"O
que leva o homem a suspeitar muito é o saber pouco; por isso, os
homens deveriam dar remédio às suspeitas procurando saber mais em
vez de se deixarem sufocar por elas".
30/09/2020
Saber para deixar de suspeitar
29/09/2020
King, Ray e Lisboa
Martin Luther King, Jr. foi um defensor dos direitos humanos que
‘conduziu’ o movimento a favor das chamadas liberdades civis
nos Estados Unidos da América a partir de meados da década de 1950
até ser assassinado em 1968.
Ora,
o seu assassino foi James Earl Ray.
Após
ter cometido esse acto desprezível e hediondo, Ray viajou para o
Canadá (em busca de um passaporte emitido por esse país), depois
para Londres, Lisboa e novamente para Londres, onde acabou por ser
preso.
Lisboa
uma vez mais usada para fins obscuros...
28/09/2020
Turismo, globalização e Ramalho Ortigão
Assinalou-se ontem, 27 de Setembro, o Dia Mundial do Turismo.
De
facto, na História humana, nunca como actualmente – tentemos
esquecer momentaneamente a omnipresente pandemia... – os seres
humanos puderam afastar-se tanto do local onde habitualmente viviam.
As
consequências?
Como
sempre, positivas e negativas.
***
Registo igualmente que ontem também se assinalaram cento e cinco
anos da morte daquele que foi, na minha opinião, claro, um dos
‘maiores’ escritores e ensaístas portugueses de sempre: José
Duarte Ramalho Ortigão.
26/09/2020
O emir
Existem, no Próximo Oriente, vários territórios – países... –
governados por outros tantos emires: "Emirados Árabes Unidos", "Kuwait" e "Qatar".
Ora,
o "emir" é, nessa região, um monarca que, no chamado Ocidente,
poderia ser ‘equiparado’ a um príncipe.
25/09/2020
Papas "novos" e "velhos"
O Catolicismo considera que o Papa é o representante de Deus na
Terra.
Mas "até que ponto" existiu – e existe – uma espécie de limite
etário (máximo e mínimo) que ‘ajudasse’ – e ‘ajude’ –
como que a seleccionar este representante (que é, também, o bispo
de Roma)?
Ora,
sendo que o Papa que assumiu o nome "João XI" (que ‘reinou’
entre os anos 931 e 935 da chamada era cristã) tinha vinte
anos quando "entrou em funções", que "João XII" (que
‘reinou’ entre 955 e 964) tinha dezoito anos quando foi eleito
para a "cadeira de Pedro", que "Bento IX" (que ‘governou’
entre 1032 e 1044, em 1045 e entre 1047 e 1048) teria de idade entre onze e vinte anos quando ocupou o ‘trono’ da Igreja Católica
Apostólica Romana e que, ao invés, "Clemente X" tinha quase
oitenta anos quando se tornou no Sumo Pontífice (entre 1670 e 1676),
a resposta é "não".
24/09/2020
Ceuta, Porto e Lisboa
À cidade marroquina de Ceuta
foram, pelo rei espanhol Filipe IV no século XVII, atribuídos os
títulos que ainda hoje compõem o seu lema: "Noble, Leal y
Fidelísima" ("Nobre, Leal e Fiel", em português).
No
entanto, se a posse política e administrativa de Ceuta foi, a partir
do referido século XVII, exercida por Espanha, foi de outro país
que partiu, em Agosto de 1415, uma armada que pretendia conquistá-la.
Portugal.
Mais
concretamente, de uma cidade cujo lema – "Mui Nobre e Sempre Leal
Cidade" – poderia ter servido de inspiração para os
castelhanos: Porto.
Ora,
sendo essa conquista alcançada, foi uma outra cidade portuguesa –
Lisboa – quem conseguiu tecer mais profundos laços com Ceuta.
Assim,
partindo da exposição "Lisboa 1415 Ceuta" que os Paços do
Concelho da capital portuguesa acolheram no início do ano de 2016 e
do respectivo guia explicativo da dita exposição que dizia, por
exemplo, que "Séculos de relação
entre Lisboa e Ceuta, que se manteve mesmo quando as duas cidades
seguiram caminhos políticos distintos, asseguraram uma recíproca
presença na memória das duas comunidades", pedi
a quem a coordenou que, resumidamente, me explicasse essa
‘profundidade’ de laços:
"Por
um lado há toda uma história dos séculos XVIII e XIX em que as
relações se mantém, apesar da pertença a países distintos. Por
outro, (…) há
toda uma simbólica de relações que chega aos dias de hoje, em
vários domínios. O facto de Lisboa e Ceuta
partilharem bandeiras, o facto de Av. de Lisboa e Av. de Ceuta serem
das principais ruas das duas cidades (em Madrid a Rua de Ceuta é uma
coisa insignificante), enfim, em vários domínios há uma memória,
uma representação que se faz da outra cidade muito superior, mais
expressiva, do que o real peso da relação e da importância
histórica das duas cidades, quase uma coisa mítica".
23/09/2020
O museu Hermitage
O
museu Hermitage é um museu dedicado à arte 'situado' na cidade
russa S. Petersburgo.
Fundado em 1764 pela vontade da imperatriz Catarina, a Grande, o museu alberga actualmente um espólio de quase três milhões de peças que 'abarcam' o período de tempo compreendido entre a chamada Idade da Pedra e hoje.
Entre elas encontram-se, efectivamente, algumas das principais obras da pintura europeia desde a Idade Média (o Renascimento italiano e o barroco holandês e flamengo, por exemplo).
Fundado em 1764 pela vontade da imperatriz Catarina, a Grande, o museu alberga actualmente um espólio de quase três milhões de peças que 'abarcam' o período de tempo compreendido entre a chamada Idade da Pedra e hoje.
Entre elas encontram-se, efectivamente, algumas das principais obras da pintura europeia desde a Idade Média (o Renascimento italiano e o barroco holandês e flamengo, por exemplo).
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