de restaurantes "McDonald's" iria (tentar...) vender o seu negócio na Rússia na sequência das sanções económicas que o "Ocidente" decretou ao país como retaliação pela invasão do território ucraniano. 

Aproveito, pois, para recordar que foi em 1940, nos Estados Unidos da América, precisamente - no estado "California" - que dois irmãos 'abriram' um restaurante "drive-in" (origem da "cadeia" de restaurantes "fast-food" que muitos conhecem actualmente).

14/05/2022

Gacy e o "Joker"

Eu, como muitos milhares (milhões?) de espectadores, vi o filme "Joker" ('lançado' em 2019) em que a personagem interpretada por Joaquin Phoenix passou a associar, a partir de um determinado momento, a sua actividade de "palhaço" à violência extrema. 

Não sou, evidentemente, crítico de cinema, nem especialista em filmes e, por isso, a minha interpretação de que a inspiração 'maior' para a construção do argumento deste filme foram as acções levadas a cabo pelo também norte-americano John Wayne Gacy na década de 1970 na comunidade residente em Chicago talvez nada mais seja do que uma triste e lamentável deturpação. 

Se assim for, as minhas sinceras desculpas. 

13/05/2022

O "direito de veto"

O "direito de veto" é, para além do direito a estar permanentemente representado no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma das mais importantes e 'poderosas' garantias que cada um dos cinco países aí presentes - França, China, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos da América - tem para aprovar ou, ao invés, rejeitar uma qualquer acção política (militar, por exemplo) com o mandato da mesma ONU, precisamente. 

Ora, desde que o "direito de veto" foi exercido pela primeira vez - em 1946 - a Rússia (antes, a União Soviética) já o exerceu em 143 'ocasiões', os Estados Unidos da América em 86, o Reino Unido em 30 e, quer a França, quer a China, em 18 (cada).

Até este momento.

12/05/2022

Condenados

"Se estou condenado, então estou não só condenado a morrer mas também condenado a lutar até morrer"


Franz Kafka (1883-1924), escritor checo

11/05/2022

"Cinco de Mayo"

Assinalou-se há dias, no México, o "Cinco de Mayo" (ou, em língua portuguesa, "Cinco de Maio").

Feriado em várias localidades no México (e, também, nos Estados Unidos da América), o "Cinco de Mayo" é a celebração anual de uma vitória militar do exército mexicano face ao exército francês (recordo que era "Napoleão III" quem chefiava, então, a França) em 5 de Maio de 1862.

Ora, tal vitória tem vindo, progressivamente, a ser apresentada como símbolo da resistência mexicana face ao designado "domínio estrangeiro".

10/05/2022

"Lusitânia" e o afundamento

O escritor português Almeida Faria publicou há já muitos anos (em 1980, creio), um texto ficcional a que deu o título de "Lusitânia".

Ora, foi ainda há mais anos - em 1915 - e de modo completamente real que um submarino alemão afundou o navio com pavilhão britânico "Lusitania".

Recordo que tal acção terá, segundo algumas 'fontes', contribuído para, por exemplo, a 'entrada' dos Estados Unidos da América na I Guerra Mundial. 

09/05/2022

Charles de Gaulle e a Política

Foi em 1958 que o general Charles de Gaulle (1890-1970) instaurou a "Quinta República" em França. 

Aproveito, por isso, para lembrar algo que o mesmo de Gaulle proferiu (talvez já enquanto "presidente"): "Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreendido ao ver que os outros acreditam nele".

07/05/2022

A biblioteca do palácio

As imagens que o fotógrafo norte-americano Richard Silver publicou, recentemente, na plataforma "Bored Panda" mostram algumas das bibliotecas mais "interessantes" no mundo.

No que se refere às suas características estéticas – a arquitectura … –, sobretudo.

É, para além ‘disso’, uma listagem subjectiva, claro.

Assim, podem encontrar-se a biblioteca "Strahov" de Praga (na República Checa), a biblioteca pública de Nova Iorque, a biblioteca e museu "Morgan" e a biblioteca "House of Redeemer" em Nova Iorque também (nos Estados Unidos da América), a "State Library Of Victoria" em Melbourne (na Austrália), a biblioteca "Hendrik Consciense Heritage" em Antuérpia (na Bélgica), a biblioteca do "Real Gabinete de Leitura" no Rio de Janeiro (no Brasil), a biblioteca "Saint Genevieve" em Paris (capital de França), a biblioteca "nacional austríaca" em Viena (na Áustria, precisamente) e a biblioteca "pública" de Estugarda (na Alemanha).

Mas, não sendo eu especialista nestas ‘matérias’, espero não ser severamente advertido por acrescentar uma das que, acredito, poderia integrar facilmente uma espécie de "7 Maravilhas do Mundo" referente à Arquitectura: a "biblioteca do Palácio Nacional de Mafra".

 

 


 

06/05/2022

Judeus anti-semitas

Foi esta semana que um jornalista (italiano, já agora) perguntou ao actual ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergei Lavrov, como é que a Ucrânia poderia ser governada por "nazis" quando o presidente deste país - Volodymyr Zelensky - é judeu.

Lavrov sublinhou, então, que Adolf Hitler tinha "sangue judeu" e que "os maiores anti-semitas eram judeus".

Teriam, pois, sido judeus a assassinar outros judeus durante o Holocausto?

05/05/2022

Sanções e honra

De acordo com uma sondagem levada a efeito, recentemente, pelos norte-americanos "Washington Post" e "ABC News", cerca de 73% dos inquiridos (ou "norte-americanos", se se preferir generalizar) apoia sanções "duras" contra a Rússia a propósito do actual conflito na Ucrânia. 

Ora, dado o conteúdo dos discursos dos actuais dirigentes políticos do Reino Unido, talvez a percentagem de britânicos a concordar com a efectivação dessas "sanções duras" não difira assim tanto da do "outro lado do Atlântico".

Ainda assim, aproveito para lembrar uma das "ideias" do livro "The Economic Weapon: The Rise of Sanctions as a Tool of Modern War" que o historiador Nicholas Mulder publicou já em 2022: apesar das violentas batalhas que opuseram britânicos e russos na Guerra da Crimeia (entre 1853 e 1856), ambos continuaram a honrar o pagamento das suas dívidas em relação ao oponente momentâneo.

04/05/2022

Coquelin e a revista

Um dos jogadores que ontem esteve presente no jogo de futebol que opôs a equipa espanhola "Villarreal" à equipa inglesa "Liverpool" a contar para a "segunda mão" das meias-finais da edição da "Liga dos Campeões" referente à época 2021/2022 tinha o apelido "Coquelin".

Mas, se nada quero escrever em relação a este jogador, o mesmo não poderei já dizer em relação a outro cidadão francês: Charles Coquelin. 

Ora, este viveu no século XIX e foi um economista.

Escreveu, por exemplo, sobre os sectores bancário e industrial. 

Se, efectivamente, escreveu, também, na "Revue des Deux Mondes" (ou, em língua portuguesa, "Revista dos Dois Mundos"), admito que, talvez, o tivesse igualmente feito sobre este 'tema'.

Recordo, já agora, que naquela revista escreveram também, por exemplo, o alemão Heinrich Heine e os franceses Stendhal e George Sand.

03/05/2022

"Garcia de Orta" (novamente)

Assinala-se hoje, 3 de Maio, o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa".

Se é, certamente, a data apropriada para lembrar os direitos daqueles que se dedicam ao Jornalismo, deveria também ser a ‘ocasião’ para recordar que estes têm igualmente deveres.

Ora, "acima" de todos estes encontra-se, na minha opinião, "o dever de ser rigoroso naquilo que se transmite".

De facto, "rigor" foi exactamente o que não encontrei quando há dias li o seguinte título:

 

 

Aproveito, pois, para também eu recordar um texto que aqui escrevi em 14 de Abril de 2020 com o título "Garcia de Orta":


"Perdoe-se-me que me detenha, ainda que muito sucintamente, na ortografia de um nome: Garcia de Orta.

Há muito tempo que tenho vindo a ler e a ouvir (abstenho-me de indicar fontes) uma deturpação que, em minha opinião, embora não parecendo ser grave, é.

Porque revela, desde logo, um desconhecimento do nome de alguém que foi importante na História de Portugal e, depois, uma falta de rigor (para não dizer respeito…) para com a sua memória.

Ora, o nome do médico português nascido no início do século XVI e que passou trinta anos da sua vida na Índia era Garcia de Orta e não Garcia da Orta".


02/05/2022

Gaspar Frutuoso

Localiza-se na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, a "Escola Gaspar Frutuoso" (mais precisamente, a "Escola Básica Integrada da Ribeira Grande").

Ora, foi exactamente na mais extensa ilha do arquipélago açoriano que nasceu, em 1522 - e faleceu, em 1591 -, o humanista, sacerdote, historiador e cronista Gaspar Frutuoso. 

Autor de "Saudades da Terra", do percurso de vida de Gaspar Frutuoso evidenciam-se, na minha opinião, duas dimensões: a primeira foi ter como que personificado o espírito da sociedade em que viveu e a segunda foi o extraordinário contributo que legou aos vindouros sobre várias 'áreas' científicas. 

Não é, certamente, por acaso que Gaspar Frutuoso é, ainda hoje, uma referência para quem estuda os Açores...