02/05/2020

COVID-19, Vietname, crise e isolamento

De acordo com informações disponibilizadas pela universidade norte-americana Johns Hopkins já faleceram, até ao momento, mais de sessenta mil pessoas vitimadas pela COVID-19 nos Estados Unidos da América.

Ora, cerca de cinquenta e oito mil e duzentos militares e civis norte-americanos perderam a vida na guerra do Vietname.

Recordo que a actual pandemia apenas começou a atingir o território do país há algumas semanas enquanto que a guerra a Oriente durou dezasseis anos (de 1959 a 1975).



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Numa entrevista hoje publicada digitalmente pelo jornal francês Le Monde, o historiador da economia e professor da universidade norte-americana de Columbia Adam Tooze observou que nunca a Humanidade esteve sujeita a uma tão grande crise com muitos países praticamente ‘parados’.



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Num momento em que está prestes a terminar o estado de emergência em Portugal durante o qual muitos foram obrigados a permanecer em casa, pergunto: se, para esses (em que me incluo), foi difícil "ultrapassar" este período de obrigatoriedade de confinamento, não terá sido, para muitos outros – os "deficientes físicos", os "doentes de risco" ou os "hikikomori" japoneses, por exemplo – uma "fase" de obrigatoriedade semelhante àquela que têm que viver sempre?

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