Ainda ontem aqui deixei algumas palavras sobre os judeus portugueses e de como Portugal optou por lidar com muitos deles: através da expulsão.
Escolho, no entanto, invocar um outro 'episódio' que revelou uma intolerância ainda maior e mais 'profunda' - muito "próxima" da verificada nos pogroms sofridos pelos Judeus ao longo da história.
De facto, como escreveram Susana Bastos Mateus e Paulo Mendes Pinto no prólogo do livro "Lisboa, 19 de Abril de 1506 - O massacre dos judeus" (que a Alêtheia Editores publicou em 2007), "Nesta data, em Lisboa, a actual capital de Portugal, foram brutalmente chacinados vários milhares de pessoas pelo simples facto de serem, ou terem sido, judeus (tornados cristãos-novos a grande parte deles possivelmente contra a sua vontade).
No decorrer de uma situação onde os ânimos se exaltaram, exacerbando medos, receios e construindo expiações, a crítica, um reparo a um milagre que estava a ser profundamente vivenciado foi o mote para que, em espaços que ainda hoje existem e reconhecemos, lisboetas como nós tenham irrompido pelas ruas da antiga judiaria e tenham matado quem encontravam".
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