02/07/2019

A Torre de Penegate

Eis as palavras que podem ser lidas junto à Torre de Penegate que se ‘localiza’ em Vila Verde, Braga:


"A Torre de Penegate foi erguida no século XIV para serventia de Mem Rodrigues de Vasconcelos, alcaide-mor do Castelo de Guimarães, com licença régia especial de D. Dinis. É um belo exemplar de casa-torre medieval, com boa estrutura defensiva e localização privilegiada. Pensa-se, contudo, que a atual Torre foi edificada sobre uma primitiva, do século XI, residência de D. Egas Pais de Penegate, valido do Conde D. Henrique de Borgonha".


A Torre de Penegate.


01/07/2019

"Pão e Circo"

Quem quer que actualmente visite a cidade italiana de Roma deparar-se-á, não raramente, com a sigla SPQR.

O que talvez não saiba é que tal sigla significa "Senatus Populusque Romanus" (ou, em português, "O Senado E O Povo Romano").

E que tal lema estava inscrito nos estandartes das legiões romanas uma vez que era a designação oficial do Império Romano.

Ora, talvez também não viva alguém no actual 'mundo ocidental' que duvide seriamente da importância de Roma e do Império Romano no 'nascimento' daquele.

Nem que pense que a 'marca' Romana só aqui esteja hoje presente sob a forma de vestígios ou fragmentos arqueológicos.

Mas quão de facto eram importantes o Senado Romano e o Povo Romano?

Escreveu Cássio de Aertium na sua "Primeira Carta a Donácio" o seguinte:






"Escrevo-te de África, para onde o nosso imperador Trajano me enviou, a fim de organizar a captura das feras. É preciso manter distraídos os inúmeros desempregados de Roma para evitar desordens e revoltas, mesmo que todos estes animais nos custem muito caro. O povo reclama continuamente espectáculos cada vez mais insólitos. Já se viram panteras puxando um carro, elefantes ajoelhando-se para escrever com a tromba, na areia do Circo Máximo, o nome do imperador, gladiadores combatendo contra leões.".






***






Ora, sugiro somente que se substituam as palavras e os conceitos próprios da realidade Romana de há dois mil anos - como gladiadores, combates com animais e Império, por exemplo - por palavras e conceitos de hoje, por assim dizer - como futebol, entretenimento televisivo, soldados, guerras e Democracia, por exemplo.






29/06/2019

Os grandes e os pequenos

"se levantaram os povos noutros lugares, sendo grande a oposição entre os grandes e os pequenos, aos quais (...) chamavam naquele tempo arraia-miúda. Os pequenos, depois que ganharam coragem e se juntavam entre eles, chamavam, aos grandes, traidores (...) que seguiam o partido dos Castelhanos para darem o reino a quem não pertencia. E ninguém, por grande que fosse, se atrevia a contradizê-los, nem a falar coisa nenhuma, porque sabia que, se falasse, tinha logo morte má, sem ninguém lhe poder valer. Era maravilha ver que tanta coragem lhes dava Deus e tanta cobardia aos outros que os castelos que os antigos reis não conseguiam tomar pela força das armas, apesar de os cercarem durante muito tempo, os povos miúdos, mal armados e sem capitão, com os ventres ao sol, os tomavam pela força em menos de meio dia".

Fonte: "Crónica de D. João I" de Fernão Lopes.

28/06/2019

O Tratado de Versalhes e a "culpa da guerra"

Assinado no dia 28 de Junho de 1919, o depois designado Tratado de Versalhes procurou oficialmente pôr um fim à Primeira Guerra Mundial.

Esboçado durante a Conferência de Paz de Paris (ocorrida na Primavera de 1919), o documento foi rubricado pelos representantes da Alemanha, "por um lado", e pelos representantes das chamadas potências aliadas, por outro.

É claro que a generalidade do conteúdo desse tratado não surpreendeu os emissários germânicos pois a Alemanha tinha já reconhecido que perdera (foi só esse país que perdeu?) a guerra.

O que, efectivamente, os escandalizou (e, por extensão, a "maior parte" do próprio povo alemão) foi a cláusula denominada "culpa da guerra": tendo sido obrigados a reconhecê-la, os Alemães assumiram que a culpa directa da guerra (o eclodir, sobretudo) havia sido exclusivamente sua.

Ora, tal assumpção foi muito desfavoravelmente, por assim dizer, acolhida pela generalidade do ‘povo’ alemão e acabou mesmo por transformar-se num dos ‘pilares’ fundamentais do programa político de que o Partido Nacional-Socialista se serviria para ascender ao ‘topo’ do poder não muitos anos depois.

Com as consequências que a História conheceria…

27/06/2019

O testamento de D. Afonso II

Com data de 27 de Junho de 1214, o primeiro testamento de D. Afonso II – o terceiro rei de Portugal – é, segundo alguns especialistas, o mais antigo documento régio conhecido escrito em língua portuguesa.


Um dos testamentos de D. Afonso II. Este monarca faleceu em 1223 e deixou vários documentos testamentários. 

26/06/2019

Visado

Excerto do discurso de António de Oliveira Salazar aquando da inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 1933:


"Os homens, os grupos, as classes vêem, observam as coisas, estudam os acontecimentos à luz do seu interesse. Só uma entidade, por dever e posição, tudo tem de ver à luz do interesse de todos".

25/06/2019

Biscoitos e Descobrimentos

Uma das actividades ‘industriais’ que foi extraordinariamente importante para a empresa dos chamados Descobrimentos iniciada e desenvolvida por Portugal no século XVI, sobretudo, foi o fabrico de biscoito.

Sim, biscoito.

Produto essencial para 'apetrechar' os "navios dos Descobrimentos", a produção de biscoito, pertença da Coroa, foi então muito desenvolvida a partir de Vale de Zebro (no Barreiro) e da própria cidade de Lisboa (nos "Fornos da Porta da Cruz").