Segundo mencionou a página na "Internet" do Instituto
Internacional da Língua Portuguesa no início de Junho de 2015, "o
Uruguai reiterou seu interesse em ingressar como observador na
Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), dadas as
influências desse idioma na história e identidade do país".
De
facto, tendo como pano de fundo decisivo, por assim dizer, a
colonização do Brasil – e, pois, a sua efectiva ocupação por
actividades militares e económicas que a viessem a facilitar –,
foi, em 1681, ‘efectuada’ a constituição da Colónia do
Sacramento, no Sul da actual República Oriental do Uruguai, por D.
Manuel Lobo (então o governador português da cidade do Rio de
Janeiro).
É
mesmo possível, ainda, encontrar na cidade um local de homenagem ao
seu fundador: "Plaza Manuel Lobo".
No
entanto, os colonos portugueses cedo dali foram expulsos e se
percebeu que Espanha nunca iria aceitar o domínio da Coroa
portuguesa numa terra que afirmava ser sua (segundo, claro, o Tratado
de Tordesilhas).
Estavam,
assim, lançadas as bases para que viesse a ser assinado um outro
tratado.
E,
na verdade, foi-o.
Em
1750.
O
tratado de Madrid foi, claro está, rubricado em Madrid pelos
reis
D. João V (por
Portugal)
e D. Fernando VI (por
Espanha)
sendo que tal tratado geopolítico teve como principal propósito
o fim das disputas territoriais entre os dois
países da Península Ibérica.
Ora,
o Uruguai acabou por obter, em 1814, a sua independência por parte
de Espanha.
Muitos
anos depois – e já oficialmente designado de República
Oriental do Uruguai – este escolheu para seu lema a frase "Libertad o Muerte" ("Liberdade ou Morte", em português).
E
foi precisamente em total liberdade que a cidade de Colónia do
Sacramento assinou com a cidade portuguesa de Guimarães um acordo de
geminação em 6 de Dezembro do ano 2000.
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