Ouvindo, há dias, o presidente sérvio Aleksandar Vucic declarar, a propósito da doença COVID-19, que a solidariedade europeia não existia - era um "conto de fadas" - e que o seu país se encontrava numa situação complicada (à semelhança de tantos outros, aliás), não pude deixar de me lembrar do que tinha já lido a propósito do servo-americano Nikola Tesla - no livro "Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla" que o autor Marc Seifer escreveu e que a editora Citadel Press publicou em 2001: que aquele era um fanático pela higiene ("hygiene freak", no original em língua inglesa) e que, nos últimos anos de vida, estas "obsessões" se tornaram mais 'intensas', levando-o (supus que se quisesse insinuar que estas "obsessões" fossem uma espécie de consequência directa) a falecer só (e também na "miséria") num quarto de hotel.
Ou seja, aquilo que o autor 'classificou' como sendo negativo - um "fanático pela higiene" - já que levou Tesla a falecer em solidão é, curiosamente, o que se exige por estes dias de pandemia (e, portanto, positivo): que se seja uma espécie de "fanático pela higiene" e que se fique, tanto quanto possível, só.
Mudam-se os tempos...
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