12/02/2020

A Liga Hanseática

A Europa do Norte foi uma das regiões do continente que, entre os séculos XI e XIV, um maior dinamismo económico conheceram podendo destacar-se a Flandres (hoje, na Bélgica) e o Norte da Alemanha.

Ora, os mercadores alemães dominavam, pela via marítima, o comércio no mar do Norte e no mar Báltico: levavam vinho e sal de França e tecidos da Flandres e traziam, dos países do Norte e do Leste, trigo, peixe seco, peles e metais. E, ao ‘descerem’ os rios da Rússia, entraram em contacto com países do Oriente.

Assim, as cidades do Norte da Alemanha acabaram por formar, em meados do século XIV, uma associação para a defesa dos seus objectivos comerciais.

Eis a origem da Liga Hanseática – cujo lema foi "Navigare necesse est, vivere non necesse" (ou, em português, "Navegar é preciso mas viver não") – que chegou a agrupar mais de setenta cidades, nem todas alemãs.

Houve, no entanto, um momento em que a Liga reforçou a sua identidade germânica forçando, pois, a saída das cidades que o não eram.

Mas a Idade Moderna acabou por trazer – fruto dos chamados Descobrimentos por Portugal e Espanha – a deslocação do fulcro mercantil para novas áreas na América e na Ásia e uma vez que a Liga não foi capaz de se adaptar a essa nova realidade, acabou por deixar de navegar e, claro, de viver.

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