31/01/2023
Séneca: vento, marinheiros, barcos e lágrimas
Citei aqui no blogue no passado dia 6 de Agosto um pensamento do filósofo romano Séneca: "Não existe ‘vento favorável’ para o marinheiro que não sabe para onde navegar".
Mas eis que, entretanto, descobri uma nova tradução do mesmo pensamento: "Não há ventos favoráveis para barco que não conhece rumo".
Assim, seja como for, marinheiros ou barcos…
***
Ora, sem rumo ou com ‘nevoeiro’ a perturbar-nos a caminhada, "chorar" talvez seja uma ‘opção’.
Assim, Séneca afirmou igualmente que "as lágrimas aliviam a alma".
Completamente de acordo!
Etiquetas:
barcos e lágrimas,
marinheiros,
Séneca,
vento
30/01/2023
Foucault e o Homem
"O conceito de "Homem" é uma invenção recente. Mas talvez também um à beira do fim".
Michel Foucault (1926-1984), filósofo francês
Etiquetas:
Homem,
Michel Foucault
29/01/2023
A guerra e a política
"A guerra é a extensão da política por outro meio".
Carl von Clausewitz (1780-1831), oficial e pensador militar alemão
28/01/2023
A "Coca-Cola"
A "Coca-Cola" foi recentemente considerada a marca comercial que mais resíduos de plástico deixou no meio ambiente do planeta.
Um (triste) "galardão" que ‘conquistou’ por cinco vezes nos últimos cinco anos…
Vale, por isso, a pena – na minha opinião – (re)lembrar que a "Coca-Cola" foi fundada em 1892 nos Estados Unidos da América pelo farmacêutico John Pemberton (1831-1888).
Especifico: a empresa "Coca-Cola" é que foi fundada em 1892; já a bebida "Coca-Cola" havia começado a ser produzida alguns anos antes: em 1886.
27/01/2023
Keynes e a paz
Eis algumas das palavras (traduzidas, claro) que o economista britânico John Maynard Keynes – que viveu entre 1883 e 1946 – escreveu na sua obra "The Economic Consequences of the Peace" que foi publicada em 1919:
"Um habitante de Londres poderá encomendar através do seu telefone – e, pois, sem abdicar do conforto da sua casa e do seu chá matinal –, de qualquer lugar do mundo e na quantidade pretendida, um conjunto de produtos e aguardar, num prazo razoável, a entrega também na sua residência".
26/01/2023
Exilados na Noruega
Quando há dias vi na televisão que um comandante de uma formação paramilitar russa – o "Grupo Wagner" – havia abandonado as suas funções e pedido auxílio às autoridades da Noruega (recordo que a fronteira entre a Rússia e a Noruega se ‘estende’ por quase duzentos quilómetros), não consegui deixar de me lembrar que também Leon Trotsky, expulso da então "União Soviética" em 1929, se exilou na Noruega (entre 1935 e 1937) – depois de o ter estado igualmente em França e na Turquia.
Aproveito para lembrar também que Trotsky morreria assassinado no México em 1940.
25/01/2023
Desapareceu: "porção da herança celta", de seu nome
Foi no décimo primeiro mês de 2022 que uma colecção de moedas de ouro de origem celta foi roubada de um museu na Alemanha.
Valendo vários milhões de euros, a colecção era um precioso testemunho de uma ‘parte’ do passado da Europa.
Ora, admito que desconheço o motivo para tal roubo: se ganância, se ‘necessidade’.
Mas, qualquer que tenha sido, repudio tal acto.
24/01/2023
A Sicília e a ponte
O actual governo de Itália pretende levar a cabo algo que nem o Império Romano conseguiu: a construção de uma ponte com mais de três quilómetros de extensão para 'ligar' o território continental italiano à ilha da Sicília.
Conseguirá?
23/01/2023
As Cruzadas: "Deus o quer"
Quando, há dias, vi e ouvi, num documentário, uma interveniente referir "Deus queira" lembrei-me da expressão "Deus o quer" com que a maioria da população cristã residente em países da chamada "Europa Ocidental" no século XI acolheu a declaração do papa Urbano II ordenando a organização de expedições a “lugares sagrados” da Ásia ("Próximo Oriente") – como Jerusalém – com o objectivo de recuperar para a "Cristandade" símbolos em poder dos muçulmanos.
***
Visitei o "Mercado do Bolhão", no Porto, há já alguns anos.
Mas foi só há um par de dias que li sobre Godofredo de Bolhão (ou "Godefroy de Bouillon", em francês).
Nascido em 1058 (e morto em 1100), Godofredo de Bolhão foi um dos líderes da primeira Cruzada, precisamente, em 1095.
Etiquetas:
cruzadas,
Godofredo de Bolhão
22/01/2023
O blogue e o Ano Novo Chinês
Assinalo hoje quatro anos do momento em que comecei a escrever o blogue "um pouco impossível".
Ora, efectivamente, esse momento foi o dia vinte e dois de Janeiro de 2019.
Mas não sou apenas eu que tenho um motivo mais para assinalar este dia.
Não.
É que tem hoje início, vinte e dois de Janeiro de 2023, o "Ano Novo Chinês" – o "Ano do Coelho": embora tivesse entretanto registado as mensagens de ano novo do "presidente do grupo de media da China" e do próprio presidente do "Império do Meio", por exemplo, estas foram somente, acredito, para "consumo externo"...
Etiquetas:
Ano do Coelho,
Blogue
21/01/2023
As imagens da família Getty
Creio que nunca utilizei imagens disponibilizadas pela empresa anglo-americana "Getty Images".
Mas já me deparei, sim, com imagens vendidas por esta empresa.
Ora, a "Getty Images" é gerida pelo neto de Jean Paul Getty Sr. (que viveu entre 1892 e 1976), industrial que fundou, na década de 1940, a "Getty Oil Company".
20/01/2023
A aparência medieval
Foi precisamente na "The Metropolitan Opera" que, há dias, foi levada à cena a peça do compositor francês Francis Poulenc (que viveu entre 1899 e 1963) "Dialogues des Carmélites" tal como então enunciou na sua página na "Internet": "Poulenc’s powerful drama of spiritual heroism during the French Revolution triumphantly returns to the Met stage” (ou, na minha tradução, "O poderoso drama de heroísmo espiritual de Francis Poulenc tendo como pano de fundo a Revolução Francesa regressa triunfalmente ao palco do Met").
Ora, talvez tenha sido o apelido do compositor – "Poulenc".
Ou a palavra "palco".
Ou ambos…
A verdade é que, efectivamente, me lembrei da designação de um modelo de sapatos muito usados nos séculos XIV e XV: os "poulaines".
De facto, os "poulaines" caracterizaram-se por ter um formato pontiagudo.
Ou "alongado".
Um dos objectivos que se pretenderia obter com a sua utilização seria, talvez, "distinguir-se"...
19/01/2023
O Homem e a Música
Li, há dias, sobre o facto de uma soprano de nacionalidade russa ter perdido o seu trabalho na norte-americana "The Metropolitan Opera" por razões políticas – tendo em consideração a "operação militar especial" em curso na Ucrânia.
Ora, não me querendo envolver, para já, nesta espécie de invasão da Cultura pela Política, quero aproveitar, sim, para citar Napoleão Bonaparte sobre a Música: "A Música é a voz que nos diz que a raça humana é melhor do que aquilo que pensa".
18/01/2023
As revoluções industriais
Reconheço que não é raro ler sobre a "Quarta Revolução Industrial".
Uma revolução industrial baseada nos metadados e na designada "inteligência artificial" na Tecnologia actualmente disponível.
Mas quais foram as outras três "Revoluções Industriais"?
Ora, como quase sempre, os manuais escolares de História que utilizei podem ajudar-me:
Assim:
Etiquetas:
Revoluções industriais
17/01/2023
O que é a paz?
Li, há dias, um texto escrito pelo até recentemente professor de medicina e neurociência na "Chan Medical School" da Universidade de Massachusetts (nos Estados Unidos da América) John Walsh - "The first US onslaught to 'weaken' post-Cold War Russia".
E sou também - ou melhor, tento ser - um espectador e ouvinte atento das intervenções do cientista político igualmente norte-americano John Mearsheimer.
Creio, por isso, ser oportuno lembrar algumas das palavras (devidamente traduzidas, claro) que o presidente norte-americano Harry Truman - entre 1945 e 1953 - proferiu no discurso de "despedida" da Presidência que fez em Janeiro de 1953, precisamente, antes da tomada de posse do seu sucessor, Dwight Eisenhower.
Assim:
"Para a maioria dos cidadãos norte-americanos, a resposta é muito simples: não somos assim. Somos um povo que se rege pela moral. A paz é o nosso objectivo, tal como a justiça e a liberdade. Por isso, não podemos, por espontânea vontade, violar os princípios que defendemos. O único propósito de tudo quanto estamos a fazer é evitar a eclosão da Terceira Guerra Mundial. Ora, originar uma guerra não é propriamente o meio para estabelecer a paz".
Etiquetas:
Harry Truman,
paz
16/01/2023
O eclesiástico filósofo e a cidade
Nunca estive em Berkeley, cidade norte-americana.
Infelizmente.
E também nunca estive na Irlanda.
Igualmente, infelizmente.
Mas o nome da cidade ‘deriva’ directamente do nome do prelado e filósofo irlandês que viveu ‘entre’ os séculos XVII (nasceu em 1685) e XVIII (morreu em 1753) George Berkeley.
15/01/2023
A "Carabao Cup"
"Carabao Cup".
É esta a designação actual da Taça da Liga inglesa de futebol masculino.
Se é certo que "carabao" é o nome não traduzido de uma espécie de búfalo com origem no subcontinente indiano (e, em geral, na região Sudoeste da Ásia), também não o é menos que aquela designação - "Carabao Cup" - da competição instituída na década de 1960 alude a uma marca de bebidas "energéticas" que a patrocina.
14/01/2023
O ibérico João Rodrigues Cabrilho
Leio ocasionalmente sobre a nacionalidade do soldado e navegador João Rodrigues Cabrilho – que terá nascido entre 1496 e 1499 e morreu em 1543: espanhola.
Penso ser, por isso, o momento apropriado para lembrar as palavras que ‘acompanham’ uma estátua existente na cidade transmontana Montalegre.
Etiquetas:
João Rodrigues Cabrilho
13/01/2023
Regicídios: execuções em França e em Portugal
É na obra "Surveiller et punir: Naissance de la prison" (ou, na tradução portuguesa, "Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão"), escrita pelo filósofo francês Michel Foucault e publicada em 1975, que se podem encontrar os pormenores da execução de Robert-François Damiens, em 1757, condenado por ter atentado contra a vida do rei de França, Luis XV.
Execução por "desmembramento", lembro.
Ora, seria também com 'traços' de uma grande crueldade que cerca de dois anos depois a 13 de Janeiro de 1759 (há duzentos e sessenta e quatro anos, portanto), precisamente - seriam executados quase todos os acusados (excepto um que estava foragido) da implicação no suposto atentado que o rei de Portugal, D. José I,teria sofrido alguns meses antes.
Todos membros da família "Távora" e alguns dos seus empregados (para disfarçar?)...
Etiquetas:
França,
portugal,
Regicídios
12/01/2023
Churchill racista?
Foi já há alguns dias que tive a oportunidade de ler o texto do artigo que a revista inglesa "Spectator" publicou com o título "Was Winston Churchill a racist? A look at the evidence".
De facto, depois de ‘analisar’ cerca de vinte milhões de palavras da autoria do antigo primeiro-ministro britânico (‘inseridas’ em livros, artigos, discursos bem como em cartas e outros documentos privados, por assim dizer) e ainda sessenta milhões de palavras sobre Churchill em livros biográficos e de "memórias" concluiu que não.
Que não era racista.
Ora, ainda que acredite sinceramente que tal conclusão seja indiferente, aproveito para lembrar um texto que publiquei aqui no blogue em 5 de Fevereiro de 2020: "Winston Churchill e o massacre de Amritsar".
Já que os actos são bem mais elucidativos do que as palavras…
"Na Inglaterra do século XVII, o pai do primeiro duque de Marlborough – de seu nome Winston Churchill – era um crente convicto na monarquia e um apoiante férreo do legítimo governante aquando da eclosão de uma guerra civil. Ora, com a derrota do rei Carlos I, Churchill perdeu a sua casa e as suas propriedades. Quando Carlos II assumiu o trono que fora ocupado pelo seu pai decidiu dotar aqueles que lhe haviam sido leais do título de Cavaleiro e do direito de escolher e utilizar um brasão. Mas não devolveu os bens perdidos nem atribuiu qualquer montante compensatório dessa perda. Assim, o recém-nomeado "Sir" Winston Churchill escolheu para lema a expressão espanhola "Fiel Pero Desdichado" (ou, em português, "Fiel Mas Deserdado"). Tal lema foi, então, transmitido de geração em geração e assumido por aquele que viria a ser o primeiro-ministro do Reino Unido durante grande parte da II Guerra Mundial: Winston Churchill. No entanto, quem também se terá sentido deserdado – pela sorte, evidentemente – foram os milhões de indianos que morreram enquanto este era governante. De facto, o domínio político da Índia pela Inglaterra (designada, depois, como "Reino Unido") durou de 1757 até 1947. Ora, em 13 de Abril de 1919 – e numa altura em que Winston Churchill ocupava o cargo de secretário de Estado da guerra –, um chefe militar britânico ordenou aos militares que comandava que disparassem sobre uma multidão que se encontrava reunida pacificamente assassinando, desse modo, centenas de pessoas. No entanto, tal chefe militar acabou mesmo por receber, anos depois, honras de Estado no seu funeral ‘apagando-se’ assim as suas responsabilidades - e as da própria potência colonizadora e seus agentes políticos - naquele que é ainda hoje lembrado como o "massacre de Amritsar". Anos depois, já em 1943, em plena II Guerra Mundial, o estado de Bengala viu morrer cerca de três milhões de pessoas. Assassinadas pois, já que morreram de fome quando, segundo um estudo publicado no jornal Geophysical Research Letters em Fevereiro de 2019, a comida disponível na Índia foi 'exportada' para a metrópole colonizadora para auxiliar nos esforços de combate à tirania do Eixo. Ora, longe do ´titulo’ de assassino e, eventualmente, genocida, certo é que "Sir" Winston Churchill passou alguns dias de férias na ilha da Madeira – no concelho de Câmara de Lobos – no início do ano de 1950, numa altura em que não tinha ainda sido eleito primeiro-ministro pela segunda vez".
Etiquetas:
racismo,
Winston Churchill
11/01/2023
As Portas e o "Transvaal"
É em Odemira que podemos encontrar as "Portas do Transval".
Apesar de nunca lá ter ido, rapidamente compreendi que, apesar da homofonia, ‘este’ "Transval" nada tinha a ver com a antiga província da África do Sul de nome "Transvaal", precisamente.
Com efeito, ‘este’ "Transvaal" ocupava a área Nordeste do país e deveu a sua designação aos "Afrikaners" que na década de 1830 migraram para a região depois de cruzarem o rio "Vaal".
10/01/2023
Os EUA e o livre comércio
No discurso que pronunciou aquando do "Estado da União" (ou "State of the Union") em 1958, o então presidente norte-americano Dwight Eisenhower sublinhou, por exemplo, que o livre comércio era, simultaneamente, do interesse dos Estados Unidos da América (E.U.A.) e da paz mundial.
Mas se, também por exemplo, o país conseguia produzir, após o fim da Segunda Guerra Mundial, cerca de metade da quantidade de aço fabricado no mundo, 'hoje' não pois é a República Popular da China quem produz metade da quantidade de aço disponível nos mercados do mundo.
Ora, perante este 'cenário' pergunto: será que o pensamento de Eisenhower que acima reproduzi estará ainda presente nos postulados estratégicos defendidos pela "cúpula" política que dirige os Estados Unidos da América?
***********
Acabei de ‘falar’ em liberdade.
Neste ‘caso’, comercial.
Aproveito, no entanto, para reproduzir algumas das palavras que escrevi aqui no blogue no dia 4 de Julho de 2019.
Assim: "o presidente do país Thomas Woodrow Wilson (eleito pelo Partido Democrata) havia escrito as seguintes palavras no seu livro "The New Freedom" (publicado em 1913, já depois de se ter tornado no 28.º presidente dos Estados Unidos da América): "Tornámo-nos num dos governos pior governados e completamente dominados e controlados do mundo civilizado. Não mais um governo baseado na livre opinião, em convicções e no voto da maioria dos cidadãos mas, na verdade, um governo formado pelas opiniões de pequenos grupos de homens e por eles condicionado"".
Etiquetas:
estados unidos da américa,
Liberdade
09/01/2023
A Inglaterra, Portugal e a navegação mundial
Foi ainda ontem que aqui escrevi sobre a água.
Ou melhor, sobre a ausência de rios num país.
Outros países nunca tiveram, porém, esse problema: por exemplo, a empresa britânica "wessex archaeology" anunciou recentemente ter descoberto os restos de um navio entretanto datado do 'fim' do século XVI.
Ora, tal descoberta permitirá, certamente, saber mais sobre - como anuncia a empresa na sua página na "Internet" - "um período em que os portos e os navios ingleses desempenharam um importante papel no tráfego comercial".
Época em que, lembro, também os portos e os navios de bandeira portuguesa desempenharam um extraordinário 'papel' no estabelecimento da navegação e comércio globais.
Etiquetas:
Inglaterra,
navegação,
portugal
08/01/2023
Não há água em Malta
Para alguns (eu, por exemplo), "Malta" não é apenas um dos vinte e sete países membros da União Europeia.
Não.
E também não é somente o mais 'pequeno' - menos extenso... - no que à sua dimensão territorial se refere já que tem uma área de cerca de trezentos e quinze quilómetros quadrados.
Ele é, sim, um dos poucos países e territórios que, no mundo, não têm rios ou lagos de 'forma' permanente: ou seja, poderão existir rios e lagos, com efeito, mas apenas temporariamente (gerados pela chuva)...
07/01/2023
O navio e o filme
Li há dias sobre o "HMS Birkenhead".
Este era um navio inglês que em 1852, ‘carregado’ de soldados, embateu num rochedo algures na costa do país que actualmente se denomina "África do Sul".
Com efeito, após um choque com uma rocha, o afundamento pareceu-me o destino mais provável para o navio.
E foi: quase meio milhar de soldados perderam a vida por afogamento, por esmagamento ou porque foram devorados por tubarões.
Ora, não sei exactamente porquê mas após ler sobre este desfecho, lembrei-me imediatamente de uma cena do filme "JAWS" – ou "O Tubarão" (filme realizado pelo norte-americano Steven Spielberg e ‘lançado’ em 1975): a do ‘discurso’ da personagem "Quint" sobre o navio "U.S.S. Indianapolis"…
Etiquetas:
Birkenhead,
Tubarão
06/01/2023
A 'cadeia' de televisão e Gengis Khan
Não sei se o programa "Finding Your Roots" (emitido pela 'cadeia' televisiva norte-americana PBS e apresentado por Henry Louis Gates Jr.) "descende" de uma desinteressada e legítima curiosidade genealógica ou não.
O que sei, sim, é que foi há exactamente duas décadas que foi publicado um estudo de "grande envergadura" com uma base genética.
Ora, concluiu-se que, efectivamente, um em cada duzentos homens então vivos no mundo descendia directamente do guerreiro e líder mongol Gengis Khan: através de uma análise ao cromossoma Y - exclusivo do homem - de dois mil homens escolhidos aleatoriamente na região euro-asiática.
Etiquetas:
genética,
Gengis Khan,
mundo
05/01/2023
Katzenstein: da Alemanha a Portugal
Quem se depare com o nome "Katzenstein" talvez pense de imediato ‘tratar-se’ do pintor alemão Louis Katzenstein (que viveu entre 1822 e 1907 e esteve em Portugal em 1854 para pintar o retrato de D. Fernando II, então o regente do reino português).
Talvez, efectivamente.
Ou não.
Ora, actualmente, também um escritor, actor e realizador de cinema de nacionalidade portuguesa tem esse apelido: "Ferrão Katzenstein".
Etiquetas:
Ferrão Katzenstein
04/01/2023
O ministro e o chá
Foi ainda ontem que através da capa de um jornal soube da existência de um determinado ‘tipo’ de chá: no ‘caso’, o "Earl Grey".
Ora, admito que o facto de nunca ter ouvido o ‘nome’ deste chá se deva unicamente a não ser um ‘usuário’ frequente de tal bebida.
Mas quem é – ou "foi" – "Earl Grey"?
"Earl" (ou "Conde", se se preferir a tradução portuguesa) Charles Grey foi um político britânico que nasceu no século XVIII (em 1764) e faleceu já no século XIX (em 1845) e ocupou o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido entre 1830 e 1834.
03/01/2023
O fio da opressão
Escrevi, há já alguns anos, um texto a que, salvo erro, dei o título "Um mundo de muros".
Um mundo em que (quase) todos os países estavam a erguer muros - "fortalezas", se se preferir - para se 'proteger' da Imigração e da Migração, por exemplo.
Numa palavra: das "pessoas".
Ora, num momento da História da Humanidade em que a dirigente de uma instituição como o "Fundo Monetário Internacional" veio já considerar que uma parte das economias do mundo cairá na Recessão, não tenho quaisquer dúvidas de que o número de pessoas a tentar escapar da miséria e do desespero crescerá novamente.
Pelo que me parece que escrever um pouco mais sobre esses "muros" é pertinente.
Aproveito, assim, para lembrar que o "arame farpado" - um dos principais 'componentes' de tais "muros" - foi inventado nos Estados Unidos da América: foi, com efeito, no século XIX (em 1867) que surgiram as primeiras patentes.
Talvez então se não pensasse que, para além da Pecuária, o "arame farpado" pudesse ter outras "utilizações".
Talvez...
Etiquetas:
arame farpado,
opressão
02/01/2023
O centro que há muito não o é
"Cartografia. Europa pode deixar de ser o centro do mapa-múndi".
Eis o que há dias li na capa de um jornal publicado em Portugal.
Ora, o título faz referência a uma hipótese: "pode deixar".
Mas, na minha opinião, o contexto aludido – o cartográfico – é só mais uma dimensão da existência de um continente do planeta Terra.
Assim, o facto de se equacionar que um determinado continente – o europeu, no ‘caso’ – poderá deixar de ser o "centro do mapa-múndi" não é motivo de qualquer admiração: sê-lo-ia, sim, se eu pensasse que um qualquer continente pudesse arrogar-se o direito eterno de figurar no "centro do mapa-múndi" fazendo "tábua rasa" de todos os demais continentes...
Etiquetas:
cartografia,
centro,
europa
Subscrever:
Mensagens (Atom)





