Talvez não seja assim tão
difícil qualificar a artista peruana Daniela Ortiz com uma das
palavras que compõem o lema do seu país: "Firme y feliz por la
Unión" ("Firme e feliz pela União", em português).
A
palavra firme, claro.
Ora,
a exposição "O ABC da Europa Racista" que esteve patente, já
em 2019, na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em
Almada, foi assim descrita por uma espécie de folheto explicativo:
"A
obra de Daniela Ortiz (Perú, 1985) debruça-se sobre a continuada
presença na estrutura da sociedade contemporânea (especialmente na
europeia) de um sistema colonialista sobre as políticas racistas e
de controlo migratório no espaço europeu.
Ortiz
apresenta-se como uma voz radical que critica abertamente a dimensão
histórica e contemporânea do racismo e do colonialismo, e que usa o
espaço do museu como lugar para desvendar, tornar visível e
condenar um sistema que perpetua estas duas realidades".
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