Quando Portugal
aderiu à Organização das Nações Unidas (a ONU), as
características geopolíticas do mundo de então não eram assim tão
diferentes das do mundo de hoje.
De
facto, ainda que Portugal tenha ‘entrado’ em Dezembro de 1955 –
cerca de dez anos volvidos da criação da ONU – na organização
mundial de nações, o lema desta – "It’s Your World"
(em língua inglesa, uma das seis oficiais. "Este É O Teu
Mundo", em português) – continua a ser substancialmente o
mesmo, mais de sete décadas passadas.
Embora
os desafios sejam aparentemente diferentes.
Talvez
tenha sido isso mesmo a motivar a John Bolton, então o representante
norte-americano junto da referida ONU, o discurso de algumas palavras
sobre a ordem mundial vigente e da organização:
"O
ponto que quero deixar convosco nesta breve alocução é (…) que
não existe uma Organização das Nações Unidas. Existe, sim, uma
comunidade internacional que pode, ocasionalmente, ser dirigida pela
única e verdadeira potência mundial existente no mundo hoje em dia
– os Estados Unidos da América [EUA] – sempre que tal nos seja
conveniente e sempre que consigamos contar com o apoio de outros";
"o
edifício
sede da ONU conta 38 andares. Se, porventura, 10 andares se
‘perdessem’ hoje isso não teria qualquer importância"; "os
EUA deixam que a ONU funcione sempre que o querem. E é essa
a
única maneira correcta porque o único ponto que importa salientar é
o do interesse dos EUA e se, pura e simplesmente, esta audiência não
concorda tenho imensa pena mas é essa a verdade".
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