Foi
há já alguns anos que o
jornal digital
Nature
Human Behaviour
publicou um estudo levado a cabo por quatro investigadores em
economia comportamental.
Ora,
nas linhas introdutórias desse estudo – "Behavioural economics:
Preserving rank as a social norm" – escreveu-se o seguinte: "os
testes realizados permitem afirmar que as pessoas não gostam da
desigualdade de rendimentos. Será que, no entanto, estão dispostas
a alterar a hierarquia social estabelecida para eliminar essa mesma
desigualdade? Uma ampla experiência de cariz multicultural permite
mostrar que, desde jovens, a maior parte das pessoas recusa a
alteração da ‘configuração’ social como forma de remover as
diferenças entre ricos e pobres. Tal é, pois, uma norma social".
Ou
seja, as pessoas – quaisquer que sejam a sua idade e o seu país de
origem – recusam desencadear processos que possam levar a mudanças
na hierarquia social.
Não
estou,
por
isso,
a conseguir
deixar de me lembrar,
à medida que vou escrevendo
estas linhas, de uma frase proferida pelo almirante José Pinheiro de
Azevedo em Novembro de 1975 no Terreiro do Paço, em Lisboa: "o
povo é sereno".
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