31/12/2020

As novas Vinhas

 Uma das mais "emblemáticas" obras do escritor norte-americano John Steinbeck foi "As Vinhas da Ira".

Escreveu-a durante a chamada Grande Depressão.

Ora, será que o momento em que o mundo vive actualmente não poderia também ser caracterizado, social e economicamente, como uma Grande Depressão?

E, se sim, não precisaria de um 'novo' "As Vinhas da Ira"?

30/12/2020

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

Foi no dia 30 de Dezembro de 1922 que foi, institucional e politicamente, criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (ou União Soviética) tendo como sua capital Moscovo.


Ora, posso em 2020, assumir (sem correr o risco de errar…) que a sua existência condicionaria a História da Europa e do mundo no século XX.


Pelo menos.

 

 



 

29/12/2020

Irão livre de otomanos

 Já escrevi aqui no blogue que as tropas do sultão otomano Mehmed II conquistaram Constantinopla em 29 de Maio de 1453.

Pelo contrário, sobre o que nunca escrevi foi sobre a conquista otomana das terras que actualmente são administrativa e politicamente tuteladas pelo Irão pois embora o Império Otomano tenha, através de guerras e batalhas, tentado dominar o Império Safávida nunca o conseguiu.

28/12/2020

Cassius Clay

 O nome Cassius Clay - alterado depois para Muhammad Ali - remeterá quase imediatamente para um lutador de boxe de nacionalidade norte-americana que viveu no século XX.

Mas é, no entanto, no século XIX (e também nos Estados Unidos da América) que podemos encontrar registo de outro Cassius Clay.

Por sinal, alguém que liderou o movimento abolicionista naquele país.

Ou seja, alguém contra a escravatura. 

Creio, assim, ser pertinente imaginar que o nome original daquele que viria a tornar-se num dos 'maiores' lutadores de boxe de sempre tenha sido escolhido para homenagear a acção daquele político e jornalista que viveu a 'maior' parte da sua vida no século XIX.

26/12/2020

O país mais densamente povoado

É um facto que à China pode chamar ‘casa’ cerca de um em cada cinco habitantes da Terra.


Não é, no entanto, o país mais densamente povoado do planeta.


Essa ‘distinção’ pertence ao Mónaco pois enquanto esse pequeno país da Europa ‘agrega’ quase dezassete mil habitantes por cada quilómetro quadrado, a China apenas ‘detém’ cerca de cento e quarenta.

24/12/2020

De Gaulle, o primeiro

Charles De Gaulle, que liderou a chamada França Livre durante a II Guerra Mundial, foi eleito presidente da Quinta República em 1959 e manteve-se no cargo quase uma década.

23/12/2020

"Portugal não é um país pequeno"

É exactamente por não ignorar a importância que o Mar teve na História de Portugal e que o tempo das descobertas e dos achamentos territoriais já passou que penso ser algo pertinente recordar agora um texto que escrevi há já alguns anos – e que publiquei no blogue "uso externo" no ‘fim’ de Dezembro de 2017 – e que ‘olha’ para o futuro.


Tal como então, "Portugal não é um país pequeno" é o título.



"Não. O texto que agora escrevo não é uma espécie de apologia de uma frase criada pela máquina de propaganda do Estado Novo para justificar, dentro e fora do país, a sua política imperialista, colonialista e, enfim, fascista.

Ele é, isso sim, um meio para afirmar a minha plena convicção de que Portugal é muito mais do que os 92 mil quilómetros quadrados que compõem a sua dimensão territorial e, assim, prestar um louvor, naturalmente pequeno, ao Mar.

Efectivamente, vi e ouvi no início do passado mês de Agosto uma reportagem televisiva dando conta de que a Polícia Marítima ficaria, a partir desse momento, alojada em permanência na ilha Selvagem Grande.

Pertencente às «Ilhas Selvagens» (localizadas a cerca de 250 quilómetros da ilha da Madeira) e reserva natural desde 1971, a ilha Selvagem Grande passou a ser habitada por três elementos da Polícia Marítima e por dois vigilantes da Natureza.

Mas, o facto de o Estado português passar a estar “representado” em permanência numa ilha que integrava o território português poderia querer dizer que Portugal teria direito a ‘reclamar’ uma maior Zona Económica Exclusiva (ZEE) junto de instâncias internacionais para além de, naturalmente, afirmar (ou reafirmar) a soberania portuguesa sobre esse local?

Solicitei, por isso, a alguém da Autoridade Marítima Nacional que me explicasse: «Os espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacional (mar territorial (MT), zona contígua (ZC), e zona económica exclusiva (ZEE)) estendem-se, nos termos definidos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) até ao limite máximo de 200 milhas marítimas [cerca de 370 quilómetros], contadas, na forma estabelecida na Convenção, desde as linhas de base ou linhas de base retas utilizadas para medir a largura do MT, não sendo possível aos Estados Costeiros requererem o prolongamento da extensão destes espaços. Em concreto, a extensão da plataforma continental (PC), que corresponde, morfologicamente, ao subsolo e leito marinhos, e que no caso português se estende até ao limite exterior da ZEE, pode, em determinadas circunstâncias (desde que cientifica e tecnicamente comprovadas, conforme impõe a CNUDM) ser objeto de extensão até às 350 milhas marítimas [cerca de 648 quilómetros]. Ora, é sabido que Portugal apresentou, há já uns anos, uma proposta formal às Nações Unidas no sentido de ser reconhecida a possibilidade do Estado Português ver aumentada a actual extensão da PC portuguesa, proposta esta que será apreciada pela comissão técnica internacional com competência na matéria.».

Ora, «O facto de Portugal pretender ver reconhecida internacionalmente a extensão da PC não tem que ver, directamente, com o facto do Estado Português ter decidido instituir uma presença permanente da Autoridade Marítima nas Ilhas Selvagens, através da criação de uma extensão da Capitania do Porto do Funchal e da presença de elementos do Comando Local da Polícia Marítima do Funchal, com vista a cumprir [e] a fazer cumprir as leis e regulamentos marítimos, mas, sobretudo, para fazer valer a soberania do Estado Português naqueles espaços nacionais através de uma acção visível em termos de vigilância, controlo e fiscalização, de modo a, designadamente, evitar a ocorrência de ilícitos. De facto, inserindo-se as Ilhas Selvagens, em termos de direito do mar, no conjunto do espaço marítimo nacional, foi considerado imprescindível e absolutamente necessário encontrar uma forma eficaz e adequada de assegurar o exercício da Autoridade Marítima naqueles espaços, evitando-se, desta forma, que continuasse a existir uma parcela integrante da jurisdição marítima nacional em que não houvesse uma forma permanente de fiscalização.».

Achei, no entanto, que seria, igualmente, apropriado requerer uma explicação por parte do gabinete da ministra do Mar: «O regime jurídico em que se baseia a proposta de expansão da plataforma continental é a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). Essa convenção estabelece os limites dos espaços marítimos e define o regime aplicável às diferentes formações marítimas. Relativamente à sua pergunta, importa referir que o Art. 121º da CNUDM estabelece os regimes aplicáveis às ilhas. Este artigo, além de definir o que é uma ilha, refere que as ilhas geram em seu redor mar territorial, ZEE [Zona Económica Exclusiva] e plataforma continental. O mesmo não se aplica às rochas que apenas geram mar territorial. No caso concreto da pergunta que colocou, é precisamente por causa de este artigo que se torna necessário as Ilhas Desertas [Selvagens…] estarem permanentemente habitadas já que, a habitação permanente é uma das características que diferenciam as ilhas das rochas.»1.

De facto, Portugal apresentou em 2009 na Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta para alargamento da sua plataforma continental o que lhe permitiu, entretanto, posicionar-se como um dos maiores países do mundo com cerca de 1.7 milhões de quilómetros quadrados de superfície.

No entanto, a comissão sobre os limites da plataforma continental da referida ONU está já a analisar a extensão do território marítimo português para lá das 200 milhas náuticas: Portugal poderá, assim, “crescer” mais de 3 milhões de quilómetros quadrados.

Não me parece, todavia, que este crescimento do mar português, por assim dizer, seja, só por si, motivo para se celebrar: entristece-me, na verdade, pensar que o comum cidadão português encare o Mar como, apenas, algo que foi muito importante no passado.

No presente e, sobretudo, no futuro, nem tanto.

Estou a recordar-me de uma entrevista que a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, deu ao jornal Expresso: num certo momento a/o jornalista perguntou-lhe «E como olham agora os portugueses para o mar?».

A sua resposta: «Não valorizam nem querem nada do mar. Ai, que agora vamos alargar o porto: não pode ser porque fica com contentores. Agora, vamos apostar na aquacultura, mas não pode ser porque queremos sair de barco por ali e só atrapalha. Agora vamos fazer um corredor de separação de tráfego portuário [para transportar matérias mais sensíveis], como existe no mundo civilizado e como também já temos, mas vêm daí não sei quantas organizações não-governamentais criticar. Se vamos apostar em energias oceânicas e precisamos de ter uma plataforma no mar, lá se vem falar no impacto da mesma. Já para não falar das minerações. Existe uma relação de amor-ódio com o mar. As pessoas querem ter acesso à praia, mas não a querem limpar. É vergonhoso, a meio do verão, já serem mais as beatas, as latas e as garrafas do que conchas no areal. As pessoas gostam de ter o curso da Escola Náutica, mas passam metade da vida a querer arranjar um emprego em terra. Tem de se perceber porquê e combater essas razões.».

Ora, creio que a “solução” é mesmo essa: combater, por um lado, as razões do afastamento das pessoas do Mar e, por outro, as suas atitudes menos responsáveis para com ele (a poluição, por exemplo).

E esse combate tem, desde logo, que partir das instituições do Estado e das elites políticas, económicas, sociais, culturais e cientificas em Portugal.

Escreveu Tiago Pitta e Cunha, há alguns anos, no seu “Portugal e o Mar”: «O que é censurável nesta viragem física para a Europa é o voltar costas ao mar e deixar de ver nele uma clara vantagem. Em rigor, mais do que apenas censurável, é até bastante arrogante pensar-se que se pode ignorar a geografia e dispensá-la em troca de uma ideia [supostamente] superior de progresso como era à época (e assim permanece) a ideia da pertença política à Europa.».

De facto, como ouvi alguém dizer, há algum tempo, num colóquio organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, «capacitar para proteger»: as referidas elites (com o Estado ‘à cabeça’) deverão, cada vez mais, capacitar as Organizações Não Governamentais e estas ‘ajudarão’, evidentemente, a Sociedade Civil.

Para que nós – os cidadãos portugueses – entendamos o Mar como gerador de empregos, de conhecimento e de cultura e não apenas como ‘algo’ que acompanha o território do país em cerca de 850 quilómetros de extensão e nos presenteia (e a outros, claro) com 590 quilómetros de praias...

Retomo, pois, a entrevista à ministra do Mar que referi anteriormente: «O que existe no fundo do mar não é só petróleo, nem minerais, ouro, cobre, cobalto, manganês. Parece que temos tudo isso e muito de tudo, principalmente minerais, mas em matéria de aproveitamento económico, o que nos interessa é a exploração de organismos vivos, genéticos, biológicos para a farmacêutica, para a biotecnologia azul. O nosso alvo são os medicamentos, a área da saúde e da cosmética. E para isso não é preciso abrir crateras. Também podemos potenciar as energias oceânicas.».

Fico à espera".

 

 

1 Por exemplo, a Zona Económica Exclusiva de França excede os 2.6 milhões de quilómetros quadrados fruto das muitas ilhas sob o seu controlo político e administrativo.

22/12/2020

A(s) Coreia(s) e o Japão

 A Coreia tornou-se, em 1910, um Estado vassalo do Japão.


Assim, não foi apenas a chamada modernidade que os nipónicos levaram à Coreia mas, também (e sobretudo…) todos os sentimentos subjacentes ao colonialismo: a ‘fraca’ auto-estima ou o de inferioridade (de índole étnica, por exemplo).


A vergonha e a humilhação, enfim.


Ora, ainda ‘hoje’, em 2020, existem, periodicamente, "escaramuças" diplomáticas e políticas entre ambos os países que ‘ocupam’ a península da Coreia (a "Coreia do Norte" e a "Coreia do Sul") e o Japão.

21/12/2020

A morte de Bocage

Dizem as palavras que constam de uma placa que existe na "Travessa André Valente", em Lisboa, o seguinte:


AOS 21 DE DEZEMBRO DE 1805

FALLECEU NESTA CASA

O POETA

MANUEL MARIA DE BARBOSA DU BOCAGE


Assim, duzentos e quinze anos da morte de um dos ‘maiores’ que Portugal já ‘conheceu’...

 

19/12/2020

O paraíso dos espeleólogos

Já aqui escrevi que não é a Política que tem, directamente, motivado as palavras que tenho deixado no blogue "um pouco impossível".


Assim, nada me interessa se o estado norte-americano Kentucky alinhou, nestas últimas eleições presidenciais que ocorreram no país, pelos Democratas ou pelos Republicanos.


O que me interessa, sim, é lembrar que se localizam neste país e neste estado o maior conjunto de ‘sistemas’ de grutas no mundo: o "Mammoth Cave" prolonga-se por mais de seiscentos quilómetros.

18/12/2020

Muito mais do que placas

 

 

'Evocações' em edifícios de Lisboa: no "Campo dos Mártires da Pátria" (acima) e na rua Serpa Pinto...

17/12/2020

D. Maria I

Nasceu em 17 de Dezembro de 1734 aquela que viria a ser a primeira rainha que Portugal já ‘conhecera’ nos seis séculos que ‘contava’ enquanto entidade territorial, administrativa e política legal e, assim, internacionalmente reconhecida: Maria, filha do rei José ("D. José I").

16/12/2020

Sun Tzu e o medo

 "Se te conheces a ti mesmo e ao teu inimigo não necessitarás de ter medo nem mesmo de cem batalhas".


Sun Tzu 

(militar, estratega e filósofo chinês que escreveu no século IV antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo)

15/12/2020

Sempre livre

A Tailândia – o Sião de outros tempos – é o único país do Sudeste da Ásia que nunca esteve sujeito ao jugo colonial.

14/12/2020

Stalin e os votos

"Não são as pessoas que votam as mais importantes no sistema eleitoral. São, sim, aquelas que contam os votos"…


Josef Stalin (secretário-geral do Partido Comunista da Rússia desde 1922 até 1953 – data da sua morte – e, consequentemente, líder político do país)

12/12/2020

Malária geopolítica e comercial

A Prof.ª Doutora Maria Manuel Mota (do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa) proferiu há poucos dias, através de uma videoconferência, a exposição oral "Mais de um século depois e três prémios Nobel, a malária ainda mata uma criança a cada dois minutos".


Por razões de ‘natureza’ geopolítica?


Ou, apenas, por cálculo comercial?

11/12/2020

O acordo "Sykes-Picot"

Ao acordo que, em 1916 – e de forma secreta –, repartiu, pela França e pela Grã-Bretanha as várias províncias que integravam o Império Otomano até à dissolução deste depois do fim da I Guerra Mundial foi decidido designar "Sykes-Picot".


Ora, este acordo contrariou algumas das disposições mais tarde defendidas pelos responsáveis da política externa britânica como na chamada "declaração Balfour" (de 1917) em que garantiria o apoio ao estabelecimento de um Estado para os Judeus na Palestina.

10/12/2020

A mais antiga e uma das 'melhores'

A mais antiga universidade existente na Ásia – a Universidade de Santo Tomás – localiza-se em Manila, a capital do arquipélago das Filipinas e foi fundada no ‘início’ do século XVII por missionários espanhóis.


E é ainda, actualmente, um dos ‘melhores’ estabelecimentos do chamado "ensino superior" do país.

 

09/12/2020

"Stonehenge" em perigo?

Alguns construtores civis pretendem, precisamente, construir um túnel em redor de "Stonehenge".

E qual é a novidade?, poder-se-ia questionar-me.

Não é, de facto, nova a vontade de exigências contemporâneas da Humanidade terem, frequentemente, um maior poder de argumentação - por assim dizer - face a "objectos do passado" como monumentos, por exemplo.

Sintoma de uma Sociedade Civil 'fraca'?

Talvez.

Ficará "Stonehenge" em perigo?

Talvez. 

Mas o que, seguramente, ficará em perigo (na minha opinião, claro) é não apenas o presente mas, sobretudo, o futuro de uma Comunidade que deixou 'levarem-lhe' o passado...

07/12/2020

A Fome Irlandesa

A Fome Irlandesa começou em 1845.


Estima-se que terá causado a morte a cerca de um milhão de pessoas.


E um enorme movimento migratório. 


Sobretudo para os Estados Unidos da América.


Ora, todos estes fenómenos resultaram de uma praga nas batatas: como (quase) toda a economia estava muito dependente da vitalidade de tais tubérculos…

05/12/2020

Barbados e Portugal

 

Já há muito que no ‘mundo’ académico se assume que a designação Barbados tem a sua origem na língua portuguesa**: tal nome terá sido escolhido para descrever um certo tipo de árvores que existiam na flora da ilha das Antilhas.



** recordo que a descoberta europeia de Barbados aconteceu em 1492 pela armada de Cristóvão Colombo. No entanto, nem espanhóis, nem portugueses (que por aí ‘passavam’ a caminho do Brasil) a colonizaram.

04/12/2020

Os Janízaros

O ‘corpo’ de Janízaros foi formado – no século XIV – com o objectivo de assegurar a protecção do Sultão que estivesse encarregue de chefiar o Império Otomano.


Uma espécie de guarda pessoal, pois.


Ora, esta força militar foi, durante os séculos XV e XVI, uma das "melhores" no mundo.


Constituída por escravos, o ‘corpo’ de Janízaros acabou, no entanto, por se ir tornando corrupto e rebelde para com a figura do Sultão.


Assim este – no ‘caso’ Mehmed II – ordenou, em 1826, a sua dissolução.


Eufemismo que significava o massacre, pelos soldados Otomanos, dos Janízaros.

03/12/2020

Simon Bolivar

Simon Bolivar foi um soldado nascido algures na América do Sul que, na primeira ‘metade’ do século XIX, liderou movimentos contestatários da governação espanhola e, assim, emancipou, politicamente, os povos – e o "statu quo" colonial – da então Nova Granada (designação que incluía os mais tarde identificados como Colômbia, Panamá, Venezuela e Equador), Peru e Bolívia. 


 


Simon Bolivar.

02/12/2020

O pacto de Locarno

Foi assinado no dia 1 de Dezembro de 1925 entre representantes da Alemanha, de Itália, da Bélgica, da França e da Grã-Bretanha um acordo que pretendia assegurar a paz no ‘flanco’ Ocidental da Europa: o pacto de Locarno***.


Ora, dada a guerra que menos de catorze anos depois assolaria a Europa – e o mundo –, poderá concluir-se que a ambição deste acordo falhou completamente…




*** Embora este acordo tenha sido negociado em Locarno, cidade suíça, o entendimento foi assinado (e, portanto, oficializado) em Londres, a capital inglesa.

30/11/2020

A "Revolução Industrial"

Lembro-me perfeitamente de, enquanto estudante, ter ‘tropeçado’ na expressão "Revolução Industrial".


O que não sabia era que esta havia sido amplamente divulgada – e não "inventada" – por Arnold Toynbee, historiador económico inglês que viveu no século XIX, como ‘forma’ de explicar a importância de um movimento económico, social, cultural e político que Inglaterra conhecera entre, sensivelmente, 1760 e 1830.

28/11/2020

O Auto e a Fábula

Segundo a obra "Termos Básicos de Literatura, Linguística e Gramática" (Publicações Europa-América), "Auto" é um "termo que surge nos finais da Idade Média, durante os séculos XVI e XVII, aplicado ao teatro tradicional sob os mais diversos temas, que, ao mesmo tempo, divertia e moralizava pela sátira de costumes. Foi cultivado sobretudo em Espanha e Portugal por Juan del Encino e Gil Vicente" e "Fábula" é uma "composição de sentido alegórico e moral cujas personagens são animais que falam e têm como principal objectivo cativar, para transmitir moralidade e criticar os vícios".

27/11/2020

Mongol e Mogol

Vi e ouvi há dias, no canal 2 da R.T.P., um documentário sobre a Pérsia. Documentário produzido e realizado pela "British Broadcasting Corporation" (ou B.B.C.), acrescente-se.


Assim, em dado momento, fez-se referência a uma invasão chefiada por Gengis Khan.


Ou seja, pelo exército mongol, espécie de ‘personificação’ do Império Mongol, precisamente.


Mas a(s) pessoa(s) encarregada(s) da legendagem de tal ‘peça’ televisiva optou(aram) por designar a referida invasão de...Mogol.


Ora, se é um facto histórico que os Mongóis invadiram (militarmente, pois) a Pérsia (ou Irão, como é, quase sempre, actualmente, designada), a Pérsia nunca esteve sujeita ao Império Mogol.


Foi apenas no século XVI que um descendente do mongol Gengis Khan invadiu o chamado subcontinente indiano tornando-se, de seguida, o primeiro governante num ‘espaço’ de tempo (mais de dois séculos, recordo) em que o território indiano esteve sujeito ao islamismo: o Império Mogol.


De facto, confundir – repetidamente, diga-se – Império Mongol (e Pérsia) com Império Mogol (e Índia) e os respectivos períodos de tempo em que se relacionaram, por assim dizer, é manifestar, desde logo, uma ausência de rigor histórico.


E mais não digo (escrevo)...

 


 Pérsia: Mongóis ou Mogóis?

26/11/2020

Estados Unidos da América, Espanha e Filipinas

Como ‘parte’ integrante de um tratado de paz estabelecido em 1898 – o Tratado de Paris – entre Espanha e os Estados Unidos da América, este último comprou – note-se, comprou – à Espanha as Filipinas por cerca de vinte milhões de dólares.


Ainda assim, mais do que os sete milhões que, três décadas antes, tinha pago pela compra, à Rússia, do Alasca.

25/11/2020

Trotsky e o "exército vermelho"

Léon Trotsky foi a quem, depois da "Revolução de Outubro", foi atribuída a tarefa de reorganizar o exército russo, daí em diante designado "exército vermelho".

24/11/2020

A "espada de Dâmocles"

Já escrevi aqui neste ‘espaço’ sobre a expressão "vitória de Pirro".


Do facto de, apesar de a utilizar, pouco – ou nada… – saber sobre a sua ‘origem’.


Ora, o mesmo se ‘aplica’ à expressão "espada de Dâmocles".


A sua origem remonta às "Tusculanae Disputationes", obra escrita pelo filósofo romano Cícero em no ano 45 antes do ano atribuído ao nascimento de Jesus Cristo. Dionísio II, rei que havia sido da cidade siciliana Siracusa que governava com "mão de ferro" e, talvez por isso, vivia amedrontado com o facto de poder ser assassinado, residia num luxuoso palácio rodeado de criados. Um deles, de seu nome Dâmocles, bajulador ("engraxador"), invejava-lhe a posição e o poder supremo. Certo dia, o rei, cansado de o ouvir, sugeriu-lhe que, por um dia, fosse ele o rei. Dâmocles, claro, ficou extasiado e aceitou. Coroado e rodeado de riquezas e luxo, Dâmocles sentiu-se o homem mais feliz a viver à face da terra. Banqueteando-se abundantemente (e inebriantemente) e ouvindo música, reparou que, pendendo sobre a sua cabeça, pairava uma espada com uma lâmina aguçada e reluzente presa ao tecto apenas por um fino cabelo. Rapidamente, pois, o estado de arrebatamento o abandonou: era essa mesma espada presa ao tecto por um só cabelo que Dionísio via todos os dias. E com medo que algo ou alguém o cortasse.



Assim, ao popularizar a expressão "espada de Dâmocles", Cícero pretendia como que lembrar o perigo constante como "preço a pagar" pelo exercício do poder...


 

23/11/2020

A "Revolução Gloriosa"

A "Revolução Gloriosa" refere-se aos acontecimentos que caracterizaram Inglaterra em 1688 e em 1689: a deposição do monarca reinante, Jaime II, e a sua ‘substituição’ pela sua filha, Maria II, e pelo marido desta, Guilherme II, príncipe de Orange e governante dos Países Baixos.

21/11/2020

As "raízes" da Constituição dos Estados Unidos da América

Partiu de Plymouth, em Inglaterra, em Setembro de 1620, o navio mercante "Mayflower".


Só que dessa vez não transportava qualquer mercadoria.


Apenas passageiros.


Mais de cem.


Que queriam começar, no outro ‘lado’ do Atlântico, na então colónia inglesa que se viria a ‘chamar’ Estados Unidos da América, uma ‘nova’ vida.


Ora, uma vez aí chegados decidiram alguns desses passageiros elaborar um documento – o "Pacto de Mayflower".


Este pacto foi assinado no dia 11 de Novembro de 1620 (que corresponde ao dia 21 do referido mês de acordo com o actual calendário) e, sendo uma espécie de acordo de princípio para o ‘funcionamento’ democrático da nova colónia a criar, inspirou as ‘bases’ da Constituição dos Estados Unidos da América.

20/11/2020

D. Pedro IV e a Monarquia Constitucional

Foi em 1870 que foi inaugurado, em Lisboa, o Monumento a D. Pedro IV.

Precisamente meio século após a Revolução Liberal – em 1820.

Ora, a instauração, em Portugal, da Monarquia Constitucional correspondeu à última fase do regime monárquico no país.

19/11/2020

Tanques em Cambrai

Centenas de tanques (veículos armados) ‘invadiram’, no dia 20 de Novembro de 1917, as linhas da frente de guerra controladas pelos soldados alemães na cidade francesa Cambrai.


Foi o maior desfile de tanques.


Num contexto de guerra, evidentemente.

18/11/2020

A Arménia cristã

O primeiro país do mundo a adoptar o Cristianismo como doutrina religiosa oficial do Estado – e dos seus cidadãos – foi a Arménia.


No século IV (depois da data atribuída ao suposto nascimento de Jesus Cristo).

 

17/11/2020

O Real Edifício de Mafra

Foi no dia 17 de Novembro de 1717 que o rei português D. João V ‘lançou’ a primeira pedra daquele que viria a ser designado "Palácio Nacional de Mafra".


Pedra necessariamente abençoada pelo Patriarca de Lisboa (Ocidental) perante o olhar de toda a Corte.


Aproveito para lembrar que a direcção da construção coube a João Frederico Ludovíce, ourives alemão com formação em arquitectura em Itália, e que o número de operários – provenientes de todo o país – chegou a exceder cinquenta mil num determinado ano.

 

 22 de Outubro, data em que D. João V comemorou o seu 41.º aniversário, foi a data escolhida para a sagração da Basílica (dedicada a Nossa Senhora e a Santo António).

16/11/2020

Um súbdito nada neutral

Nada quero escrever, evidentemente, sobre o facto de o artista búlgaro Christo (que faleceu em Maio deste ano) ter sido 'alvo', na década de 1980 enquanto vivia e trabalhava em Nova Iorque, de espionagem por parte do regime comunista que governava a Bulgária. 

 

Mas sim sobre Cícero.

 

Cícero foi o pseudónimo escolhido por um indivíduo nascido no seio do Império Otomano (no actual Kosovo) e que, durante a II Guerra Mundial, ‘trabalhou’ (espiou…) para o regime nacional-socialista alemão enquanto estava ao serviço do embaixador britânico destacado na Turquia (que, recordo, era neutra).

14/11/2020

A capital do Brasil

A capital do Brasil após a independência nem sempre foi Brasília.


Na verdade, até 1960, a capital brasileira era a "cidade maravilhosa": Rio de Janeiro.


Só após 1960, a capital foi ‘transferida’ para Brasília, uma cidade projectada e construída a partir do nada, por assim dizer, pelos arquitectos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

13/11/2020

Čapek e o "robot"

Foi há exactamente um século que o escritor e argumentista checo Karel Čapek deu a conhecer a palavra "robot" – para descrever seres humanos artificiais, por assim dizer ("robô" em língua portuguesa).

No livro "Rossum’s Universal Robots" (publicado em Novembro de 1920).

Palavra inventada, diga-se, com a ajuda do seu irmão Josef.

Ora, tal livro daria não apenas ‘origem’ a uma peça de teatro (que estreou em Janeiro de 1921) mas seria também o precursor de inúmeros trabalhos de ficção científica no ‘campo’ do entretenimento (livros e filmes, por exemplo) e de numerosas investigações no ‘plano’ académico e, enfim, da designada vida real...

 


 

 

12/11/2020

A breve história de um escritor

O ‘sentido’ revolucionário e activista das palavras escritas pelo autor norte-americano John Reed levaram-no, primeiro, a ser encarado como herói por muitos intelectuais mas, também, como traidor pela Justiça dos Estados Unidos da América.


Acabou, assim, por fugir para a União Soviética onde, após morrer de tifo, os seus restos mortais foram sepultados juntamente com os de vários líderes políticos – bolcheviques – no Kremlin, em Moscovo.

11/11/2020

O fim da I Guerra Mundial

Cerca das cinco horas da manhã do dia 11 de Novembro de 1918, os emissários dos países Aliados e os da Alemanha assinaram a rendição desta pelo que, horas depois, chegou ao fim um dos conflitos mais mortíferos na história humana até então: a I Guerra Mundial.

10/11/2020

A Batalha de Varna

Volto a Istambul.

Bem, não literalmente.

Infelizmente.

Foi no dia 10 de Novembro de 1444 que se consumou a Batalha de Varna.

Foi nessa mesma batalha que se verificou a vitória de soldados turcos (em conjunto com mercenários, claro) sobre uma força húngara (e não só).

Ora, a vitória turca e a consequente derrota húngara significou, assim, o fim da tentativa europeia de impedir que não apenas Constantinopla (actualmente Istambul) como toda a região que a geopolítica definiria depois como Balcãs "caísse em mãos turcas".

09/11/2020

O poder da leitura

O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (no concelho de Sintra) contém, numa das suas divisões, a seguinte inscrição:


"Ora . Lege . Lege . Lege . Relege . Labora . Et . Invenies".


Em latim, portanto.

 

Em português: "Reza . Lê . Lê . Lê . Relê . Trabalha . E . Conseguirás".

 

De facto, o filósofo francês Montesquieu (1689-1755) escreveu que "estudar tem sido, para mim, a melhor solução para enfrentar as desilusões da vida. Nunca identifiquei um qualquer problema que, após uma hora de leitura, continuasse a sê-lo"….

 

 


Ler, ler e ler...

07/11/2020

Os "Belgae" e a "Bélgica"

Nada quero escrever em relação ao facto de a Bélgica ser, actualmente, um dos países do continente europeu (ou euro-asiático…) onde a taxa de infecção da ‘sua’ população pelo vírus "SARS-CoV-2" é mais elevada.


O que quero lembrar é, sim, o facto de o nome "Bélgica" ter origem no nome "Belgae", uma das tribos (de ‘origem’ celta) que, na pré-história, se fixou no território que todos designamos "Bélgica"…

 

06/11/2020

A Guerra de 1812

A Guerra de 1812 foi um conflito bélico entre os exércitos dos Estados Unidos da América e o do Reino Unido e Irlanda.


Foi um confronto que se iniciou em 1812, precisamente, e que só terminaria em 1815 depois da assinatura, em 24 de Dezembro de 1814, de um tratado: o Tratado de Gent ("Gent", em flamengo, ou "Gant", em francês, cidade belga).

05/11/2020

O racismo na Tunísia: mais um passo

A escravatura foi oficialmente abolida na Tunísia em 1846 mas não foi senão há poucos dias que um cidadão do país conseguiu, perante a Justiça, que um dos seus apelidos – "ateeq", que significa "descendente de escravos" – fosse "eliminado" dos registos.


Recordo que os Negros – como este cidadão – perfazem cerca de quinze por cento da população daquele país do Norte de África mas continuam a ver-lhes negado o acesso, por exemplo, a muitas oportunidades de trabalho.

04/11/2020

Londres, Fénix renascida

Ainda ontem aqui escrevi sobre Londres, a capital inglesa.


Retorno, assim, à cidade.


Em sentido figurado, evidentemente.


Longe, muito longe, no Tempo, está o Grande Fogo de Londres: em 1666.


Ora, muitos terão, então, abandonado a cidade.


No entanto, tal como Fénix renasceu das cinzas, também Londres, de então para cá, se tornou uma cidade cosmopolita e vibrante.


De facto, podem, em 2020, ouvir-se nas escolas da cidade mais de trezentos idiomas...

03/11/2020

O urbanismo: passado e futuro

Depois dos seljúcidas terem reinado no território que actualmente – e desde há décadas – se designa por "Turquia" desde, sensivelmente, meados do século XI até meados do século XIII e depois da invasão por parte dos mongóis, os turcos otomanos fundaram e consolidaram, entre os séculos XIV e XX um dos ‘maiores’ impérios que a História humana já havia testemunhado.


Não admirará, por isso, que cerca do ano 1650, Istambul tenha sido a cidade mais populosa do mundo com uma população estimada em setecentas mil pessoas.


Tal como não admirará a previsão da Organização das Nações Unidas (a O.N.U.) do crescimento, ao ‘longo’ dos próximos anos, do fenómeno urbano no mundo.


Ora, sendo Istambul a única cidade do mundo que ‘assenta’ em dois continentes – Europa e Ásia –, parece-me importante recordar que, ainda segundo as previsões da O.N.U., Londres será, na Europa, e já em 2030, a cidade mais densamente povoada com quase dez milhões de habitantes.


Na Ásia, por "outro lado", Ho Chi Minh (a antiga Saigão vietnamita) será, com vinte e oito milhões de pessoas, a cidade mais populosa.

02/11/2020

O terramoto de 1755

1 de Novembro de 1755.

 

Cerca das 9h30.

 

O continente português (não só a tantas vezes invocada Lisboa mas também a costa alentejana e a do Algarve) foi ‘sacudido’ por um terramoto que, supõe-se actualmente, terá atingido os nove graus da "Escala de Richter".

 

Ora, num país em que a maioria da população professava o catolicismo, as igrejas estavam a abarrotar para se celebrar os dias de Todos os Santos e o de Finados.

 

Estima-se, de facto, que um terço das cerca de trezentas mil pessoas que habitavam Lisboa tenha perecido em consequência dos sete a oito minutos que terá durado o sismo – e das suas dezenas de réplicas – mas, igualmente, do maremoto (ou "tsunami") e dos incêndios.

 

Vítimas da Natureza?

 

Sem dúvida.

 

Mas com ou sem intervenção divina?

31/10/2020

Condução: costume e regra

O costume de conduzir utilizando o lado esquerdo das vias teve início na chamada "Idade Média".


Actualmente, de facto, os condutores de cerca de cinquenta países – muitos dos quais integraram o Império Britânico – seguem esta regra.

30/10/2020

A "komsomol"

A "komsomol" foi, na União Soviética, a organização responsável por, primeiro, reunir os jovens – com idades compreendidas entre os catorze e os vinte e oito anos e, segundo, por lhes veicular os ideais comunistas e, assim, prepará-los para serem, no futuro, os membros – e os líderes – do Partido Comunista.


À semelhança, aliás, do que acontece actualmente em Portugal (e desde há muitos anos), por exemplo, com as chamadas "juventudes partidárias".


Algumas palavras mais para lembrar que a "komsomol" foi criada em 1918 e extinta em 1991 (com o fim da União Soviética).

29/10/2020

Andorra e Turquia

O principado de Andorra é, na verdade, um co-principado já que o seu território é governado por dois países: França e Espanha.

 

É, assim, o único ‘espaço’ soberano no mundo governado conjuntamente.



Post scriptum: assinala-se hoje na Turquia o "Dia da República". É nesta data que se comemora o 'aniversário' da República Turca.

28/10/2020

Exposição censurada

Creio que entre o mais de meio milhar de textos que publiquei aqui no blogue "um pouco impossível" não será possível encontrar senão algumas (poucas) referências directas à Política que actualmente se vai fazendo no mundo.


De facto, o compromisso de lealdade que assumi perante mim mesmo querer lembrar neste blogue dizia respeito, em primeiríssimo lugar, à História.


Não ‘servem’, assim, a generalidade dos textos que já aqui escrevi – bem como aqueles que tentarei, ainda, escrever – para fazer uma crítica "pessoal" à Política.


Quero, depois desta tentativa de esclarecimento, escrever sobre o facto de um museu em Nantes, cidade francesa, ter decidido suspender uma exposição que havia programado com o Museu da Mongólia Interior (na China).


Uma exposição sobre o imperador mongol Genghis Khan.


Ora, o museu francês anunciou terem existido interferências do governo chinês.


"Interferências", sim, já que este exigiu que algumas palavras – tais como as duas que formam o nome do líder do século XIII, "Genghis Khan", bem como "Império" e "Mongol" – fossem, pura e simplesmente, retiradas da exposição.


Inadmissível esta tentativa de reescrever a História!

27/10/2020

Egipto, o Corão, a Bíblia e Israel

Anwar al-Sadat – presidente do Egipto – e Menachem Begin – primeiro-ministro de Israel – foram, em 27 de Outubro de 1978, distinguidos com o Prémio Nobel da Paz por negociações que resultaram, primeiro, nos "Acordos de Camp David" (sob os ‘auspícios’ do presidente dos Estados Unidos da América, Jimmy Carter) e, depois, num acordo de paz assinado entre as autoridades de ambos os países.


Creio, assim, ser algo pertinente republicar um texto que publiquei no blogue "uso externo" em 15 de Maio de 2018 – "O Corão, a Bíblia e Israel".



Racismo», «medo», «traição», «ódio».

Estas foram apenas algumas das palavras que há dias li num texto – “Le Coran est-il antisémite?” – escrito por um franco-marroquino especialista em islamismo.

Ora, eu não sou, admito, um especialista no estudo de qualquer das religiões existentes no mundo mas tenho as minhas próprias ideias e a minha própria opinião.

Julgo, assim, que o texto sagrado do Islão pode conter, de facto, todos os conceitos que se quiser que ele tenha bastando para isso que quem o leia o manipule convenientemente nessa direcção, se se quiser dizer assim.

Ou que outros o manipulem (como alguns media, por exemplo), evidentemente…: não é por mero acaso que muitos vêem hoje a religião ‘associada’ do Corão – o islamismo – como sinónimo inequívoco de terrorismo.

A esta manipulação exterior surgirão coligados, mais cedo ou mais tarde, outros problemas como o da generalização (intencional ou não): «os adeptos do islamismo são terroristas», ouço alguns clamarem.

Ou seja, de acordo com esta ‘visão’, todos aqueles que professam a fé islâmica são terroristas.

Isto é errado, claro.

Estou a lembrar-me, à medida que escrevo estas palavras, de uma entrevista do ensaísta e tradutor Frederico Lourenço, autor de uma «nova tradução da Bíblia, na sua forma mais completa - a partir da Bíblia Grega, ou seja, contendo o Novo Testamento e todos os livros do Antigo Testamento. em suma, a presente tradução dará a ler os 27 livros do Novo Testamento e os 53 do Antigo Testamento grego (em lugar dos 39 do cânone protestante, ou dos 46 do cânone católico). Será, assim, a Bíblia mais completa que jamais existiu em português, apresentada pelo mais importante e rigoroso dos tradutores do Grego clássico, Frederico Lourenço. a [A] chamada Bíblia Grega é a versão mais importante do Livro...».

Afirmou, por exemplo, o seguinte: «A Bíblia é um espelho da existência humana, da realidade humana, de tudo aquilo que o ser humano tem de bom – e de mau, também…. A Bíblia é um conjunto de narrativas [em] que nós encontramos das coisas mais atrozes que o ser humano foi capaz de fazer, desde genocídios (que estão perfeitamente descritos no Antigo Testamento) até àquilo que é o ‘evento’ central do Novo Testamento que é a crucificação de um homem inocente...».

Assim, de acordo com essa perspectiva generalista, poder-se-ia, também, concluir que todos – ainda que alguns (muitos?) o sejam – os cristãos são ‘bárbaros’, racistas e intolerantes?

Creio que não.

 

 

***

 

 

«A menção a Jerusalém na Bíblia ascende a perto de 650 vezes por uma única razão: esta é, desde há 3000 anos, a capital do nosso povo e apenas do nosso povo».

Esta frase foi proferida pelo primeiro ministro-israelita, Benjamin Netanyahu, numa recente reunião do conselho de ministros judeu.

Apesar de achar que nem todos os judeus de Israel alinham politicamente com os valores representados por tal pessoa penso que a segunda metade da frase é unânime, por assim dizer, até porque o Estado de Israel assinalou ontem o 70.º aniversário e já várias sensibilidades políticas o dirigiram, claro.

Creio, por isso, que nunca irão existir dois Estados lado a lado. De judeus e de árabes.

Nunca".

26/10/2020

Caetano e a Guerra Colonial

Faleceu no dia 26 de Outubro de 1980 Marcello José das Neves Alves Caetano.


Caetano foi o primeiro-ministro de Portugal desde Setembro de 1968 – sucedendo a António de Oliveira Salazar – até ao golpe de Estado (ou "Revolução"?) ocorrido em 25 de Abril de 1974.


Parece-me, pois, oportuno lembrar uma sua declaração sobre a Guerra Colonial já que me parece ser mais um contributo para tentar explicar não apenas a sua personalidade. Enquanto pessoa, evidentemente, mas, também, enquanto agente político.



"Fala-se em que mantemos uma guerra colonial. Guerra colonial? Os territórios das províncias ultramarinas estão em paz e ninguém nelas contesta a sua integração na nação portuguesa. (...) A vida decorre, por toda a parte, tranquila e normal,  num ambiente de trabalho e de entendimento exemplares".


Fonte: Marcello Caetano, "Conversa em família", canal 1 da RTP, Julho de 1972.

25/10/2020

Hitler, Mussolini e Lisboa

A Alemanha, governada pelo regime nacional-socialista de Adolf Hitler, e a Itália fascista dirigida por Benito Mussolini firmaram, em 25 de Outubro de 1936, o Eixo Roma-Berlim (a que se juntaria depois – em Setembro de 1940 – o país do Sol Nascente, o Japão)...

 

***

 

Lisboa foi, em 25 de Outubro de 1147, 'tomada' aos "Mouros" pelos designados "Cristãos". Mesquitas deram, assim, lugar a igrejas.

24/10/2020

Porto Rico

Considera-se, muito frequentemente, que Porto Rico é, há muitos anos, um estado dos Estados Unidos da América (E.U.A.).

No entanto, esta ilha das Caraíbas é, na verdade, uma colónia dos E.U.A..

Mas apenas parcialmente já que detém um governo próprio que é soberano em muitos aspectos da ‘vida’ do país.

23/10/2020

A vida e a imortalidade

"A vida é a infância da imortalidade"


  Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), poeta alemão

22/10/2020

Sartre e o Prémio Nobel

O primeiro Prémio Nobel foi atribuído em 1901.


Ora, o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre foi, no dia 22 de Outubro de 1964, anunciado como sendo o galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.


Mas, defendendo – uma vez mais, diga-se – a Liberdade, tornou-se na primeira pessoa a recusar recebê-lo.

21/10/2020

A Batalha de Trafalgar

A Invencível Armada, uma espécie de equipa única formada com as frotas francesa e espanhola, foi claramente derrotada na Batalha de Trafalgar (em 21 de Outubro de 1805) pelo exército naval britânico.


Ora, as palavras proferidas que terão sido proferidas por Horatio Nelson, o comandante da frota inglesa, no seu leito de morte – recordo que Nelson fora atingido a tiro por um atirador furtivo ("sniper") francês – foram: "agora estou satisfeito. Graças a Deus, cumpri o meu dever".


20/10/2020

A Batalha de Chalons

A região Norte da actual França serviu de ‘palco’, no ano 451, ao embate entre dois exércitos: o romano e o chefiado por Átila, o Huno.

Aquela que ficaria conhecida como a Batalha de Chalons acabou por ‘sorrir’ ao exército do imperador (romano do Oriente) Marciano.

19/10/2020

O que falam os cristãos coptas do Egipto?

A língua falada pelos cristãos coptas do Egipto tem as suas 'raízes' no chamado egípcio antigo.

Embora seja escrita com o recurso a vários caracteres (letras) do alfabeto grego.

17/10/2020

A recuperação de Franklin

"Quando escorregamos a andar, recuperamos depressa; quando temos uma escorregadela a falar, por vezes nunca recuperamos".


Benjamin Franklin (1706-1790), político norte-americano

16/10/2020

Um império de mil anos

Roma foi a cidade 'base' dos Etruscos até ao final do século VI antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo.

Foram os Romanos quem, a partir de então, mandou na cidade.

Que se tornaria no "berço" de um Império.

Ora, o Império Romano apenas se 'extinguiu', no Ocidente - o Império Romano do Ocidente - no ano 476 da chamada era cristã.

15/10/2020

Marco da Redonda, séculos XIII-XIV

 

"Vila Real recebe um primeiro foral, atribuído por D. Afonso III, em 1272. Uma vez que não produziu os efeitos desejados – constituir uma povoação nova, capaz de assegurar o domínio sobre a Terra de Panóias – D. Dinis atribuiu-lhe um novo foral em 1289, logo seguido por outro, em 1293.

É nestes forais que se determina que os privilégios da vila dionisina se estendam aos arrabaldes (nomeadamente a Montezelos, Timpeira, Vila Nova, Vila Seca, Parada de Cunhos e Vilalva), vulgarmente conhecidos como A Redonda.

O couto de Vila Real era, então, assinalado por um conjunto de marcos graníticos, que ficaram conhecidos como os Marcos da Redonda, alguns dos quais se mantiveram in situ até ao séc. XVIII. Actualmente conhecem-se apenas dois exemplares que se encontram no Museu da Vila Velha".

14/10/2020

Os drusos

Os Árabes constituem cerca de noventa por cento da população da Síria.


Ora, entre os restantes dez por cento ‘encontram-se’ os drusos.


Membros de um grupo religioso que ‘nasceu’ no Egipto "por volta" do ano 1017, os drusos defendem uma fé que, para muitos especialistas em Religião, é uma espécie de amálgama entre Islamismo, Budismo e Hinduísmo.


Ou, se se preferir, sincretismo.


Muitos dos quase dois milhões de drusos vivem no Levante (região do Próximo Oriente constituída pela Síria, pelo Líbano, pela Jordânia e por Israel) mas dezenas de milhares ‘optaram’, nas últimas décadas, pela emigração.