Foi
há milhares de anos – cerca de doze mil – que na Terra começou
uma nova fase climática.
Com
esta iniciou-se uma espécie de definição daquelas que, até há
não muito tempo, chamávamos de "actuais características
climáticas".
Por
exemplo, na região do Próximo Oriente surgiu então uma área que,
muito depois, se convencionou apelidar de Crescente
Fértil:
abrangia
a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia (o Iraque dos ‘nossos’
dias) e uma parte, por assim dizer, do Irão.
Parece,
no entanto, que mais de dois mil anos após o suposto nascimento de
Jesus Cristo que esse Crescente
já não é assim tão fértil.
Porque
não tem água.
Uma
grande quantidade de água disponível, melhor ‘dizendo’.
Sendo
que cerca de noventa por cento da água do Iraque – por assim dizer
– provém do exterior (por exemplo, os rios Eufrates e Tigre nascem
no Sul da Turquia e um conjunto de cursos de água (rios) nascem no
Irão), o país está muito condicionado pela construção de
barragens fora das suas fronteiras políticas e administrativas.
Se
a isto se acrescentar as alterações climáticas (menor quantidade
de precipitação e, por exemplo também, a crescente evaporação
em resultado do aumento da temperatura do ar) e
a incapacidade política e de gestão de alguns agentes,
perceber-se-á melhor, creio, o porquê de o Crescente já não ser
(tão) fértil…