Diz a ‘montra’ da loja interativa de turismo de Penafiel,
citando o escritor José
Saramago, o seguinte:
"E simplesmente descubro que seria perfeito poder reunir em um
só lugar, sem diferença de países, de raças, de credos e de
línguas, todos quantos me lêem, e passar o resto dos meus dias a
conversar com eles".
Eu, mero leitor do escritor (o qual me chegou a autografar um
livro – "Ensaio sobre a Lucidez" – e me deu um aperto de
mão…), escolho, naturalmente, uma outra abordagem: a de que seria
um imenso privilégio poder passar o tempo que me resta de vida a
conversar com José Saramago e com outras personalidades cuja vida terrena, pelo contrário, cessou já.
Nomeio
somente
duas: o rei português D. Duarte, o Rei-Filósofo
(autor,
por exemplo, do livro "Leal
Conselheiro") que viveu
entre os
séculos
XIV e XV,
e o escritor também português Eça de Queirós
(autor,
entre
muitos outros escritos, de "Os Maias") cuja
vivência remonta, ‘apenas’, ao século XIX.
A
maior
virtude daquilo que deixaram escrito é, em minha opinião, a sua
actualidade - no tempo em que viveram e no futuro (o tempo presente).
Feliz e infelizmente.
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