31/07/2019
Paz e prisioneiros
30/07/2019
Uma nova colonização?
29/07/2019
O Museu Sidónio Pais
27/07/2019
Ameaça neutralizada
26/07/2019
Que Educação?
25/07/2019
Sócrates e a Liberdade
Atenas.
Acusado de corromper a juventude e de não prestar homenagem às divindades da cidade, prenderam-no.
Mas isso não o impediu de continuar a receber alunos com quem discutia, por exemplo, a imortalidade da alma.
Ora, para ele a Morte não seria mais do que uma passagem para o outro lado da Vida.
Seria, por isso, uma libertação já que o corpo impediria que o Ser pudesse atingir a plenitude da sua existência terrestre.
Por ser denso, enganador e demasiadamente exigente.
Assim, em 399 a. C., o filósofo Sócrates bebeu veneno e libertou-se.
24/07/2019
A transformação inglesa
Fonte: P. Chaunu em "A Civilização da Europa das Luzes", 1985.
23/07/2019
Ensino e intolerância
Ou seja, pessoas que tentavam ensinar outras pessoas foram impedidas de o fazer.
Ora, deveria ser evidente que uma função didáctica não é um 'veículo' para a promoção de uma atitude social violenta e de ódio.
Acho, por isso, lamentável os algoritmos - e algumas pessoas - não perceberem tal coisa.
22/07/2019
D. João III e a Cultura
"É inquestionável que sob D. João III ganhou vulto um fenómeno de "investimento na cultura" que, tanto quantitativa quanto qualitativamente, não teve precedentes na nossa história. A modernização do aparelho cultural respondia, aliás, e a um tempo, a solicitações que se prendiam com a necessidade de acertar o passo pelo da Europa evoluída e com as exigências do processo de concentração, racionalização e secularização do Poder - portanto, da própria construção do Estado moderno".
No entanto, como é possível afirmar que esse monarca tenha feito um "investimento na cultura" sem paralelo em Portugal quando a Inquisição - cuja acção se revelaria 'cheia' de perseguições, repressões e censuras - foi criada pelo Papa, sim, mas sob pressão do próprio D. João III que se encarregou de a tornar, cada vez mais, de resto, num tribunal da coroa?
20/07/2019
A 'superioridade' e a 'inferioridade' civilizacionais
Inovações técnicas
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China
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Europa
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Tecelagem da seda
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5000 Antes de Cristo (a. C.)
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Século XII
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Leme à popa
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Século I
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Século XII
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Bússola marítima
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Século X
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Século XII
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Utilização militar da pólvora para canhão
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Século X
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Século XIV
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Fabrico do papel
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Século II
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Século XIII
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Imprensa com caracteres móveis
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Século XI
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Século XV
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Fundição do ferro
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Século I a. C.
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Século XIV
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19/07/2019
A Batalha de Matapão
18/07/2019
A Europa do século XVII e o Próximo Oriente de hoje
17/07/2019
A origem da fé
16/07/2019
Guerras e misérias
"O povo da tribo Pende, que vivia na costa angolana no século XVI mas emigrou depois para o interior, junto do rio Kasaï, manteve uma interessante tradição oral da conquista feita por Portugal da sua terra natal.
"Um dia os homens brancos chegaram em navios com asas, que brilhavam como facas ao sol. Travaram duas batalhas com o N'gola e bombardearam-no. Conquistaram as suas salinas e o N'gola fugiu para o interior, para o rio Lucala. Alguns dos seus súbditos mais corajosos ficaram junto do mar e, quando os homens brancos vieram, trocaram ovos e galinhas por tecidos e contas. Os homens brancos voltaram outra vez ainda. Trouxeram-nos milho e mandioca, facas e enxadas , amendoim e tabaco. Desde então até aos nossos dias, os brancos não nos trouxeram nada senão guerras e misérias"".
15/07/2019
A queda da Bastilha
13/07/2019
As fortalezas abaluartadas
12/07/2019
Portugal inclinado
Creio mesmo que uma das sínteses que melhor concretizou já essa distribuição populacional 'desnivelada' foi feita pela docente que ainda ontem aqui citei, Teresa Ferreira Rodrigues.
"As unidades administrativas mais importantes em termos populacionais encontravam-se na província de Entre Douro e Minho e no Nordeste da Beira, correspondendo a dois quintos do total de efectivos. A região a sul do Tejo, metade do território nacional, continuava escassamente povoada e nela vivia apenas um quinto da população estimada".
Ou seja, o facto de existir uma (muito) maior concentração populacional em determinadas regiões de Portugal não é um fenómeno recente. Nem a chamada macrocefalia de Lisboa.
Continuarão?
11/07/2019
O Dia Mundial da População
É não haver debate sequer.
Ora, o que destaco como o mais importante na demografia em Portugal, por assim dizer, é precisamente a ausência de um debate a nível nacional que pudesse encontrar uma espécie de estratégia clara em relação ao que "está em jogo" e, dela decorrente, a idealização de medidas avulsas e pontuais, mais ou menos populares.
10/07/2019
Cunhas: presente e passado
Ora, percebi melhor de quão ‘longe' vem essa dependência ao assistir, há dias, a um colóquio sobre o império forjado por Portugal aquando dos chamados Descobrimentos: no ‘capítulo' sobre a "Experiência como requisito dos agentes governativos", abordando-se a "Hierarquia de atributos sociais para nomeação/recrutamento – império", concluiu-se serem o "Estatuto social/linhagem/parentesco" e as "Redes clientelares" os ‘factores' determinantes para a ‘carreira imperial'. . .
09/07/2019
"Lisbon Maru"
Não sei por que motivo alguém no Japão decidiu chamar a um barco "Lisbon".
Aquilo que sei, de
facto, é o que se pode ler numa das páginas do primeiro volume da
obra "A Segunda Guerra Mundial" que o historiador britânico
Martin Gilbert escreveu (e que a Publicações Dom Quixote editou em
Novembro de 1989):
"No Extremo
Oriente, no dia 1 de Outubro [de 1942], um torpedo atingiu o barco
japonês Lisbon Maru*, que começou a afundar-se. A bordo estavam
1816 prisioneiros de guerra britânicos, seguindo de Hong Kong a
caminho do Japão. Quando os prisioneiros tentaram sair do barco que
se afundava, os japoneses mantiveram as escotilhas fechadas. Depois,
enquanto o barco continuava a ir ao fundo, algumas centenas dos
homens conseguiram sair. Os japoneses abriram fogo sobre eles. Os que
puderam saltar para a água e tentaram subir para alguns dos quatro
navios japoneses que ali se encontravam, foram repelidos de novo para
o mar. Mais de 840 prisioneiros foram mortos a tiro ou por
afogamento. Os restantes, recolhidos mais tarde por pequenos barcos
de patrulha ou chineses compadecidos, seriam levados para o Japão".
* Foram, efectivamente, seis os torpedos que o submarino norte-americano "Grouper" disparou contra o barco com bandeira nipónica. Mas, na verdade, tal não significa que os seis tivessem atingido a embarcação...