Aqui descrevi há dias a
situação por que passa o Brasil como sendo de "instabilidade
política e social".
Creio
que o "diagnóstico" apresentado não foi demasiadamente
arriscado, nem pessimista, já que não são poucas as vozes a
alertarem que o momento actual da vida brasileira é, na verdade, um
perigo para o próprio regime democrático do país.
Ora,
apesar dos mais de sete mil quilómetros que me separam – enquanto
cidadão a viver em Portugal – do Brasil, creio que o país ainda é
– apesar de todas as dificuldades que lembrei já – uma espécie
de abrigo e de refúgio para cidadãos de países vizinhos também
pouco 'afortunados' (para não dizer mais…): vi, não há muito
tempo, imagens televisivas documentando a 'invasão' de pessoas
oriundas da Venezuela.
Pois
bem, li, há também não muito tempo, o seguinte:
"Que
tal aprender um novo idioma com um refugiado? Estão abertas as
inscrições para os cursos regulares de inglês, francês e espanhol
do 2º semestre no ***** *****. As aulas começam no dia 11 de
agosto. Aqui, refugiados no Brasil são capacitados para darem aulas
de idiomas em que são fluentes. (...)
Muito mais do que o ensino de línguas, o objetivo dos cursos é
permitir a imersão dos alunos na cultura dos professores e
viabilizar a integração social e a geração de renda [rendimento]
para os refugiados que encontram abrigo no Brasil".
Refugiados
a ensinar?
É
uma excelente ideia!
Creio,
até, que para além desse 'mero' acto de ensinar ser dirigido
(segundo percebi) para cidadãos 'normais' e 'comuns' poderia
ser um exemplo para pessoal político de todo o mundo: como cheguei a
ler nas páginas de um jornal português, o então (e actual)
presidente norte-americano Donald Trump, no seu encontro com
a então primeira-ministra
britânica Theresa May, referiu que a imigração é "má" e "triste" para a Europa pelo facto de "alterar
a sua cultura" (e por
contribuir, disse, para o 'crescimento' da ameaça terrorista).
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