19/08/2019

O compêndio do mundo

Viviam em Maio de 2003, de acordo com a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, cerca de 4.8 milhões de portugueses e indivíduos de origem portuguesa em todo o mundo.
E, segundo dados compilados pelo Observatório da Emigração (disponíveis em Setembro de 2009), esses milhões de pessoas dispersavam-se por cento e quarenta dos então cento e noventa países do mundo.
Ora, poucos anos mais tarde residiam em Portugal representantes, por assim dizer, de mais de cento e setenta nacionalidades (falando cerca de cem idiomas).
Assim, embora seja, talvez, possível encontrar uma ‘concentração’ maior desta diversidade cultural na zona de Lisboa, ela verifica-se em todo o país.
E ainda bem.
Seja como for, estou a lembrar-me das palavras de um poema do poeta português André Falcão de Resende (1527-1599) ‘composto’ num contexto político, social, cultural e económico muito diferente do de hoje: "É Lisboa um mar profundo; de vária navegação; É um compêndio do mundo; aonde tudo acharão; Ásia, África, Europa".

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