31/01/2022

Dédalo e Ícaro

Narra a mitologia helénica que Dédalo, escultor ateniense, cometeu um crime.

Caído em desgraça na sua terra natal, foi o rei de Creta quem o acolheu.

Este acabou por incumbir Dédalo da construção do labirinto onde o "Minotauro" seria encerrado.

No entanto, construído o labirinto, Dédalo foi acusado de ter ajudado Teseu – quem matou o "Minotauro" – e ser, portanto, um traidor do rei de Creta.

Acabaram – Dédalo e o seu filho, Ícaro – assim, por ser condenados a permanecer numa ilha sem que dela pudessem sair sem autorização do referido rei.

Tal situação obrigou Dédalo a conceber um plano de fuga: a união de penas com cera originaria asas.

Ora, Dédalo consegui fugir da ilha mas o seu filho Ícaro, aproximando-se demasiado do Sol, viu a cera das ‘suas’ asas derreter.

Tendo caído no mar, afogou-se.

30/01/2022

O "nazismo" e o Mal

30 de Janeiro de 1933.

Foi neste dia, mês e ano que a Adolf Hitler foi entregue o cargo de "chanceler" do Estado alemão.

Ora, exactamente o mesmo Estado que – garantiu – duraria mil anos.

No entanto, alguns anos mais tarde (12), uma Guerra Mundial e cerca de cinquenta milhões de mortos, ficou disponível para a compreensão de todos que aquela garantia de um milénio (felizmente) desaparecera e mais, muito mais: o Mal que o Ser Humano era capaz de fazer a ele mesmo.

 

 


 

29/01/2022

"Nam": o fim da guerra

Foi há dias que se assinalaram quarenta e nove anos do fim da chamada "Guerra do Vietname".

Após a assinatura de um "acordo de paz" (em Paris, capital de França), tropas norte-americanas começaram a abandonar o "Vietname do Sul" e a trocar prisioneiros com o até aí inimigo.

Quero apenas ‘dizer’ que este conflito tinha sido até então – e para os Estados Unidos da América – a guerra temporalmente mais extensa.


28/01/2022

O "Minotauro"

O "Minotauro" era, na mitologia grega, um ser que nasceu da união entre Parsífae, mulher do rei de Creta, e um touro.

Assim, o corpo do "Minotauro" dividia-se em duas metades: uma humana e outra animal (não humana…).

Preso no labirinto de Creta devido ao seu carácter violento e agressivo, acabou por ser morto por Teseu, filho do rei de Atenas, após uma luta na qual o jovem grego demonstrou a sua coragem e astúcia.


27/01/2022

Império sem madeira

Foi em 1546 e em 1576 que alvarás – ou seja, documentos assinados pelos próprios reis D. João III (em 1546) e D. Sebastião (em 1576) – limitaram o abate de árvores na ‘bacia’ do rio Tejo pois a floresta aí existente não estava a conseguir ‘responder’ às exigências de madeira feitas pelos estaleiros navais ‘fornecedores’ de naus para os "Descobrimentos".


26/01/2022

A liderança de Eisenhower

 "Liderança é a arte de induzir alguém a fazer o que tu queres mas porque ele [ou "ela"] o quer fazer".



Dwight Eisenhower (1890-1969), 34.º presidente dos Estados Unidos da América


25/01/2022

A capital "Nusantara"

Não é sistematicamente, nem de ânimo leve, que um país decide mudar a sua capital.

E se, ainda para mais, ela tiver que ser construída "do zero"…

Mas foi exactamente isso que o Estado indonésio decidiu fazer.

Com aprovação parlamentar, a capital a construir chamar-se-á "Nusantara" e substituirá a actual capital "Jacarta" que está, cada vez mais, imersa em engarrafamentos rodoviários, em poluição e em (literalmente…) água.

24/01/2022

A "Armada das Ilhas"

A "Armada das Ilhas" foi criada no século XVI pela Coroa portuguesa para proteger os navios da "Carreira da Índia" nas águas que banhavam o arquipélago dos Açores de ataques piratas.

De facto, carregados de mercadorias preciosas, aqueles eram ‘alvos’ apetecíveis.

Assim, a "Armada das Ilhas" – constituída por seis a oito navios e meio milhar de homens – tinha por missão escoltar os navios que retornavam da Índia, desde o arquipélago até ao continente.


22/01/2022

Reis: rua e avenida

Não é só em Lisboa que se homenageia Carlos Cândido dos Reis – a "Avenida Almirante Reis" – enquanto figura ‘cimeira’ do movimento revolucionário que pugnava (e lutava) pela instauração de um regime republicano em Portugal.

De facto, também em Almada a sua memória – e acção… – estão gravadas na pedra e na vida de alguns: a "Rua Cândido dos Reis".

 

 


 

21/01/2022

A "Guerra dos Oitenta Anos"

A "Guerra dos Oitenta Anos" é a designação que identifica o processo de independência da Holanda, Bélgica e Luxemburgo face ao domínio da dinastia de Habsburgo no século XVI.


20/01/2022

Wilde e a popularidade

 "Tudo o que é popular está errado".



Oscar Wilde (1854-1900), escritor e dramaturgo irlandês


19/01/2022

Iluminuras mescladas

Ainda ontem aqui escrevi sobre um texto escrito no século VIII pelo monge "Beato".

Ora, à medida que tal texto foi ‘circulando’ por outros mosteiros foi, naturalmente, copiado mas também acrescentado por, por exemplo, ilustrações ("iluminuras").

Assim, todos estes documentos são actualmente designados por "Beatos".

Datando do século X os "Beatos" mais antigos que se encontram conservados, a sua ‘sobrevivência’ e consequente ‘chegada’ aos nossos dias dever-se-á, muito provavelmente, não às suas palavras mas, antes, à qualidade dessas iluminuras: a mistura de elementos artísticos associados à Europa com ‘traços’ associados ao Oriente e ao Norte de África.

18/01/2022

O beato e o comentário

 

Foi no século VIII que um monge chamado "Beato" (‘recolhido’ num mosteiro naquela que, actualmente, compreende a comunidade autónoma espanhola da "Cantábria") escreveu o texto "Comentário ao Apocalipse" no sentido de ajudar os crentes na fé cristã a ‘ultrapassarem’ a conquista muçulmana da Península Ibérica no século VIII, precisamente.

A mensagem que desejava transmitir?

A de que Jesus Cristo salvaria todos os cristãos.

17/01/2022

O "Palácio Burnay"

Tive a sorte, enquanto estudante do "Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas"
(o ISCSP), de ter frequentado o "Palácio Burnay".

O Palácio foi mandado construir por D. José César de Meneses mas foi vendido ao Patriarcado de Lisboa após o terramoto ocorrido em 1 de Novembro de 1755.

Voltou a ser vendido tendo sido adquirido , no ‘final’ do século XIX, pelo conde Henrique de Burnay.

O Estado português adquiriu-o, por sua vez, no ‘início’ da década de 1940 mas encontra-se, actualmente, "ao abandono".

 

 


 

15/01/2022

Luzes e Sol

A história da Europa regista o chamado "século das luzes" para descrever um determinado momento (um momento de cem anos...): o século XVIII.

Alusiva à vitória do racionalismo - a "luz" - sobre um certo tipo de entendimento sobre o mundo - as "trevas" -, duvido muito, no entanto, que tal designação tenha tomado também em consideração a temperatura do núcleo do Sol: cerca de quinze milhões de graus centígrados. 


14/01/2022

A "cruzada das crianças"

A "cruzada das crianças" foi um movimento popular que ocorreu na Europa durante o Verão de 1212 no qual milhares de jovens fizeram votos de ‘reaver’ Jerusalém já que a cidade se encontrava sob o domínio dos Muçulmanos.

Sem conseguir, no entanto apoio (e, enfim, autorização) oficial, tal reconquista ficou-se pela intenção…


13/01/2022

Disraeli, China, o tolo e a Lua

Benjamin Disraeli (1804-1881), primeiro-ministro do Reino Unido é, muitas vezes, citado na seguinte frase, por assim dizer: "enquanto o tolo se admira com algo, aquele que é sábio faz perguntas".

Frase cujo ‘conteúdo’ é, aliás, (muito?) semelhante ao de um provérbio chinês que, acredito, tenha sido ‘preparado’ há milhares de anos: "quando o homem sábio aponta para a Lua, o tolo olha para o dedo".

12/01/2022

Cristo antes de Cristo

Já aqui escrevi muitas vezes sobre a data comummente aceite entre a ‘comunidade’ académica como sendo a do momento do nascimento de Jesus Cristo.

A partir da qual se têm vindo a estabelecer, desde há 2022 anos, muitos outros momentos cronológicos – "antes de Cristo" e "depois de Cristo".

Ora, a verdade é que se estima actualmente que o próprio Jesus Cristo tenha nascido cerca de quatro anos antes… de Cristo.

Estranho?

11/01/2022

Tomé Pires, o primeiro

O boticário do rei português D. Manuel I, Tomé Pires, tornou-se, no século XVI, no primeiro embaixador enviado por um país europeu em missão à China.

Ora, tendo como ‘bases’ esta viagem e a subjacente missão diplomática, Tomé Pires publicou em 1515 – a pedido de Afonso de Albuquerque – a obra "Suma Oriental" para que o próprio rei D. Manuel I pudesse ler sobre a presença portuguesa na Malásia, na ‘área’ do Oceano Índico e na Ásia.

10/01/2022

More e a "boa morte"

Pode ler-se na "Utopia" de Thomas More (jurista inglês que viveu entre 1478 e 1535) sobre a "boa morte": a morte daqueles que estavam a viver em grande sofrimento e que sabem que ela – a sua vida – nada mais lhes irá ‘oferecer’.

08/01/2022

Canários nas minas?

Ainda ontem aqui escrevi sobre chá.

Enquanto mero exemplo de uma espécie de intercâmbio cultural existente entre Portugal e Inglaterra.

Ora, por "terras de Sua Majestade", o governo anunciou em Dezembro de 1986 que as minas para extracção de carvão localizadas no país iriam começar a instalar sensores electrónicos para substituir as aves canoras como detectores ‘iniciais’ da existência, nesses mesmos complexos mineiros, de monóxido de carbono.

E por cá?


07/01/2022

A infanta e o chá

É já velha de séculos a ‘amizade’ política entre Portugal e Inglaterra.

Recordo, apenas, o casamento, em 1662, da infanta portuguesa Catarina de Bragança com o rei inglês Carlos II.

Ora, refere-se muito frequentemente – no ‘mundo’ académico, sobretudo – ser essa senhora portuguesa a responsável pela introdução em Inglaterra do hábito de "consumir chá".

Eu, que não sou historiador, nem estudioso dessa bebida, só posso acreditar.

Ou não.

06/01/2022

Margiochi e o fim da Inquisição

Já por várias vezes escrevi aqui no blogue sobre a Inquisição portuguesa (por assim dizer).

De facto, foi concedida ao rei D. João III a autorização papal necessária para a instauração no país do Tribunal do Santo Ofício – ou "Inquisição" – em 1532.

Assim, a partir de 1536 e até 1820 (ou, mais concretamente, até ao ‘início’ de 1821) essa instituição estimulou a delação, a autocensura, o medo e, enfim, o "pior do ser humano".

Ora, foi Francisco Margiochi o autor do projecto de lei que levou à extinção desse infame ‘tribunal’.


05/01/2022

O "Beco de Esfola Bodes"

Existiu em Lisboa, no século XVIII, o "Beco de Esfola Bodes".

Na freguesia de "S. Paulo".

Será que poderia ainda existir, actualmente, um arruamento com essa designação numa cidade (uma "capital", por sinal) no chamado "Ocidente"?


04/01/2022

Uma língua na biblioteca

"A língua hebraica, que muitos gramáticos do séc. XVI consideravam ter origem divina, foi, juntamente com o grego e o latim, objeto de um interesse renovado no Renascimento. Portugal não foi alheio a esse movimento de regresso às origens, como atesta o considerável acervo de obras sobre a língua hebraica existentes na BNP [Biblioteca Nacional de Portugal]. Nele estão representados os hebraístas mais importantes do século XVI, desde Reuchlin, passando por Nicolau Clenardo, Elias Levita, Sebastião Münster, Sante Pagnini, Francisco de Távora, Alonso de Zamora, Luís de S. Francisco e outros".



Exposição "Judaica nas coleções da Biblioteca Nacional de Portugal, séculos XIII a XVIII" patente entre Março e Junho de 2014

03/01/2022

Uma deusa na Terra

Foi no século XVIII (entre 1710 e 1714) que o pintor francês Nicolas de Largillière pintou "Portrait of a Lady as Pomona".

Ou, se os títulos pudessem ser traduzidos, "Retrato de uma Senhora posando como Pomona"…

Aproveito, de resto, para recordar que "Pomona" era, na mitologia romana, a deusa da fruta e da abundância.

Ora, alguns especialistas pensam que a Senhora de "carne e osso" retratada nessa pintura fosse (ou "seja") Marie Madeleine de la Vieuville, a "Marquesa de Parabère", amante de Filipe II, o "Duque de Orléans" e, depois, regente de França.