Ora, desde então que nunca mais o "mundo" das conspirações foi o mesmo...
30/04/2020
Illuminati
Ao "cair" da noite no dia 1 de Maio de 1776 foi criada, numa floresta da Baviera (na Alemanha), a ordem (secreta) Illuminati.
Ora, desde então que nunca mais o "mundo" das conspirações foi o mesmo...
Ora, desde então que nunca mais o "mundo" das conspirações foi o mesmo...
29/04/2020
Tempo de enganos
"Podeis
enganar toda a gente durante um certo período de tempo; podeis mesmo
enganar algumas pessoas durante todo o tempo; mas não vos será
possível enganar sempre toda a gente".
Abraham Lincoln (1809-1865),
político norte-americano
28/04/2020
Os culpados de sempre?
O
escritor turco Orhan Pamuk escreveu um texto de opinião que a edição
digital do jornal norte-americano The
New York Times
publicou no passado dia 23 de Abril (de
2020) com o título "What the Great
Pandemic Novels Teach Us".
Já
galardoado com o prémio Nobel, o literato está actualmente a
trabalhar num romance que tem como "pano de fundo" uma epidemia.
Ora,
a ‘construção’ daquele tem-no obrigado a pesquisar o que se
escreveu no passado a propósito sobre "pragas".
Percebeu,
assim, que aquelas foram (quase) sempre percepcionadas como tendo uma
‘origem’ oriental ou em grupos minoritários (étnicos, por
exemplo): de facto, escreveu nesse texto que o imperador romano Marco
Aurélio culpou os Cristãos que viviam no Império pela "praga de
Antonino" (praga de varíola) uma vez que não aclamavam as
divindades romanas.
E
em pragas posteriores foram os Judeus: acusados de envenenarem os
poços no Império Otomano e na chamada Europa Cristã, estes foram
culpados de promoverem o ‘nascimento’ de doenças.
Ou
seja, será que a 'identidade' das vítimas que pudessem servir perfeitamente
como bodes expiatórios para a existência de epidemias é hoje muito diferente da que era há
centenas ou milhares de anos?
27/04/2020
Guernica e Magalhães
Foi exactamente no dia 26 de
Abril de 1937 que, no decurso da Guerra Civil de Espanha,a Legião
Condor (divisão da Força Aérea alemã), apoiando a facção
nacionalista, pulverizou a cidade basca Guernica.
Ora,
este bombardeamento ficou para sempre imortalizado no quadro pintado
por Pablo Picasso, Guernica.
***
Também
a 26 de Abril mas do ano 1521 foi o navegador Fernão de Magalhães
morto durante uma luta com habitantes da ilha Mactan, nas actuais
Filipinas.
25/04/2020
Antes e depois de Abril (parte 2)
Porque passam hoje 46 anos do dia 25 de Abril de 1974, opto por recordar um texto que escrevi há dois anos por esta mesma altura: "Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974.
Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento "Revolução dos Cravos" pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’.
Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a "Revolução do Jasmim"…
Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso ("Zeca Afonso") e o fiscalista e sócio da "Espanha e Associados" João Espanha.
"O 25 de Abril não foi feito para aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens. Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje".
"Zeca Afonso" em 1984, nas comemorações dos dez anos do "25 de Abril"
"Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco]".
João Espanha no "Jornal de Negócios" em 12 de Abril de 2018
Acrescento, todavia, uma frase escrita pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel que me parece exemplar para descrever o que, em minha opinião, se tem vindo a passar na História (de Portugal e não só): "Os povos que perdem a liberdade pela força, pela força haverão de reconquistá-la. Mas os que perdem a liberdade por descuido, estes demorarão muito a voltar a ser livres".
24/04/2020
Morte e impostos
"Nada
de absolutamente certo existe neste mundo para além da morte e dos
impostos".
Benjamin Franklin (1706-1790),
político norte-americano
23/04/2020
Lenine
Se Adolf Hitler marcou, enquanto actor político, a Europa - e o Mundo - no século XX no espectro da chamada Direita, uma outra personalidade, oriunda do panorama político e ideológico oposto - a Esquerda -, marcou também a Europa e o Mundo ainda no século XX: Vladimir Ilich Ulyanov (nascido no dia 22 de Abril de 1870).
Ou, simplesmente, Lenine.
Poderá o Ser Humano alguma vez esquecer o trágico legado de ambos?
Ou, simplesmente, Lenine.
Poderá o Ser Humano alguma vez esquecer o trágico legado de ambos?
22/04/2020
Um massacre lisboeta
Ainda ontem aqui deixei algumas palavras sobre os judeus portugueses e de como Portugal optou por lidar com muitos deles: através da expulsão.
Escolho, no entanto, invocar um outro 'episódio' que revelou uma intolerância ainda maior e mais 'profunda' - muito "próxima" da verificada nos pogroms sofridos pelos Judeus ao longo da história.
De facto, como escreveram Susana Bastos Mateus e Paulo Mendes Pinto no prólogo do livro "Lisboa, 19 de Abril de 1506 - O massacre dos judeus" (que a Alêtheia Editores publicou em 2007), "Nesta data, em Lisboa, a actual capital de Portugal, foram brutalmente chacinados vários milhares de pessoas pelo simples facto de serem, ou terem sido, judeus (tornados cristãos-novos a grande parte deles possivelmente contra a sua vontade).
No decorrer de uma situação onde os ânimos se exaltaram, exacerbando medos, receios e construindo expiações, a crítica, um reparo a um milagre que estava a ser profundamente vivenciado foi o mote para que, em espaços que ainda hoje existem e reconhecemos, lisboetas como nós tenham irrompido pelas ruas da antiga judiaria e tenham matado quem encontravam".
Escolho, no entanto, invocar um outro 'episódio' que revelou uma intolerância ainda maior e mais 'profunda' - muito "próxima" da verificada nos pogroms sofridos pelos Judeus ao longo da história.
De facto, como escreveram Susana Bastos Mateus e Paulo Mendes Pinto no prólogo do livro "Lisboa, 19 de Abril de 1506 - O massacre dos judeus" (que a Alêtheia Editores publicou em 2007), "Nesta data, em Lisboa, a actual capital de Portugal, foram brutalmente chacinados vários milhares de pessoas pelo simples facto de serem, ou terem sido, judeus (tornados cristãos-novos a grande parte deles possivelmente contra a sua vontade).
No decorrer de uma situação onde os ânimos se exaltaram, exacerbando medos, receios e construindo expiações, a crítica, um reparo a um milagre que estava a ser profundamente vivenciado foi o mote para que, em espaços que ainda hoje existem e reconhecemos, lisboetas como nós tenham irrompido pelas ruas da antiga judiaria e tenham matado quem encontravam".
21/04/2020
Sefardita
Aqui escrevi há dias sobre o facto do inglês David Ricardo ter uma origem étnica sefardita.
Mas o que significa ser-se sefardita?
Significa que se é descendente dos Judeus que viveram em Espanha e em Portugal desde, sensivelmente, as últimas centúrias do Império Romano até à sua perseguição e expulsão nos últimos anos do século XV.
Mas o que significa ser-se sefardita?
Significa que se é descendente dos Judeus que viveram em Espanha e em Portugal desde, sensivelmente, as últimas centúrias do Império Romano até à sua perseguição e expulsão nos últimos anos do século XV.
20/04/2020
Um poço de trevas
Quer
privilegiasse
uma dimensão histórica, quer uma dimensão ‘rigorosamente’
científica, as
(breves) linhas que agora deixo nada acrescentariam
sobre o percurso de vida de uma personalidade que marcou a história
da Europa.
Na
verdade, existia, por assim dizer, uma Europa até esta pessoa
emergir politicamente e uma outra Europa depois de, fisicamente, "sair de cena".
Europa
e, acrescento, mundo.
Efectivamente,
a ‘marca’ que deixou numa e no outro foi tragicamente negativa
pois serviu-se do Bem para consolidar e ampliar o Mal.
Essa
pessoa – "ele" – e, claro, os lacaios de quem se conseguiu
rodear.
Desde
a passagem de todos eles pela Terra que – como já aqui escrevi uma
e outra vez ainda que talvez utilizando outras palavras – sabemos
aquilo que o Homem é capaz de fazer ao seu semelhante.
Adolf
Hitler nasceu no dia 20 de Abril de 1889.
![]() |
| Adolf Hitler. |
18/04/2020
David Ricardo e "laissez faire"
No exacto dia em que se
assinalam duzentos e quarenta e oito anos do nascimento do economista
inglês de origem sefardita David Ricardo aventuro-me a escrever
sobre Economia.
Efectivamente,
nem a Portugal nem a nenhum outro país do continente europeu tinham
chegado "inovações" da ciência económica em meados do século
XVIII.
De
facto, naqueles vigorava ainda o Antigo Regime socio-económico, por
assim dizer: o senhorialismo na terra e o mercantilismo
no comércio e na indústria.
Mas
não demorou muito, no entanto, para se começarem a fazer sentir
críticas ao ‘velho sistema’.
Alguns
economistas começaram, pois, a propor a adopção de uma nova
abordagem: a fisiocrática.
Esta
advogava uma valorização das actividades agrícolas em detrimento
do comércio e, de certo modo, da indústria.
Na
verdade, o fisiocratismo sustentava que o comércio nada
produzia uma vez que apenas se limitava a trocar alguns bens por
outros e que a indústria se limitava a transformá-los sendo que
somente a agricultura conseguia exactamente produzir bens.
Adoptando
o lema "Laissez faire, laissez passer" (em português, "Deixai
produzir, deixai circular"), a teoria fisiocrata defendia que ao
Estado competiria, sobretudo, promover e garantir a liberdade
económica.
17/04/2020
Fracasso na "Baía dos Porcos"
Centenas de dissidentes cubanos ‘apoiados’ (treinados…) pelas autoridades dos Estados Unidos da América, tentaram, no dia 17 de Abril de 1961, “derrubar” o líder do país, Fidel Castro, na "Baía dos Porcos".
Essa tentativa falhou.
16/04/2020
Chaplin e a película "desumana"
Talvez
um crítico de cinema não o fizesse mas eu acho que "Tempos
Modernos" está entre os melhores filmes da
história do cinema.
E
porquê?
Porque,
em minha opinião, teve o mérito de, numa
época "precoce" do cinema,
aliar ao carácter lúdico da
actuação dos actores numa narrativa específica a
introdução
à necessidade do espectador reflectir. Reflectir
sobre
a organização social e económica na sociedade moderna de então (o
filme foi ‘lançado’ em 1936).
E
foi
exactamente essa proposta de reflexão que aceitei quando, há já
alguns anos, o vi pela primeira vez.
De
facto, tendo "Tempos Modernos" sido projectado em meados da década de 1930 –
e realizado, produzido e protagonizado por um homem nascido em 1889
(em 16 de Abril desse ano…), Charles
Chaplin –, a visão por ele proposta era, creio, esta: Tecnologia "versus" Humanidade.
No
fundo, a Tecnologia como "agente" desumanizador.
No
entanto, passados quase cem anos da acção do filme, a Tecnologia é,
em muitíssimos contextos da vida humana, imprescindível.
Ainda
que, julgo também, outras questões porventura de cariz mais
filosófico, por assim dizer, continuem à espera de respostas.
15/04/2020
Abraham Lincoln
Assinalam-se
hoje cento e cinquenta e cinco anos da morte do décimo sexto
presidente dos Estados Unidos da América – Abraham Lincoln –
após ter sido alvejado, na véspera, por John Wilkes Booth em plena
sala de teatro na cidade de Washington, D. C..
Lembro
somente que este assassinato foi concretizado já depois do fim
efectivo da Guerra Civil Americana e do "papel" de Lincoln na
emancipação dos escravos existentes no país.
Aproveito,
assim, para citá-lo e, assim (desculpe-se-me a repetição),
homenageá-lo:
"A
melhor forma de prever o futuro é sermos nós mesmos a criá-lo".
14/04/2020
Garcia de Orta
Perdoe-se-me que me detenha, ainda que muito
sucintamente, na ortografia de
um nome: Garcia
de Orta.
Há muito tempo que tenho vindo a ler e a ouvir (abstenho-me de indicar fontes)
uma
deturpação que, em minha opinião, embora não parecendo ser grave, é.
Porque
revela, desde logo, um desconhecimento do nome de
alguém que foi importante
na História de Portugal e, depois, uma
falta
de rigor (para não dizer respeito…)
para
com a sua memória.
Ora,
o nome do médico português nascido no início do século XVI e que
passou trinta anos da sua vida na Índia era Garcia
de Orta e
não Garcia
da Orta.
13/04/2020
Espaço II
Se, há meses, aqui fiz referência ao facto de Valentina Tereshkova se ter tornado, em Junho de 1963, na primeira mulher a fazer a viagem para o Espaço (a bordo da nave espacial Vostok VI), "ao serviço" da então União Soviética, parece-me de elementar justiça que, também aqui, faça referência ao primeiro homem a realizar uma viagem espacial: Yuri Gagarin.
Foi exactamente há cinquenta e nove anos, algures no (vastíssimo...) território da União Soviética, que tal se verificou. 12 de Abril de 1961.
Foi exactamente há cinquenta e nove anos, algures no (vastíssimo...) território da União Soviética, que tal se verificou. 12 de Abril de 1961.
11/04/2020
A diplomacia
Quem,
como eu, procura ‘acompanhar’ (lendo e ouvindo, sobretudo) a
geopolítica do mundo, depara-se – muitas vezes, seguramente –
com o
conceito diplomacia.
E mais: o quão esta é importante para,
também, reduzir (ou impedir) o "Choque de Civilizações"
proposto por Samuel
Huntington.
Ora,
creio que a definição de diplomacia
subscrita pelo
jornalista britânico David Frost (1939-2013) pode ajudar: "Diplomacia,
substantivo. Arte de deixar alguém fazer o que tu queres".
09/04/2020
"La Lys" e a III Guerra Mundial
Passam hoje cento e dois anos de um dos mais tristes acontecimentos da existência do Exército português.
Aquele em que milhares de soldados lusos integrando as fileiras do Corpo Expedicionário Português perderam as suas vidas às mãos de uma ofensiva alemã no 'contexto' da I Guerra Mundial.
"Triste" por dois motivos.
O primeiro: a perda de vidas.
O segundo (que decorre do primeiro): a II Guerra Mundial veio demonstrar que nada se aprendeu após o sangue derramado (por parte dos soldados portugueses e de soldados de tantas nacionalidades) e, portanto, a sua vida foi perdida em vão.
E, aproveito, pergunto: estarei prestes a invocar um terceiro motivo, quase igual ao acabado de escrever?
É que os 'sinais', aparentemente diferentes, que deram origem à I e à II guerras mundiais parecem "estar todos cá"...
Aquele em que milhares de soldados lusos integrando as fileiras do Corpo Expedicionário Português perderam as suas vidas às mãos de uma ofensiva alemã no 'contexto' da I Guerra Mundial.
"Triste" por dois motivos.
O primeiro: a perda de vidas.
O segundo (que decorre do primeiro): a II Guerra Mundial veio demonstrar que nada se aprendeu após o sangue derramado (por parte dos soldados portugueses e de soldados de tantas nacionalidades) e, portanto, a sua vida foi perdida em vão.
E, aproveito, pergunto: estarei prestes a invocar um terceiro motivo, quase igual ao acabado de escrever?
É que os 'sinais', aparentemente diferentes, que deram origem à I e à II guerras mundiais parecem "estar todos cá"...
08/04/2020
Londres
Mantenho-me
em terras de Sua Majestade.
Se,
um dia, tivesse a oportunidade (e o privilégio) de poder visitar
Londres, não quereria deixar de visitar dois ‘sítios’ (entre
muitos outros, claro): um é o “Speaker’s Corner” (no
“HidePark”) e o outro o
museu de cera
“Madame Tussaud”.
Assim,
se no primeiro poderia ser um orador sem nutrir receio de poder ser
perseguido por um qualquer delito
de opinião,
poderia, no museu, imaginar-me noutro tempo e noutro espaço*, por
assim dizer.
Na
verdade, a ‘fundadora’ do museu “Madame Tussaud” nasceu com o
nome Marie Grosholtz e só o casamento lhe daria o apelido Tussaud.
Em
1761, em França.
Foi,
no entanto, na Suíça, onde a mãe trabalhava em casa de um
anatomista e modelador de cera, que desenvolveu a sua personalidade.
Ora,
quando aquele decidiu estabelecer-se em Paris como “criador” de
cera, Marie seguiu-o e às suas ‘pisadas’ artísticas.
Mas,
apanhados na turbulência da Revolução Francesa, tiveram de limitar
a imaginação da sua arte e fazer bustos de algumas das suas
vítimas.
Já
casada, conseguiu optar por um novo caminho: inicialmente sozinha e, depois,
com a colaboração dos filhos, decidiu expor os seus trabalhos, de
forma itinerante, em Inglaterra, sendo
que apenas depois do estrondoso sucesso obtido se fixaram em Londres.
Apesar
de ter falecido em Abril de 1850 – há exactamente cento e setenta
anos –, o seu legado mantém-se.
*
Aproveito
para lembrar que existem, em todo o mundo, mais de vinte museus
“Madame Tussaud”.
07/04/2020
O Dia Mundial da Saúde
Assinala-se
hoje o Dia Mundial da Saúde.
Ocasião perfeita para fazer duas citações:
"Muito antes destas descobertas científicas [feitas, sobretudo, a partir do século XVIII] pensava-se que as doenças eram causadas pelos deuses que as criavam para castigar os humanos quando estes se portavam mal!
Mais tarde, a mitologia greco-romana criou um deus dedicado à medicina e à cura para proteger os humanos".
Fonte: Museu da Saúde
Hipócrates (nascido no ano 460 antes do suposto nascimento de
Jesus Cristo e falecido em 370 antes do mesmo) é hoje considerado o
pai da medicina moderna.
Disse, entre muitas outras coisas, o seguinte: "Todas as doenças têm origem nas entranhas".
Estaria errado?
Ocasião perfeita para fazer duas citações:
"Muito antes destas descobertas científicas [feitas, sobretudo, a partir do século XVIII] pensava-se que as doenças eram causadas pelos deuses que as criavam para castigar os humanos quando estes se portavam mal!
Mais tarde, a mitologia greco-romana criou um deus dedicado à medicina e à cura para proteger os humanos".
Fonte: Museu da Saúde
***
Disse, entre muitas outras coisas, o seguinte: "Todas as doenças têm origem nas entranhas".
Estaria errado?
06/04/2020
Vítimas atómicas
Assinalaram-se ontem sessenta e nove anos da
condenação judicial do casal norte-americano Julius e Ethel
Rosenberg à morte por ter ‘passado’ à União Soviética
informações secretas acerca da ‘máquina’ atómica dos Estados
Unidos da América (EUA).
Foi, efectivamente, no dia 5 de Abril de 1951
que ambos foram sentenciados.
No entanto, só cerca de dois anos mais tarde –
perante a recusa do presidente Dwight Eisenhower em assinar uma ordem
de perdão: "Posso apenas dizer que em virtude de ter aumentado
exponencialmente a hipótese da ocorrência de um conflito nuclear, o
casal Rosenberg poderá ter sido o carrasco de milhões de inocentes
em todo o mundo. Se, na verdade, é indesmentível a gravidade de se
executarem dois seres humanos, mais grave ainda é o facto de milhões
de pessoas poderem perder a vida em resultado do que estes dois
espiões fizeram" – os Rosenberg foram executados tornando-se,
desse modo, nos primeiros civis norte-americanos a serem, em "tempo
de paz", mortos por tal crime.
Ora, lamento profundamente que o também
presidente norte-americano Harry Truman não se tenha ele próprio
‘lembrado’ dos "milhões de inocentes em todo o mundo" que,
em 1945, por exemplo, poderiam ser vítimas do ‘génio’ atómico
dos EUA...
04/04/2020
O perigo da apatia
"A
tirania de um príncipe numa oligarquia não é tão perigosa para o
bem-estar geral como a apatia de um cidadão numa democracia".
Charles de
Montesquieu (1689-1755), filósofo político francês
03/04/2020
A televisão
Num momento em que mais de três mil milhões de pessoas são obrigadas a permanecer em casa, parece-me oportuno lembrar algumas 'definições' de Televisão:
"A televisão não é a Verdade. A televisão é um maldito parque de diversões. A televisão é um circo, um corso carnavalesco, um conjunto de acrobatas, de contadores de histórias, de dançarinos, de cantores, de malabaristas, de "aberrações", de domadores de leões e de jogadores de futebol.
"A televisão não é a Verdade. A televisão é um maldito parque de diversões. A televisão é um circo, um corso carnavalesco, um conjunto de acrobatas, de contadores de histórias, de dançarinos, de cantores, de malabaristas, de "aberrações", de domadores de leões e de jogadores de futebol.
Nós
representamos o negócio do "anti-tédio".
(...)
Dizemos-lhe
o que quer que queira ouvir. ‘Negociamos’ em ilusões. Nada é
verdadeiro. Mas a audiência senta-se aqui, dia após dia e noite
após noite, de todas as idades, cores, credos. Nós somos tudo o que
conhece. Começa, de facto, a acreditar nas ilusões que criamos
aqui. Começa mesmo a acreditar que a televisão é a realidade e a
sua própria vida é que é a ficção. Faz o que a televisão lhe
diz para fazer: veste-se como vê na televisão, come como vê na
televisão, cria os filhos como vê na televisão e, até, pensa como
a televisão lhe ‘diz’ para pensar. Ora, isto é loucura em
massa, seus loucos. Em nome de Deus, vocês são a realidade. Nós é
que somos a fantasia".
Fonte:
Howard Beale (personagem interpretada pelo actor Peter Finch) no
filme "Network" (de 1976); Tradução própria a partir da língua
inglesa.
***
"Sou
uma caixa, sou um écrã
Sou
pesadelo, sou sonho
Sou a
janela sob a tua terra
Então,
liga-me, vem pegar na minha mão
Não
me provoques
Ofereço-te
escândalo, ofereço-te violência
Um
perigo para a tua saúde
Dou a
visão de como a vida deveria ser
Escolho
os teu heróis
Segue-me
Segue-me"
Fonte:
Tema musical "The box" da banda "Annihilator" (do álbum "King of the Kill" de 1994); Tradução própria a partir da
língua inglesa.
02/04/2020
Independência e grindadráp
Não existem, em todo o mundo, mais do que dois
países cujos calendários oficiais assinalem um Dia da
Independência – ou Dia Nacional: o Reino Unido e a
Dinamarca*.
* A página oficial da Dinamarca na "Internet"
(em língua inglesa, originalmente) refere o seguinte: "Outrora
fomos os brutais Vikings. Mas somos, actualmente, uma das sociedades
mais pacíficas do mundo".
Ora, ocorre-me perguntar a mim mesmo até que
ponto é possível ‘conciliar’ a expressão "uma das sociedades
mais pacíficas do mundo" com o assassinato anual de dezenas (ou
mais) baleias-piloto algures nas Ilhas Feroé – que integram, por assim dizer, a
Dinamarca?
01/04/2020
O Museu Vasa
Mantenho-me como visitante (ainda que, por
vezes, apenas virtual) dos museus.
O Vasa Museet localiza-se em Estocolmo,
na Suécia, e é, actualmente, o espaço museológico mais visitado
em toda a região escandinava*.
Ora, a razão por que o é deve-se
exclusivamente ao facto de ‘acolher’ o navio Vasa: este
navio de guerra foi mandado construir pelo rei Gustavo II Adolfo (no
século XVII) e estava, à época, equipado com a mais moderna
‘tecnologia’ (isto é, armamento) disponível no mundo.
Escrevi, há pouco, que este museu acolhe o "navio Vasa" já que não é uma réplica. É o original,
por assim dizer.
Porque apesar de estar sepultado há mais de três
séculos na baía que banha a capital sueca – essa verdadeira "máquina de guerra flutuante" não navegou mais do que breves
minutos –, o mar Báltico, menos inclemente do que outras águas
(menos teor de sal) poupou grande parte da madeira do navio (quase a
totalidade, na verdade…).
* Recordo que a Escandinávia é uma
região situada no Norte do continente europeu e que compreende três
países: Suécia, Noruega e Dinamarca.

