Foi por volta do ano 1436 que
Guido di Pietro se tornou num dos habitantes do recém-construído
Mosteiro de São Marcos, em Florença, Itália.
Um
homem do Renascimento – artista (pintor), pois – tornado frade
num espaço dominicano.
Sabendo
das suas capacidades artísticas, o patrono do mosteiro, Cosme de
Médicis, encarregou-o da decoração (e da inspiração…) das
celas dos companheiros de reclusão.
Ora, tais trabalhos de pintura
deram-lhe um reconhecimento artístico tal que terá mesmo chegado a
afirmar o seguinte: "Colui
che fa il lavoro di Cristo deve rimanere sempre con Cristo"
("Aquele
que faz o trabalho de Cristo terá que ficar sempre com Ele",
em português).
Este
lema valeu a Fra Angelico – o nome atribuído a di Pietro
não muito depois da sua morte – o ser beatificado pelo papa João
Paulo II em 1982 sendo que é, actualmente, considerado o padroeiro
dos artistas.
Portugal
também teve, no entanto, quem se identificasse com aquelas palavras:
Nuno Gonçalves, autor dos Painéis de São Vicente de Fora é,
apenas, o mais conhecido.
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