20/08/2019

O ladrão de espíritos

Não foi apenas ao nível material que o colonialismo (oficial, claro) que todos conhecemos espoliou os povos e as pessoas que o sofreram.

Na verdade, o dito colonialismo foi, antes de mais, um ladrão de espíritos e da(s) identidade(s) dessas pessoas.

Ora, o governo da Jamaica veio já exigir ao britânico British Museum a devolução de um conjunto de objectos que tinham sido 'retirados' (ou roubados?) do país há centenas de anos.

Exemplo que não é, feliz e infelizmente, único.

Felizmente porque alguns dos povos - ou melhor, os seus representantes políticos - 'interessados' parecem ter começado já a adquirir uma maior e melhor consciência de si próprios e da sua História.

E infelizmente porque tais exigências provam aquilo que escrevi há algumas linhas atrás: que o colonialismo foi, sobretudo, um ladrão de espíritos e de identidades.

Por tudo isto, apoio esta pretensão.

E todas as que se seguirem.


 
Post scriptum:

O Castelo de Powis, em Gales, no Reino Unido, está cheio de artefactos roubados na Índia pela inglesa Companhia das Índias Orientais.

Na verdade, mais do que aqueles que integram o espólio do Museu Nacional do país (em Nova Deli) ...

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