31/03/2023
O "USS Missouri" e o fim da guerra
Apesar de terem passado apenas alguns dias de aqui ter escrito um pequeníssimo texto sobre vários navios que se haviam afundado, insisto na 'temática'.
Não na dimensão "afundamento" mas sim na dimensão de locomoção naval.
Ora, foi no navio "USS Missouri" - pertencente à Marinha norte-americana - que, em 2 de Setembro de 1945, foi assinada a rendição japonesa, acto que determinou o fim da Segunda Guerra Mundial (que não para a Rússia pois esta assinala a sua própria data - 9 de Maio).
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30/03/2023
O aeroporto "Ninoy Aquino"
Já aqui escrevi sobre um aeroporto.
Mais concretamente, sobre a designação oficial de um aeroporto: a de "LaGuardia".
Que se localiza em Nova Iorque, cidade dos Estados Unidos da América.
Hoje, escrevo sobre outro.
Que não se localiza, por sinal, em Nova Iorque.
Mas sim em Manila, Filipinas.
O aeroporto internacional da cidade asiática 'chama-se' actualmente "Ninoy Aquino" como homenagem ao político Benigno "Ninoy" Aquino que aí foi assassinado - em Agosto de 1983.
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29/03/2023
Óscares sem surpresa
Realizou-se há já alguns dias mais uma cerimónia de entrega dos "Óscares", os mais importantes prémios atribuídos pelos norte-americanos para celebrar o cinema que, anualmente, é feito no mundo.
Efectivamente, a edição realizada em 2023 foi a 95.°.
Sendo que foi em 1929 que se levou a efeito a primeira edição.
Ora, de então para cá (por assim dizer) muito mudou, naturalmente.
Por exemplo, nessa primeira edição, quando se levantaram das 'suas' cadeiras para receber os respectivos galardões, os vencedores não foram minimamente surpreendidos pois esses mesmos vencedores tinham sido já previamente anunciados...
28/03/2023
O passado, Medusa e a marca
Uma das frases que o escritor inglês Eric Arthur Blair (ou "George Orwell") - que viveu entre 1903 e 1950 - escreveu em "1984" (publicado em 1949) foi "the past was erased, the erasure was forgotten, the lie became the truth" (ou, em língua portuguesa, "o passado foi eliminado. Essa eliminação foi apagada. E a mentira tomou o lugar da verdade").
Embora tal frase permita inúmeras 'leituras' - e a intenção do escritor era exactamente essa: fazer pensar... -, quero limitar-me a escrever sobre um exemplo que atesta que nem sempre o passado é "apagado".
Ora, é "Medusa" o logótipo da marca "Versace".
Com efeito, "Medusa" era uma personagem da mitologia grega com serpentes em vez de cabelos e com capacidade para transformar em pedra quem quer que olhasse para os seus olhos...
27/03/2023
Afundamentos inaugurais
Já escrevi sobre o navio sueco "Vasa" aqui no blogue.
Sobre o facto de a sua 'carcaça', recuperada da água após o navio ("vaso de guerra") se ter afundado na sua viagem inaugural, em 1628.
Não foi, no entanto, claro, o único navio (e respectiva tripulação, evidentemente) a conhecer, no mundo, esse destino e logo na primeira vez que navegava.
Ora, destaco, pois, dois exemplos: o "RMS ["Royal Mail Ship"] Tayleur", em 1854, e o "RMS Titanic", em 1912.
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26/03/2023
"When in the Course of human events"
"Quando, no decurso da história humana", ... (ou, se se preferir, "When, in the Course of human events"...) poderia ser a expressão inicial de um qualquer livro ("texto") de ficção ou de não-ficção.
Mas não.
Esta expressão é parte integrante do 'início' da Constituição dos Estados Unidos da América (adoptada em Julho de 1776).
"Colorful, isn't it?" (como dito num filme que, um dia, vi).
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25/03/2023
A grande fuga
Foi também em 1944 que, tendo igualmente como "pano de fundo" a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um facto que, anos depois, inspiraria o argumento e posterior realização de um filme: ora, esse facto foi a fuga de dezenas de prisioneiros de guerra de um campo localizado na Alemanha e o filme foi "The Great Escape" (em 1963).
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24/03/2023
O navio USS St Lo
Antes desse ataque já vários 'vasos' de guerra haviam sido visados.
Em "Pearl Harbor", por exemplo.
No entanto, o navio militar norte-americano "USS St Lo" - que integrava a "frota do Pacífico" - foi o primeiro grande navio de guerra a ser afundado depois de sofrer um "ataque suicida".
Ou "kamikaze".
Em 1944.
Ora, estes ataques "kamikaze" eram levados a cabo através de aviões carregados de explosivos e que deflagravam aquando do avião em causa, precisamente, com o alvo pretendido - geralmente um navio militar.
Assim, o contexto histórico de tais ataques suicidas foi a Segunda Guerra Mundial e os seus 'agentes' eram aviões - e respectivos pilotos, claro - com bandeira japonesa.
23/03/2023
Disraeli e o romance
Pergunto-me, por vezes, o que terá querido transmitir Benjamin Disraeli - primeiro-ministro do Reino Unido em 1868 e depois novamente entre 1874 e 1880 - quando afirmou que se quisesse ler um romance escrevia um (originalmente "when I want to read a novel I write one").
Estaria a referir-se ao seu quotidiano político e governativo em que existiria uma grande 'dose' de fantasia (e nem sempre da 'melhor', admito...) pelo que não precisaria de Literatura?
Ou aos seus 'dotes' para a Imaginação e para a Escrita?
Ou, admitindo eu - talvez erradamente - que um "romance" demora muito tempo a ser preparado e,depois, escrito e publicado, teria, simplesmente, querido dizer que lia pouco?
22/03/2023
O jornal mais antigo do mundo
A edição impressa do jornal australiano "The Sydney Morning Herald" circula ininterruptamente desde há cerca de cento e noventa anos.
Desde 1833, portanto.
O que o torna no segundo mais velho em circulação.
Mas qual será o primeiro, já agora?
A resposta é: o britânico "The Times" desde há duzentos e trinta e oito anos.
Desde 1785, pois.
21/03/2023
O ser humano: um animal racional?
Uma das personagens do filme realizado pelo norte-americano Francis Ford Coppola "Apocalypse Now" ('lançado' em 1979) refere, em determinado momento, que "cada coração humano vive com um conflito entre o racional e o irracional, entre o Bem e o Mal".
Com efeito, já o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde - que viveu entre 1854 e 1900 - havia dado conta dessa permanente luta (interna e depois externa): "o Homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão"...
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20/03/2023
Os "sete pecados capitais"
Não creio que devam ser muitos os seres humanos que não tenham, nalgum momento das suas vidas, infrigido ditames impostos por códigos morais e/ou religiosos vigentes no mundo.
Mesmo sem o saberem.
Os "sete pecados capitais", por exemplo.
Até porque, seguramente, há alguns (muitos?) que não julgam que essas condutas sejam "pecados" e ainda menos "capitais"...
Seja como for, foi o papa Gregório I (que viveu entre os anos 540 e 604 da chamada "era cristã") quem definiu a "gula", a "inveja", a "luxúria", a "preguiça", a "soberba", a "ira" e a "avareza" como "pecados capitais".
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19/03/2023
John Dee e o Império
Talvez os censores que substituiram recentemente algumas palavras e expressões inscritas pelo escritor britânico Roald Dahl (que viveu entre 1916 e 1990) na literatura que publicou tenham já também tentado substituir as designações de algumas das ordens honoríficas e medalhas ainda atribuídas pelas autoridades políticas do Reino Unido como a "Most Excellent Order of the British Empire" ou a "British Empire Medal".
"Talvez", pois não sei.
O que sei, sim, é que foi o matemático e astrólogo inglês John Dee (que viveu entre 1527 e 1608) quem primeiro propôs o uso da expressão "Império Britânico" (ou, se se preferir, "British Empire")...
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18/03/2023
Caravelas, naus e o presente
Será ainda (ou "já"?) este ano que o navio "MSC Irina" se irá juntar à frota da companhia de transporte marítimo registada na Suíça "MSC".
Será, segundo alguns especialistas neste tipo de transporte, uma espécie de colosso marinho.
Efectivamente, as medidas que foram já divulgadas serão capazes de impressionar aqueles que, como eu, pouco - ou "nada"... - percebem dos navios que cruzam actualmente os oceanos da Terra: 399,99 metros de comprimento, 61,3 metros de largura e com capacidade para transportar 24,346 contentores com 6,1 metros de comprimento.
Ora, são as comparações que, muitas vezes - acredito -, "salvam" os leigos em qualquer 'assunto' que se considere.
Compare-se, assim, tais medidas com as mesmas que, há vários séculos, caracterizaram "caravelas" e "naus": cerca de 22 e 35 metros de comprimento, respectivamente, e capacidade para transportar 'apenas' algumas centenas de toneladas de peso...
17/03/2023
Reis "Luíses"
Ainda ontem aqui fiz referência ao regime político monárquico absoluto francês.
Ora, confesso que tal me suscitou uma outra questão: quantos reis com o nome "Luís" governaram França?
Perguntei a mim mesmo e fui, claro, procurar uma resposta.
"18".
O primeiro foi "Luís I" – que viveu entre 778 e 840 – e o último foi "Luís XVIII" – que viveu entre 1755 e 1824.
16/03/2023
A manifestação e o "rei Macron"
Foi no passado dia 4 de Março que escrevi aqui no blogue o texto "A história e Bibius Caesar".
Ora, como vi (indirectamente, através de imagens) também numa manifestação ocorrida há dias em Paris a imagem abaixo reproduzida, reproduzirei igualmente um excerto do texto cujo título mencionei há algumas linhas:
"Deparo-me, por vezes - infelizmente - com a seguinte questão: "por quê estudar história?".
Ora, referi, há pouco, "infelizmente" pois tenho já bastante dificuldade para compreender que, na "Era da Informação", continue a existir esta - e outras... - questão ("ões").
Assim, mais uma vez, cá vai uma hipótese de resposta: estudar história é essencial para que conheçamos o nosso passado (enquanto espécie humana) e possamos, assim, fazer escolhas conscientes e, talvez, sabedoras, para o nosso presente e futuro".
Por exemplo, quem não estude história e tivesse visto um dos cartazes que foi empunhado numa manifestação que se realizou há dias na capital de França, não compreendeu nem a manipulação realizada a uma parte do corpo do presidente da república francesa, Emmanuel Macron, nem, claro, a algumas das palavras constantes nesse mesmo cartaz: "méprisant de la république" (mesmo que compreendesse a língua francesa...).
Ora, essa manipulação ‘física’ implicou a pose do referido presidente Macron como rei absolutista sendo que uma tradução possível da expressão "méprisant de la république" é "desprezando o regime republicano".
Com efeito, França foi dominada politicamente durante séculos por uma monarquia com uma matriz absolutista: ou seja, o monarca em causa havia sido coroado como o representante político de Deus na Terra (isto é, no país em causa) pelo que a autoridade com que havia sido investido não permitia qualquer contestação, nem qualquer crítica.
Assim, a pose de Emmanuel Macron e as palavras a que aludiu o cartaz reproduzido pretenderam, apenas, fazer uma alusão a uma parte da história de França.
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15/03/2023
Veneza e a Lombardia
Veneza foi, com efeito, uma das capitais - sendo que a outra foi "Milão" - do "Reino da Lombardia".
Ora, este reino acabou por integrar "Itália" no século XIX.
14/03/2023
O telescópio de Galileu
Ainda há dias aqui escrevi sobre o sistema planetário.
Sobre uma teoria, por sinal.
E, evidentemente, sobre os seus proponentes: o grego Aristarco de Samos e o polaco Nicolau Copérnico.
Ora, foi após a morte de ambos (a de Aristarco ocorreu alguns séculos antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo e a de Copérnico em 1543) - em 1609 - que o cientista Galileu Galilei mostrou a governantes venezianos o telescópio que construira e explicou o seu modo de funcionamento...
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13/03/2023
Triscaidecafobia
Hoje é dia 13 (de acordo com o fuso horário em que estou a escrever, claro).
Ora, existem - sei-o - inúmeras superstições relacionadas com o número 13, precisamente.
Por exemplo, um dicionário que consultei refere que a "aversão patológica so número 13" se designa "triscaidecafobia".
Com efeito, embora esta palavra apenas tenha surgido no léxico comum (por assim dizer) no 'início' do século XX, a sua formação é muito mais antiga: foi na Grécia "antiga" que a palavra surgiu: a partir de "treiskaideka" - "treze" - e do sufixo "fobia".
12/03/2023
Os festivais musicais
Admito que não sou um espectador atento do "Festival da Canção" que anualmente se realiza em Portugal.
Mas isso não é minimamente relevante para o quero escrever seguidamente.
Que é isto: é também anualmente que é organizado o "Festival de Música de Sanremo".
Em Itália.
Ora, este é um evento que poderia designar como "Festival da Canção italiana".
Literalmente, pois todas as canções seleccionadas para integrarem este concurso são apenas interpretadas na língua italiana ou num qualquer dialecto falado em Itália.
Assim, embora este concurso musical - e não só... -, que se realiza desde 1951, tenha como que servido de inspiração para o "Festival Eurovisão da Canção", poder-se-á concluir que apenas o foi parcialmente.
11/03/2023
O país que (quase) ninguém conhece
Foi já em 2019 que o guru indiano Nithyananda, acusado de violência de cariz sexual no seu país, a Índia, comprou uma ilha situada na costa do Equador.
A designação que lhe atribuiu foi "Estados Unidos da Kailasa" - "Kailasa" é o nome da montanha himalaia que foi a "casa" da divindade hindu Shiva - e representantes seus participaram já em reuniões organizadas pela Organização das Nações Unidas (a ONU).
Embora tal "país" não seja reconhecido por nenhuma entidade...
Ora, a mesma ONU veio entretanto anunciar que, doravante, não permitirá que quaisquer representantes de "Kailasa" participem em reuniões por si organizadas.
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10/03/2023
Juanita, a múmia
Agentes da polícia peruana descobriram recentemente na mochila de um estafeta ao serviço de uma plataforma digital uma ... múmia.
Deambulando num sítio arqueológico visivelmente embriagado, o homem terá declarado aos referidos agentes que a múmia - com cerca de um metro e meio de altura e de alguém que viveu antes da colonização espanhola da América -, que já havia "pertencido" ao seu pai, seria "uma espécie de namorada espiritual".
Enfim...
09/03/2023
Aristarco, Copérnico e o heliocentrismo
Apesar de ter abandonado a frequência do Ensino Secundário há já algumas décadas recordo-me ainda de, na disciplina de História no 8.° ano, me (e aos meus colegas, claro) ter sido feita referência ao matemático e astrónomo polaco "Nicolau Copérnico" (que viveu entre 1473 e 1543) e, evidentemente, à teoria que propôs para o 'funcionamento' do Universo: a "heliocêntrica".
Ou também "o heliocentrismo".
Ou seja, seria o Sol a orbitar ("girar") os planetas existentes - incluindo a Terra - e não aquele a andar à volta dos planetas - incluindo a Terra.
Mas, a quem nunca foi feita sequer uma menção foi ao grego "Aristarco de Samos".
Matemático e astrónomo como o polaco, Aristarco viveu e trabalhou cerca de três séculos antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo e foi o primeiro a ensaiar a "teoria heliocêntrica".
08/03/2023
Zero pela humilhação
Embora as actuais autoridades políticas japonesas e sul-coreanas tenham recentemente chegado a acordo relativamente à criação de um fundo destinado a atribuir indemnizações a sobreviventes da colonização pelo Japão da península coreana - que, lembro, ocorreu entre 1910 e 1945 -, nenhuma vítima sobrevivente dos então criados "campos de trabalhos forçados" irá aceitar qualquer montante.
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07/03/2023
Os diários devolvidos de Darwin
Foi já em 2022 que à biblioteca da universidade de Cambridge, no Reino Unido, foram desenvolvidos dois diários que haviam sido escritos pelo naturalista inglês Charles Darwin (que viveu entre 1809 e 1882).
Foram, com efeito, "devolvidos" pois tinham sido roubados - ou "furtados"... - há algumas décadas embora os funcionários da mesma tivessem pensado que os diários haviam sido consultados e posteriormente mal arrumados.
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06/03/2023
Os sonetos e o casamento
Ainda ontem aqui abordei as "cartas portuguesas".
Com efeito, quer tivessem sido escritas pela freira portuguesa Mariana Alcoforado, quer pelo escritor e diplomata francês Gabriel-Joseph de Lavergue, Visconde de Guilleragues, versavam a descrição de acções e sentimentos verificados em Portugal.
Ao contrário, por exemplo, de "Sonetos dos Portugueses" que a poetisa inglesa Elizabeth Barnett Browning (que viveu entre 1806 e 1861) escreveu e que foi primeiramente publicado em 1850.
Efectivamente, tal obra registou, 'apenas', a sua relutância face a contrair matrimónio...
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05/03/2023
Cartas portuguesas ou francesas?
Embora não exista qualquer dúvida de que a obra "Novas cartas portuguesas" tenha sido escrita por Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta e originalmente publicada em 1972, a mesma conclusão não pode ser declarada em relação às primeiras "As cartas portuguesas" (por assim dizer): ainda que, por exemplo, a poetisa Ana Luísa Amaral tenha referido na "Breve Introdução" na edição de "Novas cartas portuguesas" que organizou que esta mesma obra reescrevia "pois, as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa" [Mariana Alcoforado, que viveu entre 1640 e 1723], muitos acreditam, porém, que tenham sido escritas pelo escritor e diplomata francês Gabriel-Joseph de Lavergue, Visconde de Guilleragues (que viveu entre 1628 e 1685)...
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04/03/2023
A história e "Bibius Caesar"
Deparo-me, por vezes - infelizmente - com a seguinte questão: "por quê estudar história?".
Ora, referi, há pouco, "infelizmente" pois tenho já bastante dificuldade para compreender que, na "Era da Informação", continue a existir esta - e outras... - questão ("ões").
Assim, mais uma vez, cá vai uma hipótese de resposta: estudar história é essencial para que conheçamos o nosso passado (enquanto espécie humana) e possamos, assim, fazer escolhas conscientes e, talvez, sabedoras, para o nosso presente e futuro.
Por exemplo, quem não estude história e tivesse visto um dos cartazes que foi empunhado numa manifestação que se realizou há algumas semanas em Israel a propósito de reformas no sistema judicial do país, não compreendeu nem a manipulação realizada ao rosto do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nem, claro, as palavras constantes nesse mesmo cartaz: "Bibius Caesar".
Ora, "Bibi" é uma espécie de alcunha do referido primeiro-ministro e "Caesar" porque o que é actualmente o território de Israel foi uma província do Império Romano - a "Judeia" - que era chefiado por um imperador - "César" (ou, em latim, "Caesar") - e o seu verdadeiro nome culminava, geralmente, com as letras "us".
Sendo o Império Romano considerado enquanto "opressor" (na "Judeia" e não só, claro), a referência "Bibius Caesar" queria transmitir a perspectiva de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - e as reformas empreendidas pelo executivo governativo por si chefiado na 'área' judicial (apenas?) - estavam a oprimir a sociedade israelita como outrora o haviam feito o imperador romano e seus emissários na "Judeia".
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03/03/2023
Abdicar: um imperador e um papa
Ainda há dias aqui escrevi sobre um imperador romano.
Diocleciano.
Que abdicou do 'seu' cargo.
Ora, por exemplo, também o papa Bento XVI se tornou, em 2013, no primeiro papa a resignar - ou "abdicar" - desde 1415 quando o seu antecessor Gregório XII tomou essa decisão.
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02/03/2023
A capital do sofrimento
Ouvi há dias, numa estação de rádio que emite em Portugal, a entrevista feita ao filósofo francês Bernard-Henri Lévy antes da estreia, na capital ucraniana, de um documentário por si realizado.
Ora, referiu, por exemplo, nessa entrevista que a "Ucrânia é hoje a capital do sofrimento, sem dúvida".
Com efeito, também eu não tenho qualquer dúvida de que a Ucrânia actual é um espaço repleto de sofrimento.
Mas não é, infelizmente, a "capital" do sofrimento.
Muitos são os lugares da Terra que actualmente são afligidos pela guerra.
E não só: pela pobreza ("extrema", por vezes), pelas chamadas "alterações climáticas", pela ausência da Lei, da Educação e da Saúde.
Não tenho também assim qualquer dúvida em classificar como "eurocêntrico" o pensamento de que a Ucrânia é a "capital" do sofrimento humano.
Já nem menciono o sofrimento que, mesmo na chamada "Europa civilizada", muitos 'devem' à ausência da Saúde Mental...
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01/03/2023
Diocleciano e o palácio
O imperador romano Diocleciano governou o Império desde o ano 284 (da chamada "Era Cristã") até 305, em que abdicou.
Nascido na província romana "Dalmácia" (na actual região dos Balcãs), acabou por aí mandar construir um palácio que ainda existe e que ocupa cerca de metade do núcleo mais antigo da cidade croata "Split".
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