Não sei por que motivo alguém no Japão decidiu chamar a um barco "Lisbon".
Aquilo que sei, de
facto, é o que se pode ler numa das páginas do primeiro volume da
obra "A Segunda Guerra Mundial" que o historiador britânico
Martin Gilbert escreveu (e que a Publicações Dom Quixote editou em
Novembro de 1989):
"No Extremo
Oriente, no dia 1 de Outubro [de 1942], um torpedo atingiu o barco
japonês Lisbon Maru*, que começou a afundar-se. A bordo estavam
1816 prisioneiros de guerra britânicos, seguindo de Hong Kong a
caminho do Japão. Quando os prisioneiros tentaram sair do barco que
se afundava, os japoneses mantiveram as escotilhas fechadas. Depois,
enquanto o barco continuava a ir ao fundo, algumas centenas dos
homens conseguiram sair. Os japoneses abriram fogo sobre eles. Os que
puderam saltar para a água e tentaram subir para alguns dos quatro
navios japoneses que ali se encontravam, foram repelidos de novo para
o mar. Mais de 840 prisioneiros foram mortos a tiro ou por
afogamento. Os restantes, recolhidos mais tarde por pequenos barcos
de patrulha ou chineses compadecidos, seriam levados para o Japão".
* Foram, efectivamente, seis os torpedos que o submarino norte-americano "Grouper" disparou contra o barco com bandeira nipónica. Mas, na verdade, tal não significa que os seis tivessem atingido a embarcação...
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