O Museu Nacional de
Arte Antiga inaugurou, há alguns meses, uma exposição com o título
"Museu das Descobertas".
Escreveu,
a propósito, no seu sítio o seguinte: "O efeito transfigurador
que o museu tem sobre o visitante é consequência de um mundo
insuspeito de saberes, aplicados no contínuo trabalho de preservar,
estudar e comunicar dissipando engano e dúvida. O museu existe para
proporcionar uma experiência pessoal a quem o visita, fruto daquela
que desenvolvem os que nele trabalham, dia após dia. A experiência
do museu assenta no ato magnético e muito pessoal da contemplação,
e esta, por seu turno, origina-se no valor insubstituível do objeto
como testemunho intemporal e redentor da capacidade criadora humana.
Ao Museu Nacional de Arte Antiga pareceu oportuno levar a cabo a
organização do presente projeto, abrigado sob a designação
provocadora de Museu das Descobertas, num tempo que assiste a uma
renovada atualidade do conceito de museu, amplamente ilustrada na
febre constitutiva de novas instituições".
Ora,
é para mim evidente que o mero acto de se visitar um museu leva,
desde logo, a construir-se uma reflexão sobre uma qualquer dimensão
da nossa vida, enquanto povo.
Dimensão
passada ou presente: pode ser a escravatura, o colonialismo, a a arte
ou religião, por exemplo.
E,
considerando somente esse facto, ir-se a um museu já vale a pena.
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