09/01/2020

O "pai da Europa"

Depois de três décadas de guerra, Carlos Magno conseguiu alargar bastante as fronteiras do reino franco incorporando na Europa cristã zonas ainda consideradas bárbaras bem como territórios até então governados pelos Muçulmanos.

Coroado imperador pelo Papa, em Roma, no dia de Natal do ano 800, Carlos Magno – que acabaria por reinar quarenta e cinco anos – foi ‘cabeça’ de um império com uma dimensão territorial muito inferior à atingida pelo Império Romano e sem a vertente marítima deste: o Império Carolíngio era um império continental e o seu eixo de poder estava agora no Norte da Europa.

Ainda assim, não foi por acaso que o lema de Carlos Magno foi "Per me Reges regnant" ("só Através de mim os Reis mandam", em português).

Por muitos considerado, por isso mesmo, o "pai da Europa", foi decidido criar, muitos séculos depois da sua morte, em 1950, o "Prémio Carlos Magno" para distinguir personalidades que tivessem contribuído para fortalecer a unidade e a coesão do continente europeu.

Ora, António Guterres, o português secretário-geral da Organização das Nações Unidas (a ONU) tornou-se, em 2019, o primeiro português a receber tal distinção.

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