Quando, no ‘final’ do século XVIII, os Europeus chegaram à
actualmente designada Austrália, os autóctones – os
Aborígenes – já a habitavam há cerca de quarenta mil anos.
Mas,
a partir desse momento, os métodos utilizados pelos colonos ingleses
para ‘interagirem’ com os habitantes nativos da terra recém
descoberta foram "mais ou menos os mesmos" que utilizaram e
utilizavam na América do Norte: extermínio e espoliação das
terras ancestrais.
Ora,
os séculos passaram mas os métodos não mudaram. Muito, pelo menos.
Apenas na aparência.
Na
verdade, no passado mês de Maio (de 2020), uma das ‘maiores’
empresas de mineração no mundo destruiu, sem apelo nem agravo
(apesar da ‘forte’ oposição aborígene), dois locais que os
referidos Aborígenes ‘viam’ como sagrados (e
que eram, efectivamente, dois dos sítios mais antigos e ‘ricos’
nas dimensões histórica e arqueológica do país continente).
Valor
patrimonial, cultural e imaterial?
Sagrado
para alguns só mesmo o dinheiro...