Existe em França o "Musée national de l’histoire de l’immigration".
Desde 2007, aliás.
Ora, há ‘perto’ de duas décadas que um dos maiores países da Europa – em termos de extensão territorial – e com um "passado histórico" profundamente ‘envolvido’ no fenómeno colonial, decidiu ser tempo de ‘olhar’ para a imigração.
No ‘fundo’, para todos os que, com maior ou menor agrado, imigraram para França e aí construiram parcial ou totalmente as suas vidas.
Com maior ou menor dificuldade…
Já em Portugal, apesar deste país ter também um "passado histórico" profundamente ‘envolvido’ no fenómeno colonial e lidar – muitas vezes, mal – todos os dias com a imigração, não existe qualquer espaço museológico a ela dedicado.
Um espaço que pudesse acolher a reflexão, a diversidade e a liberdade.
Ou seja, o Outro e a sua dignidade.
Que pena.
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