Quase cento e vinte mil pessoas (entre mulheres, homens e crianças) foram, durante a II Guerra Mundial e em território norte-americano, colocadas em "campos de detenção" (ou melhor, "campos de concentração"...) apenas pelo facto das suas "raízes" étnicas serem, então, politicamente incorrectas: eram, sobretudo, nipo-americanos.
Ou seja, cidadãos (muitos nascidos nos Estados Unidos da América) de origem japonesa que, através de um decreto presidencial - o "9066" -, foram considerados culpados do ataque japonês a Pearl Harbor.
Mas, passadas oito décadas, não penso que os "direitos humanos" actualmente tão invocados pelos dirigentes políticos dos Estados Unidos da América em relação a outros actores políticos estrangeiros tenham sido a 'maior' preocupação aquando desta detenção.
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