Aquela que foi a primeira farsa de Gil Vicente foi, justamente, uma
das primeiras obras representadas em toda a Península Ibérica a
apresentar um enredo composto por diversas personagens ao contrário
de um simples monólogo como era, de resto, habitual apresentar-se em
contexto real.
O Auto da Índia teve a
sua primeira representação no início do século XVI (em 1509) em
Almada perante a atenção da rainha D. Leonor (viúva do rei D. João
II).
Tratou-se, na verdade,
de mais um momento de (inteligente) crítica social daquele que é
por muitos considerado como o "pai" do teatro em Portugal:
talvez tenha sido essa mesma inteligência a 'responsável ' pela
perseguição que a Inquisição lhe fez...
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