03/04/2020

A televisão

Num momento em que mais de três mil milhões de pessoas são obrigadas a permanecer em casa, parece-me oportuno lembrar algumas 'definições' de Televisão:


"A televisão não é a Verdade. A televisão é um maldito parque de diversões. A televisão é um circo, um corso carnavalesco, um conjunto de acrobatas, de contadores de histórias, de dançarinos, de cantores, de malabaristas, de "aberrações", de domadores de leões e de jogadores de futebol.
Nós representamos o negócio do "anti-tédio".

(...)

Dizemos-lhe o que quer que queira ouvir. ‘Negociamos’ em ilusões. Nada é verdadeiro. Mas a audiência senta-se aqui, dia após dia e noite após noite, de todas as idades, cores, credos. Nós somos tudo o que conhece. Começa, de facto, a acreditar nas ilusões que criamos aqui. Começa mesmo a acreditar que a televisão é a realidade e a sua própria vida é que é a ficção. Faz o que a televisão lhe diz para fazer: veste-se como vê na televisão, come como vê na televisão, cria os filhos como vê na televisão e, até, pensa como a televisão lhe ‘diz’ para pensar. Ora, isto é loucura em massa, seus loucos. Em nome de Deus, vocês são a realidade. Nós é que somos a fantasia".


Fonte: Howard Beale (personagem interpretada pelo actor Peter Finch) no filme "Network" (de 1976); Tradução própria a partir da língua inglesa.




***




"Sou uma caixa, sou um écrã
Sou pesadelo, sou sonho
Sou a janela sob a tua terra
Então, liga-me, vem pegar na minha mão
Não me provoques
Ofereço-te escândalo, ofereço-te violência
Um perigo para a tua saúde
Dou a visão de como a vida deveria ser
Escolho os teu heróis
Segue-me
Segue-me"


Fonte: Tema musical "The box" da banda "Annihilator" (do álbum "King of the Kill" de 1994); Tradução própria a partir da língua inglesa.

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