06/04/2020

Vítimas atómicas

Assinalaram-se ontem sessenta e nove anos da condenação judicial do casal norte-americano Julius e Ethel Rosenberg à morte por ter ‘passado’ à União Soviética informações secretas acerca da ‘máquina’ atómica dos Estados Unidos da América (EUA).

Foi, efectivamente, no dia 5 de Abril de 1951 que ambos foram sentenciados.

No entanto, só cerca de dois anos mais tarde – perante a recusa do presidente Dwight Eisenhower em assinar uma ordem de perdão: "Posso apenas dizer que em virtude de ter aumentado exponencialmente a hipótese da ocorrência de um conflito nuclear, o casal Rosenberg poderá ter sido o carrasco de milhões de inocentes em todo o mundo. Se, na verdade, é indesmentível a gravidade de se executarem dois seres humanos, mais grave ainda é o facto de milhões de pessoas poderem perder a vida em resultado do que estes dois espiões fizeram" – os Rosenberg foram executados tornando-se, desse modo, nos primeiros civis norte-americanos a serem, em "tempo de paz", mortos por tal crime.

Ora, lamento profundamente que o também presidente norte-americano Harry Truman não se tenha ele próprio ‘lembrado’ dos "milhões de inocentes em todo o mundo" que, em 1945, por exemplo, poderiam ser vítimas do ‘génio’ atómico dos EUA...

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