A República Popular da China (RPC) assinala hoje sete décadas de
existência.
Ora,
não creio ser uma novidade para quem quer que viva em Portugal (e
não só, claro) dizer-se que uma percentagem muito significativa dos
produtos à venda nas lojas são fabricados na RPC.
Mas
nem sempre assim foi.
Parece-me,
pois, ser oportuno lembrar um excerto de um trabalho escrito pelo
jornalista e autor galês Ernest Edwin Williams no final do século
XIX intitulado "Made in Germany":
"Olha
à tua volta, amigo leitor: verás que o tecido de algumas peças do
teu vestuário foi com certeza tecido na Alemanha. E, mais
provavelmente ainda, que
algumas roupas da
tua mulher são de importação alemã (…). Em cada
recanto da tua casa encontrarás a marca fatídica, desde o piano do
escritório até às chávenas da cozinha (…). Apanha do chão o
papel de embalagem de um pacote de livros: também ele foi feito na
Alemanha. Lança-o ao fogo e repara que o atiçador que tens na mão
foi forjado na Alemanha. Ao levantares-te, derrubas um vaso que se
encontrava junto à
chaminé e, ao apanhar os cacos, lês no pedaço
que constituía o fundo: Made in Germany".
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