Não foi há muito tempo que pude 'percorrer' uma espécie de
lista enumerando as dez personalidades portuguesas que mais se tinham
destacado, ao longo da História de Portugal, no "engrandecimento"
do nome do país enquanto emigrantes.
Essa
lista – como, de resto, qualquer lista – é subjectiva.
Isto
é, são elaboradas por um indivíduo (ou por vários) condicionado(s), claro, pelas suas ideias e, enfim, pelos seus próprios valores.
Que
são necessariamente diferentes das ideias e dos valores de outro
qualquer indivíduo.
Como
eu.
Não
tenho, todavia, capacidades académicas para elaborar uma lista
citando muitas personalidades da história portuguesa.
Mas
tenho, sim, capacidade para dizer qual me parece ser, neste momento –
e desde há alguns anos seguramente – o melhor "embaixador" de
Portugal.
Não
é um presidente, nem um primeiro-ministro, um diplomata ou um
dirigente empresarial.
É,
na verdade, um desportista.
Mais
concretamente, um futebolista.
O
seu nome?
Cristiano
Ronaldo.
Porque,
sendo emigrante, tem conseguido fazer com que o nome Portugal
seja tão conhecido em França como no Uganda ou na Mongólia, por
exemplo.
Talvez
depois de Eusébio – outro desportista... – tenha, até aos dias
de hoje, sido o português mais conhecido lá fora, se se quiser
dizer assim.
Beneficiando,
naturalmente, de todo um conjunto de 'instrumentos' mediáticos,
desportivos e tecnológicos, a sua qualidade como desportista e como
futebolista tornou-se, com o passar do tempo, indissociável do país
em que nasceu.
Reconheço-lhe,
pois, este mérito independentemente de todas as críticas que possa
fazer – e faço – ao 'mundo' do futebol (em que Ronaldo se 'movimenta', de facto) internacional actual com os seus
contratos, os salários, os benefícios associados, as cláusulas ou
a violência.
Ora,
quem
dera a um qualquer país ter verdadeiros 'representantes positivos'
de alcance planetário.
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