Pela segunda vez no espaço temporal de cinco anos a redução dos
preços do petróleo nos mercados financeiros internacionais 'sugeriu' aos
produtores membros da
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (a
OPEP) a conclusão de que seria necessário baixar a quantidade
disponível de "ouro negro" nesses mesmos mercados mundiais para garantir
uma espécie de estabilização dos preços em questão.
Resultado: menos 1,2 milhões de barris de petróleo para o mundo, por assim dizer, consumir todos os dias.
Para além daqueles que também foram, entretanto, 'cortados' por países não-membros da OPEP (como a Rússia, por exemplo).
De
qualquer modo, segundo dados disponibilizados pela agência
norte-americana de Administração de Informação de Energia, a China
tornou-se, em 2017, o maior importador mundial de petróleo com 8,4
milhões de barris diários 'ultrapassando' os Estados Unidos da América
que, nesse ano, consumiram, todos os dias, 7,9 milhões de barris de
petróleo.
Ou seja, apenas dois países importaram (ou melhor, consumiram), num ano, mais de 16 milhões de barris de petróleo diariamente.
Ora,
se se pensar que a capacidade de um barril é de cerca de cento e
cinquenta litros, 16 milhões de barris correspondem a 2400 milhões de
litros de petróleo gastos a cada dia por estes dois países.
Mas há mais países...
Tais
dados permitirão, assim, creio, ensaiar duas conclusões imediatas: a
primeira é a de que quaisquer mudanças de hábitos de consumo e, enfim,
de vida dos seres humanos, serão sempre extremamente difíceis de
introduzir e a segunda é a de que esta introdução será sempre muito
lenta.
Infelizmente.
***
Há
precisamente vinte anos – em 24 de Março de 1999 –, aviões
pertencentes à Organização do Tratado do Atlântico Norte
(a OTAN, em língua portuguesa, e a NATO, em língua inglesa)
começaram a bombardear a capital da Sérvia, Belgrado, argumentando
com a situação então vivida pelo Kosovo. Em consequência, terão
morrido duas mil e quinhentas pessoas.