11/10/2019

Esquecimento com dolo?

Foi em meados de Abril de 2018 que o jornal blico deu a conhecer, em formato digital, um texto com o título em forma de pergunta "Os EUA começaram a esquecer o Holocausto?".

Nele se observou, de resto, que "Pelo menos 22% dos norte-americanos menores de 34 anos nunca ouviram falar do extermínio de seis milhões de judeus às mãos do regime nazi".

Supondo que tais números fossem exactos creio que a responsabilidade imediata por tal ignorância histórica era do sistema educativo local.

Mas, muito mais grave do que se apurar de quem é (ou são) a(s) responsabilidade(s) dessa falta da educação formal é, quanto a mim, impedir-se – dolosamente? – que milhões de pessoas possam, através de dados históricos, questionar a existência de um conjunto de actos políticos, geopolíticos e ideológicos que poderiam passar, por exemplo, por, no momento presente, práticas internas intolerantes por parte das autoridades policiais e de investigação e, sem dúvida, pelas alianças que o pessoal político do seu país – os Estados Unidos da América (EUA) – estabeleceram e estabelecem com países como Israel: "por que razão é o nosso país [EUA] aliado incondicional de outro [Israel] no qual muitos dos seus habitantes – descendentes, directos e indirectos, daqueles que sofreram o Holocausto na Europa –, têm vindo a fazer passar a outros, desde há décadas, no Próximo Oriente, precisamente alguns tipos de privações e violência física e psicológica que sofreram às mãos dos nazis e de outros?".

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