16/10/2019

Outra vez Camões

Assume-se, frequentemente, que o poeta Luís Vaz de Camões escreveu parte das oito mil, oitocentas e dezasseis estrofes da ‘enorme’ epopeia "Os Lusíadas" em Macau – o que é, de resto, assinalado anualmente por membros da comunidade portuguesa que aí reside com uma romagem ao jardim e à "gruta de Camões".

Não sei se isso corresponde à verdade ou se é, apenas, um mito.

O que, de facto, sei é que existe em Constância (a antiga Punhete) uma estátua daquele que acho ter sido um dos mais importantes poetas portugueses que, até hoje, viveu (e um dos ‘símbolos’ da portugalidade, claro...) acompanhada de alguns dos seus escritos.


"Oh! Pomar venturoso!
De teu fermoso peso
Se mostra o monte ledo
E o caudaloso Zêzere te
estranha
Porque olhas com desprezo
Seu cristal puro e quedo

(Da canção XII)


Corre suave e brando
Com tuas claras águas
Saídas de meus olhos doce
Tejo

(Écloga II)


Ouvi soar nos vales algum
dia
E respondia o eco o nome
em vão
Num coração – Belisa!

(Écloga III)"


Frontispício da primeira edição de "Os Lusíadas" (de 1572).
  

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