22/05/2021

O "Agente 88"

As palavras que a seguir escreverei não serão sobre Rudolf Abel, o espião russo (mas nascido em Inglaterra) que, em 1957, foi considerado culpado por espionagem nos Estados Unidos da América.

Recordo, aliás, que Abel seria trocado alguns anos depois por um militar norte-americano detido pelas autoridades da União Soviética.

Serão, sim, sobre Eli Cohen, um agente secreto da israelita Mossad.

Cohen, de facto, passou pela Suíça e, depois, num outro movimento estratégico, pela capital argentina, Buenos Aires, onde, assumindo a identidade de um empresário árabe (sírio), permaneceu alguns meses.

Após essa considerada necessária estadia dirigiu-se a Damasco, na Síria, precisamente, de onde, a coberto da sua falsa identidade, ia enviando informações para Israel.

Mas tal parou em Janeiro de 1965 pois Cohen foi descoberto por agentes da secreta militar síria.

Acabaria, então, por ser condenado à morte e, assim, publicamente enforcado em Maio desse mesmo ano.

No entanto, quase seis décadas depois da sua execução, Cohen continua a ser admirado e idolatrado em Israel.

"Um super-herói", dir-se-ia.

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