05/03/2020

Macau e o Belo

Recordo o que o arquitecto italiano Leon Battista Alberti explicou no livro "Da Re Aedificatoria" (no século XV) a sua própria definição de Belo: "Todo e qualquer objecto ao qual nada possa ser acrescentado ou subtraído sem que a harmonia do todo se altere".

Por outro ‘lado’, o Dia Mundial da Arquitectura que se assinalou no ano 2013 (Dia celebrado anualmente, desde 1986, na primeira segunda-feira do mês de Outubro) teve como lema "Architecture and Culture" (ou, em português, "Arquitectura e Cultura").

De facto, se se tiver em consideração exemplos arquitectónicos ‘espalhados’ pelo mundo não será difícil perceber-se a dificuldade – também motivada pela falta de vontade – em atingir essa simbiose.

Quer na teoria, quer na prática, portanto.

Mas outros, pelo contrário, exibem-na facilmente.

Ora, se, efectivamente, a igreja de São Paulo, deixou de ser bela por causa de um incêndio, o que sobrou não deixou de ser arquitectura, nem cultura: foi pouco antes da soberania de Macau mudar oficialmente (de Portugal para a China) que o então presidente da República Federativa do Brasil, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, a visitou.

Eis o que declarou: "a gente chega e leva um choque porque quase ninguém fala a nossa língua, mas basta parar um pouco em frente às ruínas da igreja de São Paulo para ver que naquela fachada está sintetizada toda a cultura portuguesa".

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