Não
são precisas mais do que duas palavras (e tudo o que, ética, moral
e ideologicamente, significam, claro) para enquadrar as manifestações
que, por estes dias, se têm verificado nos Estados Unidos da América
(EUA)
e
no mundo: racismo e escravatura.
Embora
o racismo
seja um fenómeno que é transversal a todos os seres humanos, a
‘dimensão’ que se tem pretendido acentuar ‘partindo’ dos EUA
é o racismo do Branco em relação ao Preto.
Ora,
subjacente a esta ‘dicotomia’ racista está um
conflito bélico que, entre 1861 e 1865, custou a vida a milhares de
pessoas
nos EUA: a Guerra
Civil Americana.
De
facto, esse conflito entre os estados do Norte – que se ‘baseava’
num ‘painel’ social e económico industrializado e dinâmico –
(a União) e
os estados do Sul (onze: o Alabama, a Florida, a Georgia, a
Louisiana, o Arkansas, o Mississippi, a Carolina do Sul, a Carolina
do Norte, o Texas, a Virginia e o Tennessee) – social
e economicamente ‘baseados’ na agricultura (plantações de
algodão, por exemplo) e na escravatura – (a
Confederação), iniciou-se
quando estes últimos abandonaram a União (isto é, os EUA) – ou
seja, uma secessão – cientes
de que a eleição (em Novembro de 1860) de Abraham Lincoln como
presidente do país poria termo ao seu modo de vida, por assim dizer,
já que Lincoln era um acérrimo defensor da abolição da
escravatura nos EUA.
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