05/06/2019

Vasco da Gama: passado e presente

Não é ao jardim Vasco da Gama, em Lisboa, que, agora, me refiro.

Refiro-me, isso sim, a um navio: "Numa economia cada vez mais global, este gigantesco navio tem a capacidade de transportar quase 200 mil toneladas de bens de consumo entre mercados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia" perfazendo 11 países.

De facto, o navio a que a citação se refere é o CMA CGM Vasco de Gama (construído em instalações pertencentes ao estaleiro chinês Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding) que integra a frota de porta-contentores da companhia francesa CMA CGM e se tornou no primeiro "mega" navio porta-contentores a ser construído na China.

De facto – e numa altura em que cerca de 90% do comércio realizado mundialmente é assegurado por via marítima* –, o navio CMA CGM Vasco de Gama consegue, com os seus 399 metros de comprimento e 54 metros de ‘boca’, transportar 18 mil TEU (um TEU é uma unidade padrão de comprimento dos contentores que corresponde a um contentor com 20 pés/6 metros de comprimento).

Assim, se se pudessem alinhar todos esses milhares de contentores, verificar-se-ia uma espécie de linha com mais de cem quilómetros de extensão.

O colosso dos mares CMA CGM Vasco da Gama deve o seu nome ao explorador português dos séculos XV (e XVI) que descobriu o caminho marítimo para a Índia navegando por África e contornando o Cabo da Boa Esperança [Vasco da Gama partiu de Lisboa no início de Julho de 1497 e alcançou terra indiana em Maio de 1498]".

Tratou-se, pois, de uma muito oportuna e excelente homenagem ao grande navegador português!



* A grandeza da importância dos navios para o comércio mundial é equivalente à grandeza destes no nível de poluição da Terra pois tendem a consumir combustíveis de muito baixa qualidade, por assim dizer...

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