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05/11/2022

O papel, a eminência e os cordéis

Estou absolutamente convencido de que o ex-director do jornal "Expresso" Henrique Monteiro não me iria 'condenar' por não ter lido o seu romance "Papel pardo" já que foi exactamente isso que, até agora, pelo menos, aconteceu. Mas, assim que encontrei esse título - "Papel pardo" -, lembrei-me imediatamente da expressão "eminência parda". "Eminência parda", descobri, significa "aquele que, oculta e secretamente, influencia quem detém poderes de mando, sem se dar a conhecer" ["Ciberdúvidas da Língua Portuguesa"]. Ou seja, aquela/aquele que "puxa os cordéis"... Como li também, "Supõe-se que o primeiro indivíduo conhecido por tal designação foi o frade capuchinho francês, Père Joseph, em vida secular, François Leclerc de Tremolay, que viveu entre 1577 e 1638 e foi o principal conselheiro do Cardeal Richelieu, sem nunca ter tido funções na corte" ["Dicionário das Origens das Frases Feitas"].