13/09/2019

Lisboa e o baralho de cartas

Não tenho competência técnica para confirmar, ou não, o que uma oradora – funcionária da Câmara Municipal de Lisboa – afirmou, através de um "slide", no Simpósio STORM. Risco e Património em Portugal que, em 2018, decorreu no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

"Lisboa não é indiferente. Investe, articula e integra projetos e estratégias que têm incrementado a resiliência da cidade".

O que sei, sim, é o que li já, por exemplo, numa notícia sobre o risco sísmico na capital.

De facto, o artigo "Risco sísmico em Lisboa: "É como estar em cima de um barril de pólvora"", que o jornal Público publicou na sua edição digital no início de Janeiro de 2017, sublinhou que "Naquela cidade italiana [Amatrice], abalada várias vezes entre Agosto e Dezembro do ano passado, "não vai ficar uma única construção de pé" e isso deve-se sobretudo a reabilitação urbana mal feita. "O que se faz é um peeling aos edifícios e o resultado é este", disse o docente universitário [Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico], enquanto mostrava aos deputados fotografias de Amatrice destruída. "É uma reabilitação como a que nós fazemos aqui em Lisboa", atirou".

Recordo que existem cerca de 52.500 edifícios em Lisboa e que está cientificamente garantido, por assim dizer, que a capital portuguesa irá voltar a ser ‘alvo’ de um terramoto de magnitude semelhante à daquele que a atingiu no dia 1 de Novembro de 1755.

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