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08/02/2023
Os judeus, o cancro e a desgraça
Assinalou-se no passado dia 4 de Fevereiro o "Dia Mundial de Luta contra o Cancro".
Ora, embora muito pudesse escrever sobre esta doença, lembro apenas algo que há dias li: a população moderna de judeus asquenazes – judeus etnicamente originários da Europa Central – tem uma elevada prevalência de "desordens"/mutações de cariz genético ocasionadas há centenas de anos que se ‘traduzem’, por exemplo, em alguns tipos de cancro como o "melanoma" (um tipo de cancro de pele), o "cancro da mama", o "cancro da próstata" e o "cancro de cólon e recto"…
Post scriptum: aproveito para expressar o meu sincero e 'profundo' lamento e tristeza com a tragédia vivida na Turquia e na Síria.
26/12/2019
Os judeus e o Marquês de Pombal
O
comendador Inácio Steinhardt
lembrou já no seu livro "Raízes dos judeus em Portugal : entre godos e sarracenos" que
quando "D. Afonso Henriques obteve o reconhecimento do seu reino
independente, em 1143, já viviam judeus na Península há pelo menos
um milénio".
Ora,
o historiador e professor
Charles Ralph Boxer, também
no seu
livro "O
Império Marítimo Português 1415-1825" escreveu
sobre a existência de "uma
história muito conhecida segundo a qual D. José estava a considerar
uma proposta da Inquisição no sentido de que todos os
cristãos-novos [judeus convertidos ao cristianismo] do
seu reino deveriam ser obrigados a usar chapéu branco como um sinal
de que tinham sangue judeu. No dia seguinte, [o Marquês de] Pombal
apareceu no gabinete real com três chapéus brancos, e explicou que
tinha trazido um para o rei, outro para o inquisidor-mor e outro para
si próprio".
De
facto, segundo vários estudos genéticos que têm vindo a ser
feitos, serão actualmente cerca de 20% (ou mesmo mais) dos
portugueses aqueles que têm ascendência judaica.
Ou
seja, atingindo uma percentagem talvez maior do que aquela existente,
por assim dizer,
em países como os Estados Unidos da América ou a Rússia, a muitos
portugueses ‘dirá’ muito
(desculpe-se-me a repetição) o
lema de Israel – "ישראל"
("Israel",
em português).
***
Quem
quer que visite a igreja da Memória, em Lisboa, não deixará,
decerto, de ficar impressionado com o facto de a urna que contém os
restos mortais de Sebastião José de Carvalho e Melo – o Marquês
de Pombal – ser tão pequena quando comparada com muitas daquelas
que hoje conhecemos.
No
fundo, como é que alguém que foi tão ‘grande’ em vida pôde,
na morte, ‘habitar’ tão diminuta ‘caixa’?
Ora,
talvez o(s) autor(es) daquilo que o Marquês de Pombal não teria
deixado de considerar "uma tão grande afronta" tenha querido
transmitir isso mesmo: na morte, todos somos iguais. Grandes e
pequenos.
Etiquetas:
judeus,
marquês de pombal
13/03/2019
"O Naufrágio das Civilizações"
Tem, no dia de hoje, a sua data de lançamento o novo livro do escritor franco-libanês Amin Maalouf "Le Naufrage des Civilizations" (ou, em português, "O Colapso das Civilizações").
Nele, o autor - membro da Academia Francesa desde 2011 (criada, por sinal, em 1635 pelo primeiro-ministro do rei Luis XIII, o Cardeal Richelieu, para preservar a língua francesa) - que consagrou toda a sua obra à tentativa de aproximação das civilizações do mundo, analisa as consequências do "choque das civilizações" proposto, há anos, pelo cientista político norte-americano Samuel Huntington.
Espero que este livro contribua para reflectirmos séria e profundamente sobre o actual estado da existência humana e ajude a 'salvar-nos' daquilo que a socióloga norte-americana de ascendência norueguesa designou em tempos de "exaustão temporal" ("se se está mentalmente exausto o tempo todo no presente, não há energia disponível para imaginar o futuro", explicou).
Post scriptum: tal como espero que a exposição que o Museu Judaico de Londres inaugurará no próximo dia 19 - "Judeus, Dinheiro, Mito" (tradução portuguesa) - ajude os visitantes a adquirir um maior e melhor conhecimento do que significou, ao longo do tempo, ser-se Judeu. Em Inglaterra, pelo menos, pois, por exemplo, no Portugal dos séculos XII, XIII, XIV e XV, sobretudo, eram judeus quem 'compunha' a esmagadora maioria (dos poucos) que sabiam ler e escrever...
Nele, o autor - membro da Academia Francesa desde 2011 (criada, por sinal, em 1635 pelo primeiro-ministro do rei Luis XIII, o Cardeal Richelieu, para preservar a língua francesa) - que consagrou toda a sua obra à tentativa de aproximação das civilizações do mundo, analisa as consequências do "choque das civilizações" proposto, há anos, pelo cientista político norte-americano Samuel Huntington.
Espero que este livro contribua para reflectirmos séria e profundamente sobre o actual estado da existência humana e ajude a 'salvar-nos' daquilo que a socióloga norte-americana de ascendência norueguesa designou em tempos de "exaustão temporal" ("se se está mentalmente exausto o tempo todo no presente, não há energia disponível para imaginar o futuro", explicou).
Post scriptum: tal como espero que a exposição que o Museu Judaico de Londres inaugurará no próximo dia 19 - "Judeus, Dinheiro, Mito" (tradução portuguesa) - ajude os visitantes a adquirir um maior e melhor conhecimento do que significou, ao longo do tempo, ser-se Judeu. Em Inglaterra, pelo menos, pois, por exemplo, no Portugal dos séculos XII, XIII, XIV e XV, sobretudo, eram judeus quem 'compunha' a esmagadora maioria (dos poucos) que sabiam ler e escrever...
Etiquetas:
civilizações,
judeus,
naufrágio
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