18/04/2020

David Ricardo e "laissez faire"

No exacto dia em que se assinalam duzentos e quarenta e oito anos do nascimento do economista inglês de origem sefardita David Ricardo aventuro-me a escrever sobre Economia.

Efectivamente, nem a Portugal nem a nenhum outro país do continente europeu tinham chegado "inovações" da ciência económica em meados do século XVIII.

De facto, naqueles vigorava ainda o Antigo Regime socio-económico, por assim dizer: o senhorialismo na terra e o mercantilismo no comércio e na indústria.

Mas não demorou muito, no entanto, para se começarem a fazer sentir críticas ao ‘velho sistema’.

Alguns economistas começaram, pois, a propor a adopção de uma nova abordagem: a fisiocrática.

Esta advogava uma valorização das actividades agrícolas em detrimento do comércio e, de certo modo, da indústria.

Na verdade, o fisiocratismo sustentava que o comércio nada produzia uma vez que apenas se limitava a trocar alguns bens por outros e que a indústria se limitava a transformá-los sendo que somente a agricultura conseguia exactamente produzir bens.

Adoptando o lema "Laissez faire, laissez passer" (em português, "Deixai produzir, deixai circular"), a teoria fisiocrata defendia que ao Estado competiria, sobretudo, promover e garantir a liberdade económica.

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