06/06/2020

D. João III, D. José I e Thomas Mann

Foi exactamente no dia 6 de Junho do ano 1502 que nasceu aquele que viria a reinar em Portugal sob o "título" D. João III que, por exemplo, estabeleceu a Inquisição no país (em 1536).

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E também foi no dia 6 de Junho mas de 1714 que nasceu um indivíduo do sexo masculino que se tornou no vigésimo quinto monarca de Portugal com o cognome “O Reformador”: D. José I.

Aproveito, assim para relembrar algo que eu já aqui escrevi: "Ora, o historiador e professor Charles Ralph Boxer, também no seu livro "O Império Marítimo Português 1415-1825" escreveu sobre a existência de "uma história muito conhecida segundo a qual D. José estava a considerar uma proposta da Inquisição no sentido de que todos os cristãos-novos [judeus convertidos ao cristianismo] do seu reino deveriam ser obrigados a usar chapéu branco como um sinal de que tinham sangue judeu. No dia seguinte, [o Marquês de] Pombal apareceu no gabinete real com três chapéus brancos, e explicou que tinha trazido um para o rei, outro para o inquisidor-mor e outro para si próprio".

O Marquês de Pombal – Sebastião José de Carvalho e Melo – foi o primeiro-ministro de D. José.

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E, como "não há duas sem três": foi no dia 6 de Junho de 1875 que, na cidade alemã Lübeck, nasceu alguém que viria a ganhar o Prémio Nobel da Literatura (em 1929) e, assim, foi um dos ‘expoentes’ da chamada literatura mundial: Thomas Mann.

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