05/04/2019

"Marxismo cultural", ciberdemocracia e cibersegurança

Uma antiga ministra britânica pronunciou num discurso que há dias fez a expressão “marxismo cultural”.

A utilização desta expressão valeu-lhe já a acusação de ter feito alusão a uma teoria da conspiração e de, assim, se ter posto “ao lado” de propagandistas da extrema-direita e do anti-semitismo (um mal que assola a Europa há séculos).

Ora, eu, enquanto estudante, lembro-me bem de uma obra classificada ‘oficialmente’ como sendo de leitura fundamental no curso por mim frequentado – “Introdução à Antropologia Cultural”, do ucraniano Mischa Titiev – ser ‘menorizada’ (por colegas e, até, por professores…) precisamente por supostamente ser ideologicamente influenciada pelo filósofo judeu Karl Marx.


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Aproveitando o facto de estar a escrever sobre extrema-direita e anti-semitismo, quero acrescentar o conteúdo de um “e-mail” que, há alguns meses, enviei para a comissão que organizou o VI Seminário Internacional: Ciberdemocracia e Cibersegurança (que se realizou no fim do passado mês de Janeiro na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa):



“Assisti ontem ao VI Seminário Internacional relativo às 'temáticas' da Ciberdemocracia e da Cibersegurança.


Pude, pois, testemunhar "in loco" o quão ricas e absolutamente preciosas foram quase todas as intervenções no que se refere às informações transmitidas.


Ora, disse "quase todas as intervenções" porque não gostei do 'discurso' de ***** ****.


Tratou-se, em minha opinião, de um 'discurso' rigorosamente parcial que teve como principal objectivo denegrir ainda mais a percepção que já é negativa relativamente a um grupo religioso (e étnico e político, no fundo) - o muçulmano - e a um outro grupo essencialmente político - o chamado extremista de direita.


Ou seja, instilar mais ódio e não ir ao fundo das questões, por assim dizer.


Sendo autor de um 'discurso' relativo à "************* ** *******" - e embora eu não estivesse à espera de outra coisa que não um judeu a atacar muçulmanos e membros da já referida extrema-direita...-, teria sido sinceramente imparcial se, isso sim, ***** **** tivesse 'olhado com olhos de ver' para actos fundamentalistas e extremistas cometidos por judeus em Israel e nos territórios por eles ocupados preocupando-se em tentar mostrar à sua audiência por que razão George Soros e muitíssimos outros etnicamente judeus são atacados esclarecendo, de resto, o porquê de existirem "teorias da conspiração" contra os judeus da Terra.


Eu não sou anti-semita mas tento ser sempre intelectualmente sério.


Não me parece, de todo, que ***** **** o tenha também tentado ser.


É, por isso, que a sua intervenção foi, para mim, o único ponto negativo, se quiser, deste Seminário Internacional.”.

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