Talvez influenciados por estarem
a brindar com vinho da Madeira, o lema adoptado pelos pais
fundadores dos Estados Unidos da América foi "E Pluribus Unum"
(ou, em português, "Entre Muitos, Um") – à semelhança do
escolhido, em Portugal, pelo clube Sport Lisboa e Benfica mais
de uma centena de anos mais tarde – para aludir à ‘herança’
cultural e étnica do país e a uma tolerância que, de resto, em
muito poucas ocasiões se verificaria.
Ora,
em meados da década de 1950, os Estados Unidos – então em
confronto ideológico (e não só) com a Comunista União
Soviética – decidiram, num gesto desafiador, inscrever o lema "In God We Trust" ("Confiamos Em Deus", em português)
nalgumas notas e moedas em circulação corrente: perante um país
com um regime político comunista (e claro, anticapitalista) e ateu,
o que poderia ser melhor do que exaltar uma entidade divina no
sistema monetário, fulcro do Capitalismo?
Mas,
embora a União Soviética possa ter já desaparecido, tal
lema tem-se mantido e irá continuar a existir: o Supremo Tribunal
norte-americano anunciou já, em Junho de 2019, que considerava
improcedente uma queixa apresentada que pretendia a retirada pura e
simples do referido "In God We Trust" por, argumentou-se, chocar
contra os direitos religiosos de quem se identificava como ateu.
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