13/07/2019

As fortalezas abaluartadas

A Fortaleza de Valença assinala hoje, dia 13 de Julho de 2019, os duzentos e dez anos da segunda invasão francesa de Portugal.

Aproveito, assim, para lembrar que membros da agremiação francesa Association Vauban, especialistas em fortificações arquitecturalmente abaluartadas, visitaram, em Setembro de 2016, uma das infra-estruturas que integram o património da cidade minhota de Valença: a fortaleza.

Antiga estrutura militar com uma extensão de cerca de 5.5 quilómetros, a fortaleza de Valença, que conta com cerca de sete séculos de existência, foi uma das mais importantes no seio da estrutura defensiva portuguesa.

Nos dias de hoje, porém, a fortaleza de Valença não é já um equipamento que procura impedir o acesso de visitas "indesejáveis" mas, sim, conquistar visitantes: a fortaleza de Valença integra, juntamente com as fortificações de Almeida, de Elvas e de Marvão, a candidatura das ‘Fortalezas abaluartadas’ a património mundial da UNESCO (sigla inglesa para designar a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, a organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).

Na verdade, a cidade de Elvas é, em todo o mundo, aquela com o maior sistema de fortificações abaluartadas tendo, inclusivamente, sido distinguida pela UNESCO como "Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações" no final de Junho de 2012.

Ora, uma funcionária da edilidade de Elvas explicou-me, entretanto, que a cerimónia de apresentação de tal candidatura teve lugar no Forte da Graça, em Elvas, em Junho de 2016, e contou com a presença dos presidentes dos municípios envolvidos.

Adiantou-me, também, que todos os processos de candidatura de bens a património da humanidade eram acompanhados pela Comissão Nacional da UNESCO (organismo intermediário entre o Estado português e a UNESCO) e era esta que, de acordo com as directrizes definidas pelo Comité do Património Mundial da UNESCO, organizava todo o "calendário" do processo de candidatura.

Recordou-me, ainda, que Portugal só poderia apresentar candidaturas a partir de 2018 uma vez que o mandato de Portugal como membro do Comité do Património Mundial terminaria no fim do ano de 2017.

Ora, dado o meu interesse pelo património português e por todas as acções que poderão contribuir, na minha opinião, para a dinamização do mesmo - e, no fundo, para a sua protecção (e preservação)... - já que o entendo como uma parte importantíssima da chamada cultura portuguesa, só posso manifestar o meu contentamento por mais esta candidatura à Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural adoptada pela UNESCO em 1972.

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