12/06/2019

A Colónia do Sacramento

Segundo mencionou a página na "Internet" do Instituto Internacional da Língua Portuguesa no início de Junho de 2015, "o Uruguai reiterou seu interesse em ingressar como observador na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), dadas as influências desse idioma na história e identidade do país".

De facto, tendo como pano de fundo decisivo, por assim dizer, a colonização do Brasil – e, pois, a sua efectiva ocupação por actividades militares e económicas que a viessem a facilitar –, foi, em 1681, ‘efectuada’ a constituição da Colónia do Sacramento, no Sul da actual República Oriental do Uruguai, por D. Manuel Lobo (então o governador português da cidade do Rio de Janeiro).

É mesmo possível, ainda, encontrar na cidade um local de homenagem ao seu fundador: "Plaza Manuel Lobo".

No entanto, os colonos portugueses cedo dali foram expulsos e se percebeu que Espanha nunca iria aceitar o domínio da Coroa portuguesa numa terra que afirmava ser sua (segundo, claro, o Tratado de Tordesilhas).

Estavam, assim, lançadas as bases para que viesse a ser assinado um outro tratado.

E, na verdade, foi-o.

Em 1750.

O tratado de Madrid foi, claro está, rubricado em Madrid pelos reis D. João V (por Portugal) e D. Fernando VI (por Espanha) sendo que tal tratado geopolítico teve como principal propósito o fim das disputas territoriais entre os dois países da Península Ibérica.

Ora, o Uruguai acabou por obter, em 1814, a sua independência por parte de Espanha.

Muitos anos depois – e já oficialmente designado de República Oriental do Uruguai – este escolheu para seu lema a frase "Libertad o Muerte" ("Liberdade ou Morte", em português).

E foi precisamente em total liberdade que a cidade de Colónia do Sacramento assinou com a cidade portuguesa de Guimarães um acordo de geminação em 6 de Dezembro do ano 2000.

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